Luto Morte
Eu fico parado olhando pra esse céu
Pensando como será que eu posso fica melhor
Tô pendurado na sacada acabou-se pra mim
Me jogo e todo mundo olha pensando "que dó"
Mas eu sei que pouca gente liga
Não, ninguém liga
Será que alguém liga?
Telefone toca mano, alguém me ligando
Agora que eu tô morrendo cê tá se importando?
Não
Não
Eu não
Não preciso de conselho não, não nessa hora
Pode falar tudo, nada me revigora
Decidido, acabado, e vai ser até da hora
Muita gente que odiava terá um alívio
Muita gente que amava
Não ninguém me ama
Sim, eu sei
Muita gente vai falar
Cê acha que eu tô ligando
Eu só quero me matar
Meu passado me condena
O futuro eu não vou ter
Se dependesse de mim
Não deveria nem nascer
Eu acho até irônico
Cômico
Mas eu acho que o mundo tá querendo só me ver sofrer
Eu não tenho culpa, não pedi pra nascer
Se eu sou triste, depressiva, tinha de acontecer
Agora isso
Olho pra baixo no precipício
Já pulei, a morte é meu vício
No caminho da corrida direto pro chão
Percebo que no coração sem arrependimento
Eu fico aliviada, ao mesmo tempo acabada
Eu tô sem motivação mesmo depois de todo esse tempo?
Portal
Agora eu sei
É uma mensagem
Não é o fim
É uma passagem
Quando passar
Irá voltar
Para consertar
O que não pode apagar
A morte é um portal
De volta ao tempo
Não sou imortal
Mas em você ainda penso
Assim que atravessar
E o tempo voltar
Se lembrará de mim
Viveremos juntos até o fim
O quanto te amei
Reviverei
Junto de ti
Novamente estarei
Roney
NADA MAIS IMPORTA
Estou morrendo! Sim, de fato, uma tragédia!
O meu corpo não responde; sinto o frio
Minerando o interior de meu vazio;
Minha mente só emula minha acédia.
Chicoteia-me, taciturna, a Moléstia
-As lembranças dessa vida- como rio,
Corre, arranha-me a face à cego fio,
Enquanto beija-me a carne a morfeia.
Estou morrendo de tudo que tenho escrito...
Estou morrendo, assim, só. Assim, restrito
A realidade estupidamente morta.
Fragmenta minha alma triste e doente:
Já não há luz, nem vida, nesse ambiente,
Só o silencio. E nada mais importa...
Itamar FS
Nesta solitude do meu ser
Contemplo a magnitude do viver
Entre a juventude já perdida
E a finitude tão temida
Quando um dia eu partir
Tu sabes que te amei
Para além do corpo
E que foi na tua alma
E no teu coração
Que eu encontrei
O verdadeiro amor
Homens de verdade defendem suas convicções. Mas somente guerreiros conseguem viver ou morrer por aquilo que defendem.
Viva sempre no agora e aproveite cada momento, afinal de contas, tudo está fadado a destruição e à morte, inclusive nós.
Vivo preenchendo o tempo à espera do algo melhor que virá amanhã!
Isso é planejamento,
projeto de futuro. Isso me faz feliz!
Se o destino me permitir lucidez,
ao fim e ao cabo, morrerei
tendo sido alguém feliz.
Senão, morrerei do mesmo jeito.
A dor física, por mais desesperadora que seja, nunca vai se sobrepor a dor de saber que o seu próximo se importa insuficientemente ou não se importa com sua dor.
A emancipação da alma soberana sobre o corpo físico é a verdadeira liberdade dos grilhões que nos prende neste mundo e ocorre apenas e tão somente na finitude da vida neste plano terreno.
Se você deixar a sua mente morrer, junto dela morrerá o/a seu/sua: ego; vaidade; orgulho; egoísmo; ganância; tristeza; inveja; ansiedade; rancor; bem como outros inúmeros atributos que lhe consomem sem ao menos você perceber (às vezes). Como bônus, ganhará paz de espírito, romperá com vícios da mente, e muito provavelmente encontrará o melhor de você.
Quando tudo perder o sentido, seja meu equilíbrio, quando eu me sentir perdido, por favor seja meu Norte, seja meu chão, meu mundo menos a tristeza que me leve a morte!
Quem tem olhos leia,
O clamor
Autor: Vóz Alternativa
O clamor do Vóz Alternativa
Diz que para ouvir
É preciso quebrar as amarras
Afiar as garras
E se ímbuir, do conteúdo
São ideias emaranhadas
Leves, profundas, reticentes
Em caracol disciplinado
Espalha semente encrostada
De nojo, revolta e veneno
Sem métrica ou rima
Cruzando palavras ferinas
Com o amargo da vida
E o doce do mel selvagem
Que aponta a lança da morte
Para todos, sem Complacência
Verter o licor do marasmo
Deglutir o sabor do ocaso
Eterno anoitecer da alma
Enfrentar o calor do descenso
Se quiser sorver a verdade
Se despir das alegorias
Andar com os pés no chão
Voar nas insólitas conversões
Beba coragem, inspire-se
"Como lutar? Onde lutar? Até quando lutar? Lute com a arma que domine melhor, tente conhecer todos os espaços e terrenos e lute até a vitória, se não houver a vitória, lute até a morte".
...a vida imita uma guerra...
Por: Inácio Filho (Mauro)
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