Marta Medeiros o que os outros Vao Pensar
Pedaço
Tem coisas na vida que a gente simplesmente sabe que sempre vão fazer falta.
Não se trata de saudades, desejo, propriedade, enfim;
É sobre continuar andando, só que sem um pedaço.
As decepções vão te fazer abrir os olhos e enxegar como algumas pessoas realmente são.
Ana Nogueira/AMNA
Família
Vou contar um segredo
E muitos não vão acreditar,
Existe um lugar onde não há medo,
E a gente aprende a amar.
É um lugar tão diferente,
Que é difícil de encontrar,
Pode ser comum a muita gente,
Mas poucos conseguem formar.
Esse lugar é formado por pessoas que sabem amar,
Por isso dentro dele impossível não há.
No amor, encontramos Deus, que nada deixa faltar,
Este lugar de paz, só pode ser nosso lar.
E dentro do lar encontramos a nossa família,
Pessoas com quem vamos nos relacionar.
Aprendendo a perdoar até os que nos humilha,
Para a base de nosso caráter forma.
A vida é como uma casinha, Ah pessoas que vão bater em sua porta e vc abrirá, teram quem somente tocará a campanhia e sairá correndo nos momentos difíceis, outras que entraram pela janela e roubará as coisas boas.Mas são aquelas que você dará a chave que fará sua casa crescer.
Parabéns! Saiba que todos as coisas materiais um dia se vão, um dia se acabam, mas meu amor por você será sempre eterno! Te amo, meu maior tesouro é ter você!
FIM DE ANO EM SONETO
Sim, vão-se os anos de fim de ano
Assíduos, só a aparência mudou
O tempo passa e tudo passou
O destino é mesmo soberano
Há anos pós anos, o sonho mitou
A minha rota tem outro cotidiano
Num entra e sai do desígnio tirano
Do nada como antes, vil sobrevoo
Saudade é a mesma, mesmo dano
Esperança, sim, desta nunca enjoo
E com a quimera nunca fui profano
Assim vou, mais um ano, num atroo
De comemoração, então seja ufano
O revoo, pois o fim, ainda não chegou...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
dezembro de 2016
Cerrado goiano
Vão do nada
Abre a cortina e expia tua liberdade;
Voe por onde possa sentir- te pleno
Nada é tão urgente quanto fazer - te
É tão mais prudente sentir-te sereno!
Não vivas ansiosamente pelo futuro
Nem tenteis resgatar-te no passado
O presente é mais que suficiente a ti,
Viva plenamente o instante no aqui!
Não apegas - te do lugar e das coisas
Nem ao monte daquilo que te afeiçoas
Aquela exigência do que dita a moda,
Dispensa está regra que incomoda,
Valoriza as pequenas coisas boas
Afinal, o tudo é o ser no vão do nada!
Bereré
As campanhas de eleição
Não passa de ato ceráceo
Esse de promessa em vão
Que se crê apenas um nécio!
Ainda se põe fazer bereré
Não vêem que andam de ré
Ao eleger qualquer candidato
Que fala de olho no mandato!
Tudo que falam é coerente
Não é atoa que engana a gente
Mas, vou dizer uma real:
- A mudança é o ideal!
O jeito é passar o pente,
Pra fazer um Brasil diferente!
Andanças
Pelo caminho a vida vai traçando passos. Os pés vão aprendendo a dançar na poeira do tempo. Tempo de sóis e ventania.
Mudanças nas andanças são rotineiras, certeiras e ferozes. Guarda teus pés da lama e procura os lírios que nela nascem. Vivencia as pegadas que estão à frente, mas finca teus pés no teu próprio traçado. Vale a pena, pequena, cuidar de ti. Lavar os pés em água de chuva, às vezes é necessário, muitas vezes imprescindível. Reconhece tua dança, teu canto, tua morada. Redescobre o caminho quando se perder. São eles, os teus pés, que lhe trarão de volta, e, também, a farão prosseguir. Lava tua alma na canção do rio. O rio que corta a tua estrada vai dar no mar do coração. E aí, escuta, criança, no barulho dos teus passos, os segredos da viagem, e transforma em laços todos os nós do caminho. E que teus pés te levem, te tragam, te conduzam, desenhem e contem sua história: história de mulher com detalhes de menina.
Mutante
As chuvas que vem e vão
sobre a sequidão do cerrado
Dos ipês, atapetando o chão
enfeitando o pasmo encantado
No horizonte o céu encarnado
flor de pequi e buritis na enseada
Trafegam entre o pó ensebado
dos galhos, folhas e cor desbotada
Na vastidão as luas de prata
das noites cheia de tudo e de nada
E nesta estrada tão pacata
mutante o vem e vai da esplanada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano
Falsidade e coisa que logo é descoberta ninguém pode ser quem não é por muito tempo sempre vão aparecer os resíduos da ação que o sujeito "que pratica o ato de ser falso"julga verdadeiro e pratica.
Acto de Contrição
Pela luz rara da garagem dois vultos
vão pôr o lixo. São velhos desconhecidos. Um
ao outro dão passagem (a
máscara de um cumprimento) esquivos na
escatológica arqueologia das misérias.
Homens de lixo na mão: exímios
a ocultar
versos da vida doméstica (quando
o gesto liso cabe ao avental abundante que os
devolve a casa). Há
em todo esse agravo uma redenção ferida
(um juízo resolvido) como que um
indulto lento.
Canção do sono
Meus sentidos vão falhando
Falhando até que enfim
O sono vence o corpo
E o corpo vence a mim
Meus olhos se rebelam
Já não querem trabalhar
O sono muda o corpo
E o corpo vai parar
Se segue curto
Vazio
E estranho o pensamento
Se segue instável e irritado
O mais amável sentimento
Sigo procurando a cama
Precisando descansar
O sono adormece o corpo
E o corpo só quer sonhar
A gente passa pela vida, e a cada passo do tempo, novas dúvidas ou certezas vão se mesclando na formação daquilo que seremos ao fim desta jornada.
Vamos de, crer em todas as calunias, a suspeitar de todas as verdades.
Passamos a adotar os costumes da moda, ao mesmo tempo em que, reconhecemos todos os comportamentos sadios antigos.
Se já não conseguia agradar a todos, agora já maduro, felizmente,
prezo apenas minha própria vontade.
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