Luto Morte
Quando a Vida Ensina em Silêncio
Há lugares que nos ensinam mais sobre a vida do que qualquer livro. Um deles é o leito de um quarto, onde alguém trava sua última batalha com o tempo.
Ali, entre o som dos aparelhos, o olhar cansado e os gestos silenciosos, a vida se revela em sua forma mais crua e verdadeira.
É no leito que a gente entende o quanto tudo passa rápido. O quanto somos passageiros. O quanto gastamos energia com mágoas tolas, disputas de ego, silêncios que nunca deveriam ter existido e orgulhos que hoje parecem ridículos.
É ali que percebemos que um abraço atrasado faz falta. Que um pedido de desculpas nunca deveria ter sido adiado. Que o “depois eu ligo”, o “na próxima eu vou”, o “um dia eu falo” talvez não tenham mais espaço.
No leito as prioridades mudam. O que antes parecia problema vira detalhe. O que antes parecia pequeno ; como um sorriso, uma mão segurando a outra, uma palavra de carinho vira o que realmente importa.
A injustiça social também dá sinais ali, quando se percebe que nem todos têm o mesmo direito ao cuidado e à dignidade.
E é no leito que se aprende, de forma definitiva: que no final, o que fica é o amor dado e recebido. As presenças, não as posses. Os afetos, não os feitos. Os gestos simples, não os discursos bonitos.
A vida é agora.
E quem a gente tem por perto… é o que faz tudo valer a pena.
AetA 🙏🏽
Aquele que contempla estrelas está perdido em meio a um paradoxo, você não está vendo o estado real de uma estrela mas sim oque ela era a vários anos atrás em seu passado , porém ao mesmo tempo você vislumbra o futuro onde tudo tem seu respectivo final sendo o brilho da estrela sendo apagado e só restando o vazio ou o escuro infinito do universo.
A gente paga imposto até na compra de uma bala, difícil é você achar uma bala no valor de cinco centavos para chupar. Você pode achar uma bala perdida e ser morto por um sistema que marginaliza parte da sociedade para se manter acima da mesma.
Funeral é um treco doido. Basicamente um monte de pessoas se reúnem ao redor do corpo pra olhar e confirmar que o morto morreu.
Escrever já não é mais suficiente, a vontade toma conta quando os fatos se comprovam.
Vejo imagens na minha cabeça onde rasgo meu pescoço. Eu preciso ser dilacerada como um porco. Rasgada.
Alguém precisa me partir ao meio, pois sou covarde.
16/05/2021
Tempo ao Tempo.
Bem escrito.
Se o fim é inevitável , se é que existe fim, ele deve ser bem escrito...e assim foi.
Dizem que apenas os bons morrem jovens, mas isso é apenas uma frase de uma música idiota que costumávamos cantar. Não é real. Não é verdade.
Hei de lhe tirar estas tuas mortalhas escuras. Hei de aspirar docemente o perfume da tua sepultura. Deitarei-me contigo em teu leito funéreo. Revelarei-me em teus sonhos e mistérios. Estarei contigo em teu leito de morte e beberei do néctar escarlate que emana de teus profundos cortes!!!
MELHORES ANOS VIVIDOS
Cobre-lhe de lápides todas as dores
Que traz em si no obscuro
Sal do rosto em verbo
Palavras no areal já eternizadas
Beija a saudade, coração gelado
Que se deita na terra, noite perpétua
Na estrada sem fim dum recomeço
Auto flagelo em vão pensamento
Que incendeia a amargura do dia
Para nunca esquecer que sofreu
Nesta terra de calvário
Dos seus melhores anos vividos.
Não posso te garantir todo o tempo do mundo, mas posso garantir estar aqui enquanto o meu mundo existir.
Passamos a vida inteira dando valor ao que não importa, até a vida curar nossa cegueira nos lembrando que ela é a morte.
A ilusão é uma praga que se espalha pelo mundo e não perdoa ninguém. O seu ápice é a tragédia ou a desilusão da existência. Esta última instância, concomitantemente com o desengano, é a própria morte em vida. Ambos são parceiros eternos e quem os vivencia não vislumbra mais a felicidade, pois esta ideia deixa de ser plausível.
Adriribeiro/@adri.poesias
