Mãos

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Deus se revela
em mãos limpas,
em um coração puro,
em quem não guarda maldade
e vive o amor.
Fora disso, é só religião criada por homens.

Nas mãos, as marcas do passado.
Vida construída, uma paisagem recria.
Cicatrizes envoltas por letras solenes.
Alívio? Não há dor para remediar.

Caminho de mãos dadas ao seu lado, naquele jardim aonde tu me salvara.

O perdão nos devolve a soberania espiritual, pois retira das mãos dos outros o poder de decidir se seremos felizes ou amargurados.

Filhos, horizonte ao alcance das mãos.

Prefiro que haja um livro meu transitando em mãos desconhecidas do que vê-lo parado em uma estante.

⁠Mas ela está quebrada
Sem tempo pra existir.
Tudo o que mais quis
Viu de suas mãos cair.
Ela já magoou
Mas se machucou muito mais.
Queria ser feliz...
Que ilusão viver em paz...

O Vaso

Sou cercada de aplausos sempre que por ruas alheias passo,

Sou eco quente nas mãos de quem não me conhece, sou sorriso devolvido,
Por todo lado tem olhos que me vestem de encanto como se eu fosse primavera permanente.

Elogiam minha beleza como quem acende fósforos, rápidos, breves, ardem e esquecem-se do frio depois.
Dizem amar-me sem nunca terem atravessado o meu inferno.

Mas em casa, onde o silêncio devia ser abrigo,
Me torno num mero objeto pousado no centro da mesa, um vaso que não escolheu ser decoração.

Todo ele rachado em quedas repetidas, nas mãos de um artista em negação, e o mesmo insiste em colar-me como se remendar fosse amar.

Duzentas vezes quebrada, duzentas vezes inteira por obrigação.
Não por cuidado, não por ternura,
mas porque lhe convém manter-me junto dele.

Ele não me ama,
não pergunta se o mundo me pesa, não escuta o som fino das minhas fissuras.
Importa-lhe apenas que eu ainda sirva, que eu ainda ceda, que eu ainda esteja viva.

E eu,
Exaltada por estranhos, rainha de palmas vazias,
regresso sempre ao palco onde não existo.
Sou multidão fora, e ausência dentro.
Sou escolha para quem não me escolhe, certeza para quem me trata como hipótese.

E no fim de cada aplauso,
quando o som morre e o eco se dispersa, fico eu, inteira só na aparência, a aprender devagar que nenhum vaso nasceu para viver colado.

Escritora: Paula Maureth Adriano Soares

Quando a sociedade entrega o poder nas mãos da elite, ela abre portas para que façam da vida dela um jogo de sobrevivência; nesta disputa desumana, nem todos têm poder aquisitivo para seguir de forma justa.

Ela aprendeu a abrir as mãos
não por fraqueza
mas por sabedoria

Já não implora permanências
nem negocia o próprio valor
com aquilo que insiste em ir

A mulher que desapega
entende que segurar demais
é uma forma silenciosa de se perder

Então ela solta
com o mesmo cuidado com que um dia acolheu

Solta memórias que já cumpriram seu papel
solta expectativas que pesavam mais que sonhos
solta pessoas que não souberam ficar

E no espaço que antes doía
ela se encontra

Inteira
presente
leve

Porque descobriu que nada do que é verdadeiro
se desfaz com a liberdade

E que partir
às vezes
é apenas a vida reorganizando o que merece ficar dentro dela

"Meus heróis levavam enxadas nos ombros e calos nas mãos."

A vida que derrete nas mãos

A vida é como um pequeno e frágil cubo de gelo, segurado ao sol, que brevemente se desfaz em nossas mãos...
Tão transparente quanto nossos desejos, tão fria quanto os medos que evitamos sentir.


Tentamos moldá-la, contê-la, preservá-la, mas ela insiste em derreter; escorrer; partir.
E no fim, o que resta?
Uma lembrança úmida, uma gota, um brilho fugaz.

Nas mãos do inevitável

Aquilo que se teme,
uma hora ou outra, chega em suas mãos.
Aquilo que aos olhos tem ternura
se vai como água ao sol ardente.


Não seria, então, crueldade
com o personagem desta trama,
ver tudo aquilo que não queria, acontecer?


Seria uma prenda?
Seria uma reorganização do destino?
Seria Deus?
Será simplesmente porque não é?


Não entendo,
ou pelo menos,
não ainda...

​O peso não está na mala, mas nas mãos de quem a organiza.

⁠De mãos dadas com a minha solitude, em pensamentos conduzidos pelo meu imaginário, caminho sem pressa por um cenário de quietude, o cinza predominando o céu, sinal de que uma chuva se aproxima, o sol com um brilho discreto por detrás das nuvens, o mar desfrutando da sua calmaria e uma brisa suave nos acompanhando, alguns passos na areia, deixando pegadas, criando memórias de uma simples ocasião imaginada, todavia, uma verdadeiramente satisfatória, breve e marcante, compartilhada nestes versos como uma história talvez cativante graças a uma imagem do tempo fechado que abriu as portas do meu enfoque poético, o qual coloriu uma manhã nublada ao destacar fortemente o seu momento de calma.

Quais os passos da vitória?
O 1º passo é entregar nas mãos de Deus e aguardar a vitória, o 2º é continuar confiando e buscando a realização! Pois o 1º passo da vitória é esperança e o 2º é esperançar! O 1º mostra nossa convicção e o 2º nossa motivação!

Deus prospera mãos limpas, mente sábia e coração alinhado com o Reino.

"Trilhões nas mãos de quem tem Deus no coração não são posses, são missões; por isso, esse homem jamais empobrece, pois a sua fonte é a eternidade e o seu lucro é a salvação do caráter."

"Quem ergue um império trilionário com as mãos dadas a Deus nunca conhecerá a falência, pois se o mundo lhe tirar o ouro, o Céu lhe mantém o caráter — e um homem de alma rica nunca fica pobre."

"A riqueza trilionária nas mãos de quem serve a Deus nunca se esgota, pois quando o caráter é puro, o ouro torna-se apenas o servo de um propósito que a eternidade sustenta."