Máscara
As pessoas vivem uma vaidade falsa,
um orgulho ensaiado para plateia vazia.
Sorriso virou máscara, caráter virou figurino.
Até a ambição perdeu a direção — já não busca sentido,
busca aplauso. Quer subir, mas não sabe para onde,
nem por quê. Corre, tropeça, atropela, e chama isso de vitória.
O mundo não está apenas em crise, está em colapso moral.
Cambaleia no próprio lamento, afunda em promessas rasas
e segue em um abismo sem freios,
onde poucos pensam, muitos repetem
e quase ninguém assume responsabilidade.
A verdade incomoda porque exige postura.
É mais fácil fingir grandeza do que viver com dignidade.
Mas a conta chega: não há vaidade que sustente um vazio,
nem orgulho falso que salve um mundo que desistiu de ser honesto.
O mentiroso pode sustentar uma mentira por muito tempo, mas uma hora Jesus vem e arranca as máscaras e a verdade consegue ir muito mais longe do que a mentira que antes, foi contada.
Do saber de Brené Brown
Vem um verso de poder
Tire a máscara que te deram
E descubra um novo ser
Se o mundo te moldura
Não caia nessa clausura
Pois a coragem é ser você.
Sob a máscara da liberdade, o homem esconde um desejo inconfessável: a submissão a um tirano que valide suas próprias verdades. Somos todos cúmplices da opressão que nos convém.
Lute contra o seu ego, quando houver erros internos e efêmeros, que não passam de uma máscara social.
Por trás de cada máscara social habita um segredo que só se revela quando a escassez desse recurso se apresenta.
Eles mudam de mascara apenas, não se iluda. Natal é todo dia, não é só pra sair na foto. Punição equivalente é justo para quem sem pena invalida a existencia do seu irmão para sublimar o ódio. Chega de absurdo, não tem como deixar coisas assim sair impunes, covardias disfarçadas de vitimismo.
Ele pode destruir todas funções cognitivas das vítimas, destroem as escolhas do futuro de um individuo que tem sua dignidade cognitiva. Traumas promovem eventos irreparáveis na perspectiva do outro.
Não basta divulgar e a vaidade promover, tem que criar força para advogar. Todos juntos deixamos o exemplo que os jovens irão seguir. apertar a mão do vazio em silêncio não isenta da culpa. Os números já entregam o colapso da moral. Em nome de todos que amam mulheres, crianças e animais, chega de passar pano pra coisa errada.
A sua máscara de sanidade pode ser facilmente destruída quando colocada contra a percepção, só não confunda isso com ignorância.
O sorriso não é uma máscara de otimismo ingênuo, mas uma tecnologia ancestral de sobrevivência que altera a química do caos; ele atua como um bálsamo que estanca as hemorragias invisíveis da alma e desinflama o corpo fustigado pelo tempo. É na fricção da convivência com os amigos verdadeiros — aqueles que sustentam o nosso olhar sem julgamentos — que erguemos uma barreira biológica e psíquica contra a entropia da vida moderna. Manter-se próximo a esses poucos eleitos é um ato de resistência filosófica: é garantir que a mente não se perca em solilóquios amargos, permitindo que a sanidade e o vigor físico se estendam como o reflexo de um pertencimento real e inegociável.
"Eu tenho uma máscara, chamo-a de "sorriso". A máscara consiste em praticamente fingir que nada acontece, mantendo o rosto inalterado. Não é uma máscara comum, é diferente daquelas criadas por pessoas que têm várias máscaras falsas. Tenho apenas uma máscara, e ela é verdadeira."
Agora, já que pode andar sem máscara, o bom é usá-la sob o queixo, porque assim esconde a papada, e se usá-la, direto e reto, abaixo do queixo, pode até atrofiá-la também, impedindo que ela aumente ainda mais; e qto mais firme a máscara, melhor é.
Entre brilhos e silêncio,
eu me reconheço.
A máscara enfeita o rosto,
mas é a consciência que ilumina o olhar.
Eu não me escondo.
Eu me revelo —
no ritmo,
na liberdade,
na inteireza de ser quem sou.
Carnaval é festa.
Mas minha essência é permanente.
