Máscaras
Ninguém é o que parece… sobreviver exige máscaras. Por trás do sorriso contido, moram medos e feridas que só eu conheço. Fingir normalidade me protege, mas também me isola. Enquanto isso… meu verdadeiro eu
espera, calado, nos bastidores de uma vida encenada.
(Uma homenagem aos perseguidores entre nós.)
LUA FALSA
Como é duro o cansaço das máscaras.
Na beleza do olhar, do sorriso, no som da palavra, na criatividade.
Que Arte é essa?
Facetas e suas especiarias.
É só pegar um pedaço da lua e tomar como crua na pele real, mas sintética?
Como é duro o cansaço das máscaras.
Estes senhores que arrancam a lágrima de quem não teme a tristeza, mas que mancam na primeira leveza do amor que carrega o poeta.
Como é duro o cansaço das máscaras.
Pois as pessoas sintéticas, sabem toda teoria de eternidade e perfeição, na prática não passam de uma gaveta.
A Arte está em ser plano e não em ser cobaia.
Como é lindo o cair das facetas.
Agora as máscaras vendam a boca, abafam os sorrisos, as falas...Mas os olhos estão sendo obrigados a nos comunicarem muito mais sobre o mundo, sobre quem realmente somos quando algumas luzes se apagam.
(Durante o isolamento mundial de 2020)
Triste e inevitável é sermos apenas máscaras. Todos os dias acordamos e disfarçamos oque realmente somos. Somos obrigados a mostrar apenas nosso lado bom, qual a graça de viver em uma realidade utópica?
Final de carnaval
Explosão de cores no entardecer.
Amanhã voltam as máscaras.
Amanhã, só as cinzas da alegria do carnaval...
Viver de verdade é despir-se das máscaras que temíamos perder, apenas para descobrir que, atrás delas, não sabíamos existir.
Ser Pessoa (1)
Nego as forjas
as armaduras
lapidadas na aparência
bruta da lama
Nego as máscaras
indiferentes
forjando distância
Nego o resguardo do
silêncio.
A vida te ensina a enxergar o nível de relacionamento com outra pessoa a partir do momento em que esta pessoa deixa de precisar de você, é nessa circunstância que as máscaras caem ao revelar o fingimento que este outro alguém tinha em relação a ti.
Jogar me fazia tirar o peso do mundo das costas e me despia das minhas mentiras.
Por mais contraditório que parecesse, ali, naquele computador, não havia máscaras.
Era apenas eu mesma.
Meus defeitos são gritantes e minhas qualidades silenciosas. Tenho uma vida comum, banal para alguns, mas prefiro viver a realidade sem holofotes do que ser uma personagem teatral. Fujo da vida fingida. Quem lê o que escrevo, quem vê a vida que levo e quem conhece meus sentimentos, sabe que as três coisas se completam e mostram exatamente o que sou, sem máscaras ou artifícios. Há quem me ame por isso, há quem me odeie pelo mesmo motivo.
Cada imperfeição que observo no outro deve servir de sinal de alerta para que eu fique atento aos meus próprios defeitos.
Vamos fazer um acordo. Não conheço você e você não me conhece. E como não nos conhecemos, não temos nada a perder. Podemos ser sinceros. Pode ser? Sem máscaras.
A felicidade, afinal, não se trata de nada além dos microssegundos em que somos pegos de surpresa. Quando estamos despreparados, desprovidos de nossas máscaras, de nossas armaduras.
Parei de roer as unhas. Estou deixando o cabelo do jeito exato que gosto. Coloquei um piercing no nariz. Saio com a roupa que eu quero. Paguei uma viagem com meu próprio dinheiro. Fiz minha mala e estou indo pra praia sozinha.
Acham que chamam isso de liberdade, eu preferia dizer que agora sem você , eu estou podendo finalmente ser eu mesma. Sem mentiras, sem promessas, sem máscaras, sem sentimentos.
Por mais que doa... É tão bom quando a pessoa se revela e a máscara cai... pelo menos sabemos com quem estávamos nos relacionando.
A gravidade da pandemia não está nos relacionamentos abertos, e sim, ao desrespeito ao uso de máscaras.
