Luto Morte
Quando a morte chega,
ela não vem de mãos vazias.
Ela nos entrega uma
caixinha de lembranças,
adornada pelos laços da saudade.
A infância
é o único momento em que não
compreendemos a vida.
A morte
é o único momento em que não compreendemos a despedida.
O amor nunca morre de morte natural. Ele sobrevive em silêncio, esperando um detalhe bobo para despertar de novo.
Sumir não é pressa de ir embora; é o cansaço extremo de assistir à própria morte em vida no coração de quem você mais amou. Quando eu finalmente desaparecer do seu mapa, não chore pela minha ausência; chore pelo dia em que eu estava bem na sua frente, implorando em silêncio para ser visto, e você escolheu a cegueira.
O mistério do pós-morte não me assusta, desde que o destino final seja o privilégio de te conhecer de novo.
0551 "Deixem dessa conversa de que tudo é imperdível. Imperdível mesmo é a morte, quando chega... E só para quem chega!"
1963 📜 "Li, além de ouvir dizerem, que quando chegou o anúncio da morte do Presidente Vargas, um famoso cronista teria dito: 'Morreu, fica morrido'. Se é verdade, não sei. O que sei é que li e ouvi por aí !"
1556 📜 "Com a morte do Ateu, a viúva encomendou missa. 'Missa?' Perguntei. Ela respondeu: 'Missa, sim. Agora a Coisa é comigo. Então, missa, sim!' "
0773 📜 "A morte não existe? Então, uai, por que fabricam caixões? Por que cemitérios? Por que cremam corpos? Por que velório? Por que missa de sétimo dia? Por que choro? Por que saudade? E por que ninguém quer morrer?"
2524 📜 " 'A Morte não Existe'! Aí está uma das Teses (ou 'Filosofia') que eu chamo (ou denomino) de Rasteira (ou Filosofia de Boteco)!"
0974 📜 Se você acredita em vida após à morte, não coma bicho, planta, fruta nem qualquer outro ser vivo ou morto. Já imaginou uma melancia "voltando" e, por vingança, esborrachando-se na sua cabeça? Poizé! Ah, o 'Cerhumano'!
Mesmo que a morte chegue, ela não saberá que estive aqui. Porque eu vivi longe. Longe dela, longe de mim, perto só do que nunca tive.
Bruno Bellotti
E a morte? Seria o fim daquilo que somos ou apenas o limite a partir do qual já não podemos dizer que somos? Não sei. Talvez o universo não reconheça começos nem términos, apenas transformações. Talvez sejamos nós que, diante do desconhecido, inventamos fronteiras para suportar o infinito.
Bruno Bellotti
A morte talvez não seja o contrário da vida, mas o limite que nos faz perceber que existir nunca significou permanecer.
Bruno Bellotti
Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração. (...)
Prepare uma canção fúnebre para o dia de quando você atravessar a grande passagem. (...)
Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte, e que quando a hora deles chega, eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. Cante sua canção de morte e morra como um herói indo para casa.
TSAS A MORTE LENTA
Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.
O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.
O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.
O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.
A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.
Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.
Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.
Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.
Em razão da certeza da morte, não vivemos as emoções e incertezas da vida. Sobrevivemos às interrogações, quando deveríamos viver as respostas!
