Máscara
Por trás da máscara, ninguém é aquilo que parece ser,e na frente dela,somos só farsas do nosso verdadeiro eu.
“Hoje em dia, o homem não precisa de máscara pra ter medo de falar — só de uma frase mal interpretada.”
Às vezes, o humor é a máscara que usamos para esconder o que realmente buscamos, especialmente quando o medo se aproxima e o mistério nos envolve.
Tem certos líderes que só mostram de fato sua máscara ao subirem no púlpito (seu trono)! Usar tal ambiente para desabafo é sinal de ausência da graça e do conhecimento de Deus.
"A arrogância de quem pisa nos outros é uma máscara de vidro: brilha muito, mas estraçalha no primeiro sinal de verdade."
"A humilhação é o recurso de quem não tem argumentos e a máscara de quem esconde a própria pequenez."
"A máscara da educação muitas vezes esconde um manipulador, enquanto a fala sofrida de um homem sincero é vista como ameaça. O mundo está invertido."
O ser humano é um animal territorial que usa a arte, a política e a violência para tentar mascarar sua própria insignificância e sua falta de controle sobre o destino.
O Sacrifício do Silêncio
O sorriso que ostento é apenas uma fachada,
Uma máscara polida para o mundo não ver,
Que por trás do gesto, a alma está cansada,
E o coração insiste em, baixinho, sofrer.
Escolhi os outros, e nessa escolha me perdi. Fui o porto seguro, a mão que sustenta a queda,
Abri mão do meu chão para que vissem o céu dali,
E hoje o que me sobra é essa triste moeda.
Dói saber que estou onde a renúncia me deixou,
Nesse canto escuro de quem sempre se deu.
O mundo seguiu, mas em mim nada mudou,
Apenas o peso de um "nós" que nunca foi "eu".
Ainda assim, no peito assolado pela tormenta,
Guardo a pureza de quem nunca soube mentir.
Minha verdade é o fogo que ainda me alimenta, Mesmo que o preço seja este lento sucumbir.
Faria tudo de novo, com o mesmo coração quebrado,
Pois ser verdadeiro é minha única direção.
Sigo em silêncio, por mim mesmo abandonado,
Carregando a tristeza como uma eterna oração.
Quem é você? Diga logo que eu quero saber. Já passou o carnaval, tire a máscara social. Boi, boi, boi, boi da cara preta, tire essa menina que tem medo do capeta. Então você é isso, um rosto sem riso e se quer ser meu inimigo, junte suas armas inúteis, pois eu conheço seu calcanhar de Aquiles e não vou te polpar. Seus poemas de escarnio morrem ao virar a página e é perigoso a você achar que eu sou frágil. E se falo em solidão é porque no meu mundo não cabe seu jogo sujo, que quer me calar covardemente. Pegue seu capital cultural, e dele se desfaça, veremos que sobra uma farsa de um comediante sem graça. Eu nasci pobre e doente, mas não me tenho medo do seu ódio. Eu te amei de graça. Acertei no amor, só errei no alvo. Tire a máscara e mostre também sua fragilidade ou vai viver eternamente essa personalidade falsa, que em meio à sensibilidade deixa escapar cruel sua própria destrutividade. Você não vai me calar, nem a loucura me calou. Eu já sofri tortura. Você tem palco e aplausos, eu tenho uma pele marcada por violência. E você ainda acredita que pode me diminuir. Eu conheço a escola da rua e das grades, e nenhas não há consolo nem apoio. Apena uma instituição sem rosto. Meu sofrimento é a doença que sua soberba ignora. Não, não é serventia da casa, é um coração em brasa. Coma seus privilégios e deixe em paz meu vazio e minha solidão. Eu que te amei em vão, desconheço desilusão e tenho uma voz farta que não cabe na sua sala. Tire a máscara e fale olhando nos meus olhos, sei que vai se calar, pois quem é você sem palco? Sapo cururu na beira do rio, quando o sapo canta maninha, é porque tem frio. Gélido coração é o seu e se um dia você ganhou minha confiança, hoje perdeu minha esperança do ser que eu pensava que você era, em meu estado de primavera. Eu amo João, você ama Maria. Quadrilha. Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar. Não, não tire a máscara. Não quero ver seu rosto. Suba no palco com seu novo projeto. Eu te conheço no palco da vida. E você tem sido meu professor, me ensinando lentamente a te odiar. Mas vou simplesmente esquecer. Você passará. Mascarado passou. Meus versos continuarão se sei bem a pessoa que sou. A canou virou, quem deixou ela virar? Sou o avaro burguês que não soube remar. Tire de perto de mim a palavra amar. Eu não te odiar. Escreverei mil versos enquanto a vida for testemunha da minha existência. Eu sou resiliência calada. Essa é a serventia da casa. Meu peito, meu lar.
A máscara social é um fardo de chumbo mais opressor do que a própria dor visceral que ela foi forjada para ocultar.
