Luzes da Ribalta
As luzes acesas tingem o final de domingo com cores envelhecidas.
Como naqueles retratos que nos trazem saudades...
Madrugada
é quando pedacinhos das luzes da noite que passa se misturam com as luzes do dia que chega...
A escuridão parece mais confortável a olhos cansados,
Mas as luzes das estrelas podem acender àqueles que decidiram que não iriam mais queimar.
Você faz meu coração parecer verão, mesmo quando a chuva está caindo.
Não sei se ainda amo,
Não sei ainda queimo.
Sei que você ainda queima, ou ao menos tenta.
O que nós seriamos?
Faísca e palha?
Ou a brisa do inverno sobre uma vela acesa em uma janela?
Lamento de um Eterno Menino
Em brumas do ontem, onde as luzes se cruzam,
Rezava a família ao inverso destino,
Que arrebatou, com mãos invisíveis e firmes,
Um filho, um anjo, de sorrisos divinos.
No seio do lar, uma estrela fulgente,
Nascido em corpo de homem, coração pueril,
Guardava a pureza dos céus em seus olhos,
E em risos serenos, o mundo sentiu.
Ond'outros viam a ciência e leis rígidas,
Via ele cosmos, e em estrelas dançava;
Na poesia e música encontrou a linguagem
Que ao peito dos homens, mansamente tocava.
Filósofo, advogado, de astros amante,
No seu mundo próprio, uma missão traçava:
Ensinar que no amor, como um rio que flui,
Encontra-se o sentido onde a vida se lava.
Mas como explicar, quando o céu se desfaz,
O quebrar da ordem, o filho que parte?
Chora o universo, na perda de um astro,
Que brilhou tão breve, em tão frágil arte.
"Se ele é incrível", assim ele disse,
"Ele não será fácil, mas vale o lutar";
Pois mesmo na dor da mais cruel despedida,
É o amor que nos resta, é o amor a ficar.
Sagrado menino, em adulto disfarçado,
Tuas lições de ternura, ainda ecoam, vivazes;
No teatro da vida, foste peça rara,
E nas cortinas do fim, deixaste rastros de paz.
Por todos os dias em que a música cessa,
E em que os poemas não podem consolar,
A lembrança de um espírito eterno e criança
Nos fará sorrir, nos ensinará a amar.
Desmontem os palcos, desliguem as luzes, removam a maquiagem, fechem os camarins, parem com os shows, silencie os gritos, cessem os cachês, e voltemos à simplicidade do Evangelho da Graça.
Quando as luzes se apagarem..
se entregue..
me de seu corpo..
me entregue seus pensamentos..
me deixe tocar sua alma..
me beije como se fosse a ultima vez..
seja meu de verdade.. seja meu com vontade..
se eu for a lenha, seja o fogo..
se eu me queimar, encendeie..
façamos amor, façamos tudo..
porque hoje a noite e nossa..
e vc meu bem.. vc e meu tudo..
As luzes do palco se apagaram...
Ficou apenas o silêncio...
Vazio ,sem plateia...
Quem disse que o palhaco não é triste?
As vezes um sorriso no rosto esconde tanta coisa...
Pessoas passam ... vao se embora feito o vento..
E eu aprendo...aprendo que o vento é livre..
Ele vai aonde ele quer... ninguém o prende...
Quem sou eu pra te amar assim tanto e tanto?
Quem sou eu pra exigir algo?
Nao sou nada..nao sou ninguem..
Me desculpe pelo meu jeito ... pelas palavras...
Eu sou assim mesmo..desconcertada ...
Mas meu coracao e puro..tem sentimento..
Me desculpe se confundi as coisas...
Nao era pra ser desse jeito...
Mas eu me encantei...eu me perdi profundamente...
Mas vai passar..assim como tudo passa... vai passar..tudo vai ficar bem...assim eu espero
Aguçar os sentidos quando não se sente nada
É olhar para as estrelas com luzes apagadas
Encontrar a alegria no sorriso dessa gente
É tentar semear e colher a semente
As esperanças são dois números em uma urna
Um dia de outubro, em alguma rua
Encontrar a bússola que nos dá o Norte
Já não é mais só questão de sorte
Atrás da bússola do brasileiro.
O brilho das luzes da festa se apaga, mas a verdadeira luz nunca se apaga: ela vem de dentro e ilumina o mundo.
Alguns dançam pela noite, outros constroem pela eternidade. Quem você quer ser quando as luzes se apagarem?
Quando produzimos a arte acendemos luzes em nossos olhos e boca, seremos vistos como alguém estranho, até por quem se julga amante das artes, não raro surgem críticas ou elogios vazios, de quem não tem saber poético para criticar ou elogiar. Devemos, no entanto, não nos incomodar com estes que nos invejam ou nos admiram sem conhecimento daquilo de fazemos por amor e ofício.
MAR REVOLTO
Vês estas estrelas? iluminam
todos os planetas, suas luzes
embora mortas ainda brilham
na imensidade do abismo
os mortais as referenciam
sabem que as estrelas são
reflexos da eternidade.
Assim são os amores na terra
parecem eternos,
mas são ilusões humanas
estúpidos e efêmeros,
não duram mais que
uma noite estrelada
vem o dia e a ilusão se vai
com o caos da noite.
Penso nisto cada dia em que me juras
amor eterno, sei que a tua voz
e o teu corpo, meu mar revolto
assim como as estrelas no infinto
no amanhã seguinte pode emudecer
desaparecer diante dos meus olhos
que de tão imperfeito não mais te enxergarão
ainda me iludo, ainda me engano
com a fé cega na eternidade
das estrelas mortas
e no teu amor humano.
Evan do Carmo 26/07/2018
Nas sombras dos morros, histórias cruas,
De uma cidade que dança entre luzes e breus,
Violência oculta nas vielas, ruas,
Rio de Janeiro, onde o sonho perdeu.
No alto, palácios de zinco e saudade,
Onde a vida resiste, à margem do olhar,
Em becos estreitos, o grito da cidade,
Ecoa silencioso, difícil de calar.
As crianças brincam, sem medo do perigo,
Num mundo que esconde, um caos desmedido,
Entre balas perdidas e o amor bendito,
Semeiam esperança, num terreno erguido.
Nos olhos dos jovens, a revolta brota,
Uma guerra invisível, sem fim, sem derrota,
Onde cada esquina, guarda uma história rota,
De um futuro incerto, que a fé não adota.
O caos social, um monstro adormecido,
Desperta a cada aurora, faminto, destemido,
Na luta diária, um povo esquecido,
Busca na poesia, um refúgio perdido.
O Rio de Janeiro, ferido, encantado,
Contrastes que brilham, num cenário desenhado,
Onde o belo e o feio, num quadro mesclado,
Retratam a cidade, num verso apagado.
Os morros que cercam, são guardiões da verdade,
Espelhos de um Rio, que clama liberdade,
Entre becos e tiros, mora a realidade,
De uma cidade partida, em eterna dualidade.
Existem retardados nas trevas os avançados nas luzes: uns entregam os seus desejos à mercê de Satanás e outros à mercê da graça de Cristo e ambos vão receber os seus respectivos galardões pela escolha do uso de seu tempo.
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