Mãos
Em seu rosto vi uma mistura de solidão e tristeza. As mãos que apoiavam o queixo, não permitiam o seu sorriso característico. Espero que ele volte, e possa nos brindar com sua vivacidade e alegria.
Quando eu vejo este teu olhar, meu coração pulsa minhas mãos denunciam os meus desejo que sinto por ti, e de te abraçar-te, te sentir grudada em mim, sabe que tento me disfarçar, mais não a este teu olhar que me faz meus segredos a eles revelar, te chama pra junto de mim não posso, viver longe de ti tá impossível, porque quando eu olho nos teus olhos já não consigo mais resistir,
Eu ainda não sei o que Deus reservou-me para hoje, mas entrego em suas mãos, tenho fé e espero. Eu confio em suas escolhas e sei que ele fará o melhor por mim.
"Estendo minhas mãos para ser conduzido, como as de uma criança sem rumo e que desconhece o caminho pra casa, porém já não sou mais criança, e não há mais casa, exceto a do adulto que habita em mim."
Ninguém permanece no topo com as mãos sujas. Valor mesmo tem aquele que, com humildade, alcançou o sucesso, sem ter tido a necessidade de passar por cima de alguém.
A vida é preciosa!
Por isso é melhor ficar numa caixinha, a estar nas mãos de quem não entende de joias.
Na vida, não precisamos de alguém que nos banque, mas de alguém que segure em nossas mãos, olhe em nossos olhos e diga: “Vai! Você consegue!”
Minhas mãos barcos sem velas,
em carinhosos desvelos,
navegam quais caravelas
na noite dos teus cabelos
Eis minha carta para o seu coração
Em papel claro, comecei a pensar
Pus minhas mãos sobre a folha, como forma de esquentar.
Sentei-me, e em frente à máquina, comecei.
Engraçado notar que, a cada letra apertada, o som ecoava.
E a cada ecoar, a folha era marcada.
Tinta, papel, mãos, pensamentos…
Pensamentos distantes trazidos à tona, formando letras e frases guardadas em mim.
Letras em forma de quebra cabeça, sendo montada parte a parte por sentimentos e afins.
No decorrer da escrita, evitava dar o espaço entre as palavras.
Até parecia loucura, mas os espaços lembravam a distância entre nós.
A forma das letras mostrou-me algo implícito!
Batendo vagarosamente dedo a dedo, pude
sentir nas bambas teclas solitárias, a junção de cada letra, e das letras foram formando palavras, e das palavras fui criando você em versos, que antes eram soltos, agora estão diante de meus olhos.
Escolhi a forma antiga de escrever
totalmente diferente dos dias atuais, onde necessita de coisas para nos ligar.
Fiz de meus sentimentos o ponto que liga nós dois
Sem vírus, sem medo, conexão única.
Assim que parei, peguei a folha em mãos, e com cuidado pude sentir que, na frente existe uma história completa, um conto,
cheio de altos e baixos, colorida, falante.
Com personagens que por vezes brincavam de serem felizes, outrora eram calados.
Mas na parte de trás da folha, escondido dos olhos, ficou o relevo de cada letra apertada, de cada história, sem tinta, sem cor.
Do personagem que ficou cego de amor
Uma história diferente, sem começo, nem meio e talvez com fim.
Mãos de tesoura
Amai o próximo. Uma importante mensagem repetidamente difundida na sociedade e ignorada veementemente por grande parte dos indivíduos.
Tal mote é encontrado em sagradas escrituras, em diversas obras literárias, nas mídias e até mesmo no clássico filme da década de 90, cujo personagem-título, Edward, possui mãos de tesoura.
Na película, assim como na vida, somos confrontados com a diversidade, personificada no protagonista. Ao encararmos a incompletude, a "aberração", a anormalidade, vemo-nos diante de um espelho e - infelizmente - poucos refletem sobre as diferenças individuais que fazem cada um ser único e ímpar ante seus semelhantes.
Também observamos que as reações são inconstantes e controversas acerca das diversidades: uns são receptivos, compreensivos e inclusivos; outros, arredios, hostis e promotores da exclusão.
Por séculos e milênios, vivenciamos as consequências de lidar consigo mesmo e com o outro, travando batalhas campais fomentadas por valores, crenças e egos. E, talvez, as guerras, de travesseiros ou bombas, sejam gestadas pela dificuldade em nos relacionarmos uns com os outros.
Destarte, os modos de conceber e vivenciar as relações interpessoais, intrínsecas à humanidade, têm suas dificuldades acentuadas pelo inevitável convívio com alguém que tenha lâminas no lugar das mãos e que, por isso, machuque quando tenciona acariciar.
Augura-se para que, mais cedo do que tarde, vislumbremos o rosto da esperança e seguremos as mãos do progresso.
As vezes só se enxerga o valor das jóias que se têm nas mãos, quando alguém põe valor. Outras vezes, quando as ver nos pescoços de outros, ou quando já as perdeu.
Minhas expectativas serão sempre frustradas quando o poder de me fazer felizes tiver nas mãos de outra pessoa.
