Luzes da Ribalta
Temos nosso próprio tempo, mas vivemos o tempo de outro;
Esperando que as luzes se acendam, sem que acendamos;
Hora de Fechar, abra todas as portas, e se permita cair no mundo. Acenda as luzes, sobre todo garoto e toda garota, última chamada para o álcool. Então termine seu whisky ou cerveja, você não tem que ir pra casa. Mas você não pode ficar aqui. Eu sei quem eu quero que me leve para casa. Tempo para você ir emborapara os lugares de onde você veio. Este quarto não será aberto até que seus irmãos ou irmãs venham. Então pegue sua jaqueta e se mova para a saída, eu espero que você tenha achado um amigo.
Todo novo começo, vem do fim de algum outro começo.
Noite fria e escura.
Apagaram as luzes dos holofotes,
Do teatro e da avenida principal
que estava cheia de gente e luzes
Queria ter ficado ali...
Mas todos se foram e eu fiquei ali...
Parada, vendo passar todos os instantes, todos os momentos constantes dessa meia-noite fria.
Noite fria e escura, trazes para junto de mim esses vaga-lumes.
Vaga-lumes que sou, que me torno,
Que brincam sob a luz da lua.
Que dançam sobre o forte som do vento.
Vento terrivelmente frio.
Oh Noite...
Que linda e magnifica eres.
Trazei para junto de mim as mais brilhantes estrelas.
Todos os cometas deste belo universo estrelar.
O Natal é quando as luzes de toda a humanidade são acesas, pela lamparina Daquele que simboliza o amor, ao renascer na chama viva do olhar do irmão e na escuridão do nosso ser
Todas as vezes que um filósofo procurou enxergar a verdade como veio ao mundo, as luzes da razão eram imediatamente apagadas para que ela pudesse se recompor
Iluminação interior não é quando todas as luzes do castelo estão acesas, mas quando consigo percorrer todos os cômodos ainda sob os ditames da escuridão
Caráter é observar algo quando se está claro, e ao apagar as luzes não se apropriar ao permanecer intacto, mesmo sob um feixe de luz que o ilumina no escuro
Pode-se até evitar a claridade quando for dormir, mas é no sonho que as luzes são acesas ao ligar o interruptor chamado inconsciente
“OI”
Estive, já há algum tempo pensando, o que o neon tem a ver com fantasia? As luzes brincam nos nossos corpos desviam nossas atenções de mãos estendidas, de ambiguidades que de uma forma ou de outra ainda ainda chocam, porque não estão intrínsecas em tudo o que recebemos de berço. O neon brilha e tem seu fascínio, encanta a multidão e a subjetividade de cada um; e de cada solidão, engana; é o centro da cidade. A catedral imponente com suas torres, seu estilo gótico, as praças com seus artistas anônimos, as galerias com suas joias e suas lentes e cada um de nós como uma partícula única de um conjunto indecifrável de um jogo e cada gesto, cada olhar cada caminhar, cada vestir é uma linguagem, e nessa discussão do “oi, eu estou aqui” ninguém se fere ou será assassinado por absurdo que possa parecer cada presença. Até que mãos frageis de um olhar pálido de uma inanição eloquente grite por tua atenção, então a catedral badala seus sinos e o neon é como o clarão de uma bomba H arremessando seu cogumelo e estilhaçando vidraças de edifícios luxuosos, mas já nos acostumamos com esse tipo de explosões; nada que um suco e um salgado não resolva e voltamos ao fascínio do neon e ao flerte do “oi, eu estou aqui...” e mergulhamos de cabeça no consumismo que nos consome.
Tons de outras luzes em outros firmamentos,
avestruzes em coberturas de grandes apartamentos,
sou quase criança e as danças induzem ao sentimento,
minha terceira face, mamute com asas de borboleta
minha terceira face borboleta com presas de mamute
seios grandes, seios pequenos, seios de todos os anseios,
amo as mulheres tristes e as alegres
eu as torno tristes para amá-las
pernas finas, pernas grossas
, pernas para todos os palermas,
tons de outros horizontes, de outros ontens , de outros totens
minha terceira face na primeira margem do sétimo céu
meus primeiros beijos com desejos de lua de mel
Doce e alcoólatra como vinho.
Nesse cenário,
asfalto molhado, noite fria.
Luzes acesas, prédios altos.
A cidade cheira a cigarros e vícios.
Essa fumaça exala promessas falsas
e cá estamos nós,
em meio a palavras explícitas
e situações formais.
Me disse que sou diferente,
apesar de nossa diferença de idade.
Esse é um mundo de artistas,
nós somos artistas consequentes.
Falando em arte,
seja minha musa?
A última não valorizou os traços que nela realcei.
Percorreria seu corpo a lápis ou pincel,
te deixo escolher.
Só promete sussurrar a sua resposta,
não como promessas falsas que nos têm.
Sussurra.
Minha mente tá barulhenta demais,
mas eu juro que, se for você,
eu vou conseguir escutar.
Quando as luzes da cidades acendem, meu coração acende junto com elas. Me dá vontade de sair. Sou da noite, as coisas ficam mais bonitas e sem valor nessa parte do dia.
Bem lá no fundo entres os prédios, vejo as luzes do distante, observo quieto o inquieto e ouço a voz dela que grita por mim constantemente. A lua mansa aparece no alto entre as nuvens de chuva. - A que ponto chegamos, amigo? Você queria estar aí? - Não sei! Mas estou feliz comigo mesmo.
É óbvio!
O óbvio por vezes se esconde atrás dos elementos, ao ascender das luzes as descobertas se apresentam com a mesma alegria da libertação de um pássaro saindo da gaiola,
Alguns escudos servem apenas para nos proteger temporariamente, já outros são perfeitamente formados para alimentar a nossa resistência,
O nosso crescimento é fundamentado naquilo que tratamos como essencial e especial,
Tudo tem uma raiz, uma base e um começo, só temos que respirar fundo e cuidar bem do que nos faz bem.
Um dos últimos românticos
Entre as luzes que cobrem o vale no meio da floresta reside um dos últimos românticos,
tocar tuas mãos e caminhar ao teu lado me dá a sensação de estar sendo levado ao paraíso,
nuvens de lágrimas gotejam do céu da felicidade e vêm quebrando o silêncio da saudade abalando a frequência da respiração de dois corações apaixonados,
eu perdoo o tempo por não ter me deixado te conhecer bem antes, eu compreendo os detalhes do destino pela demora dos nossos olhares não terem se encontrado antes,
acho que não é normal transformar o momento único do nosso primeiro encontro em uma necessidade para a vida toda, mas consigo conviver bem com essa minha realidade atual e tão vibrante,
No meio da floresta existe um vale cheio de luzes e essas luzes têm guiado naturalmente um dos últimos românticos aos caminhos do amor.
Infrutíferos
Do topo do prédio observando a cidade vi as luzes, vi a correria das pessoas, vi o trânsito e me perdi numa explosão de sentimentos.
Entre o barulho urbano e a solidão da lua percebi a impotência do homem no seu existir frente a velocidade de como as coisas acontecem, senti medo ao perceber o quão fracassamos em relação a criação e ao criador.
Uma dor se abateu sobre o mundo e nós somos a praga.
Isso não é um recado é um retrato da nossa mais pura realidade que está sendo acompanhada pelos nossos astros, pela nossa já em "coma induzido natureza" e pelas nossas embriagadas e soberbas mentes infrutíferas.
Entre as luzes da cidade...
Um frio na barriga tomou conta de mim.
As luzes da cidade noturna não foram capazes de esconder você, senti sua presença a trezentos metros de distância, foi surreal saber que o nosso encontro estava para acontecer aleatoriamente minutos antes de te ver, porém com a mesma frequência de sempre nossos corpos se identificaram e uma força muito grande tomou conta daquele momento inusitado.
A ideia de pintar você em todas as paredes do meu quarto, a lembrança fantástica da gente tomando sorvete no MacDonald`s e o efeito colateral da saudade, vieram a tona com muito senso de responsabilidade.
As luzes dos faróis dos carros, dos postes , e dos prédios da cidade não puderam impedir a nossa conexão de acontecer.
Através dos teus olhos vibrantes eu pude ver tantas coisas boas existindo entre nós, temos um vínculo, nossos sentimentos são recíprocos e o nosso querer é saudável, possuímos uma riqueza natural, então vamos nos aproveitar.
Quer um MacDonald´s?
Sou uma constelação de pequenos sóis
um cipreste unindo terra e céu
luzes refletindo a alegria
um casal em lua de mel
caos e calma em perfeita harmonia
sou a liberdade dos devaneios de Van Gogh!
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