Luis Fernando Verissimo Sonhos

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A França foi o centro cultural da Europa muito antes das pompas de Luís XIV. Os ingleses, antes de se apoderar dos sete mares, foram os supremos fornecedores de santos e eruditos para a Igreja. A Alemanha foi o foco irradiador da Reforma e em seguida o centro intelectual do mundo -- com Kant, Hegel e Schelling -- antes mesmo de constituir-se como nação. Os EUA tinham três séculos de religião devota e de valiosa cultura literária e filosófica antes de lançar-se à aventura industrial que os elevou ao cume da prosperidade. Os escandinavos tiveram santos, filósofos e poetas antes do carvão e do aço. O poder islâmico, então, foi de alto a baixo criatura da religião -- religião que seria inconcebível se não tivesse encontrado, como legado da tradição poética, a língua poderosa e sutil em que se registraram os versículos do Corão. E não é nada alheio ao destino de espanhóis e portugueses, rapidamente afastados do centro para a periferia da História, o fato de terem alcançado o sucesso e a riqueza da noite para o dia, sem possuir uma força de iniciativa intelectual equiparável ao poder material conquistado.

VIDA... Magno (são Luis/MA)

Quando se ama verdadeiramente existe sempre uma possibilidade.

VIDA... Magno... (São Luis/MA)

Te amei...
mais do que a mim mesma...
Te amei...
acima de todos os credos e conceitos...
Te amei...
ao transcender o topo da supremacia...
Te amei...
amor incondicional, sem princípio nem final...
Te amei...
sem preconceitos, normas ou direitos...
Te amei...
com toda a sabedoria do universo...
Te amei...
com a insanidade lúcida dos amantes...
Te amei...
ao encontrar-te nos meus versos...
Te amei...
como o poeta ama a poesia...
Te amei...
vislumbrando a primavera em cada estação...
Te amei...
fiz de ti meu pergaminho e religião...
Te amei...
nos avessos dos defeitos onde repousa a essência...
Te amei...
a cada nascer e pôr do sol...
Te amei...
vivendo os vendavais esperando a bonança...
Te amei...
no silêncio de tuas respostas...
Te amei...
na realidade transitória perpetuando nossa história...
Te amei...
nas lágrimas vertidas que a alma revigora...
Te amei...
durante o sofrimento que valeu a pena ter sofrido...
Te amei...
quando te achei ao te achares perdido...
Te amei... E te amarei para sempre... Muito além do que for permitido...

19/julho/2010

VIDA...Carlos Magno... (São Luis/MA)

Na dor aprendi... Que seja lá o que for – especialmente uma relação que se acabou – solte, desapegue, deixe ir embora... Abra seu coração e sinta sair de dentro de você as culpas, os erros, as regras não cumpridas, o que fez sem querer fazer, e o que não fez querendo fazer... Enfim, tudo que já não serve mais, que acabou, que já foi! E de agora em diante, que o passado seja apenas aprendizado; experiências que tornam você mais amadurecida, menos iludida, mais autêntica, menos dolorida. Permita-se!!!

OS QUATRO CICLOS - Jorge Luis Borges.
do livro O ouro dos Tigres (1972) :

Quatro são as histórias. Uma, a mais antiga, é a de uma forte cidade cercada e defendida por homens valentes. Os defensores sabem que a cidade será entregue ao ferro e ao fogo e que sua batalha é inútil; o mais famoso dos agressores, Aquiles, sabe que seu destino é morrer antes da vitória. Os séculos foram acrescentando elementos de magia. Já se disse que Helena de Tróia, pela qual os exércitos morreram, era uma bela nuvem, uma sombra; já se disse que o grande cavalo oco no qual se ocultaram os gregos era também uma aparência.
Homero não deve ter sido o primeiro poeta a referir a fábula; alguém, no século catorze, deixou esta linha que anda em minha memória: "The borgh brittened and brent to brontes and askes". Dante Gabriel Rossetti iria imaginar que a sorte de Tróia foi selada naquele instante em que Páris arde de amor por Helena; Yeats elegerá o instante em que se confundem Leda e o cisne que era um deus.

Outra, que se vincula à primeira, é a de um regresso. O de Ulisses, que, ao fim de dez anos errando por mares perigosos e demorando-se em ilhas de encantamento, volta a sua Ítaca; o das divindades do Norte que, uma vez destruída a terra, vêem-na surgir do mar, verde e lúcida, e encontram perdidas
no gramado as peças de xadrez com que antes jogaram.

A terceira história é a de uma busca. Podemos ver nela uma variante da forma anterior. Jasão e o Velocino; os trinta pássaros do persa, que cruzam montanhas e mares e vêem o rosto de seu Deus, o Simurgh, que é cada um deles e todos. No passado, todo cometimento era venturoso. Alguém roubava, no fim, as proibidas maçãs de ouro; alguém, no fim, merecia a conquista do Graal. Agora, a busca está condenada ao fracasso. O capitão Ahab dá com a baleia e a baleia o desfaz; os heróis de James ou de Kafka só podem esperar a derrota. Somos tão pobres de coragem e de fé que agora o happy-ending não passa de um mimo industrial. Não podemos acreditar no céu, mas sim no inferno.

A última história é a do sacrifício de um deus. Átis, na Frígia, se mutila e se mata; Odin, sacrificado a Odin, Ele mesmo a Si Mesmo, pende da árvore nove noites a fio, ferido com uma lança; Cristo é crucificado pelos romanos.

Quatro são as histórias. Durante o tempo que nos resta, continuaremos a narrá-las, transformadas.

⁠Camarada Luís da Silva, antes da revolução você elogiava os políticos safados do interior, os prefeitos ladrões. Onde está o dinheiro que essa gente lhe deu?

(em Angústia, 1936)

Estraçalhado.
É tempo de vidraça.
Felizmente o tempo passa...
© Moacir Luís Araldi - Direitos autorais reservados.

Hoje há muitos profetas do nada; raros são os que medem, erram e corrigem.

©22 abr.1988 | Luís Filipe Ribães Monteiro

Sou pai pela relação, pessoa pelo todo; um sustenta o outro.

©11 set.2002 | Luís Filipe Ribães Monteiro

Ser feliz não é um estatuto, é um caminho que se refaz em passos pequenos.

©24 dez.2014 | Luís Filipe Ribães Monteiro

A Felicidade pertence à pessoa, não ao rótulo.

©02 abr.1997 | Luís Filipe Ribães Monteiro

Trocar o dia pela noite, dizia Luís Soares, é restaurar o império da natureza corrigindo a obra da sociedade. O calor do sol está dizendo aos homens que vão descansar e dormir, ao passo que a frescura relativa da noite é a verdadeira estação em que se deve viver. Livre em todas as minhas ações, não quero sujeitar-me à lei absurda que a sociedade me impõe: velarei de noite, dormirei de dia.

Composição Sai da frente
Eduardo Luis Tavares Queiroz



O crente quando ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente estáCom o Senhor Jeová, dono do poder


Bartimeu clamou, clamou
Filho de Davi
Jesus perguntou
O que queres de mim?
Que eu possa ver, Senhor, para contemplar
Todas maravilhas e Seu nome anunciar


Quando o crente ora, ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente estáCom o Senhor Jeová, dono do poder


Elias orou e o fogo desceu
Faça o mesmo agora e receba o poder de Deus
Ele está aqui, irmão, pode contemplar
Deus marcou esse encontro foi pra te abençoar


Quando o crente ora, ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente está
Com o Senhor Jeová, dono do poder


Nosso Deus é mistério, nosso Deus é poder
Se liga nesse manto e venha logo receber
Ele está aqui, irmão, para contemplar
Todas maravilhas e Seu nome anunciar


Quando o crente ora, ora, ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente está
Com o Senhor Jeová, dono do poder

Gratidão e parabéns ao ministro Luis Alberto Barroso!
A legalização do aborto é pela vida das mulheres!
No Brasil, as pobres morrem enquanto as ricas vivem, pagando clínicas caras de aborto clandestino ou viajando para países onde é legal realizar o procedimento.
Pela legalização do aborto para todas as pessoas que gestam! Mulheres, homens trans e outras identidades que podem vir a engravidar.
Não gosta de aborto? Não pensa em abortar? Acha isso errado ou pecaminoso? Ótimo, é só não abortar. Você pode ter a opinião que quiser quanto a isso, no entanto não pode querer que as leis funcionem de acordo com o seu senso de certo ou errado, assim como em um Estado LAICO nenhuma religião pode ser a base de qualquer que seja a lei!
Pelo aborto legal JÁ!
- Marcela Lobato

"A ignorância é a maior inimiga da liberdade"


Autor: Luís Gama.

Se eu gosto que a minha língua roce a língua de Luís de Camões
Não lhe diz respeito, não lhe explico os autos do processo
O que há na minha boca, há de ficar na cabeça dos outros
Do meu corpo, eu posso dizer que só me espanta as emoções
Apesar de que tudo, tudo nessa sociedade está em aberto


Não sou carioca
A minha voz não ressoa se eu gritar "Alô Mangueira"
Eu sou da terra de Juscelino,
Nascida pela desorganização da riqueza
Mas ninguém nunca ousou organizar a pobreza




60 anos de Tropicália, outros 80 de Velô
16 anos que eu reclamo, reclamo, mas reconhecendo o poder do amor
O poder que nos segurara há tão pouco tempo
Contra ódio, um precedente tão bárbaro, um presente que não nos encanta
Um sistema em vertigem, 8 milhões de quilômetros quadrados andando em corda bamba


Se eu posso cantar, se eu posso escrever
Estarei expressando o meu Quereres
Mas sempre ao final do dia
Me lembrarei de que os homens estão exercendo seus podres poderes


Tudo o que eu faço
Eu faço com medo de perder
Dispensaria a Rua, a chuva e a Fazenda
Para ter somente a casinha de Sapê⁠

São Luís, 15 de Setembro de 2012.

Hoje acordei mais uma vez com uma certeza absurda que te amo, e pior do jeito mais difícil de amar o amor que deixa passar e não reage à dor de você não estar ao meu lado e sim ao lado de outra pessoa. Ai vem mil pensamentos a minha cabeça que dizem por que ela é merecedora de você e eu não.
Resolvo deixar mais uma vez pra Deus decidir na minha falta de coragem de decidir e chutar o balde e dizer que eu não desisti eu só espero que você enxergue o que é nítido aos olhos alheios nos dois Um e o Outro nos completamos mais nada.

Inserida por MMonike

Há pobres tão ricos...
...e ricos tão pobres...!

Luis Miguel

Inserida por Luis_Miguel_73

"Mil vezes, mil falhas, mil desculpas, tudo em instantes mil."

Celso Luis de Lima

Inserida por Celso38

ENTRE O CAOS
(Luís Felipe)

Entre o caos deste meu ser,
Nas tempestades e ruínas.
tentando sobreviver,
Me perco em cada esquina.
A solidão me acompanha,
Enquanto o silêncio me toma...
E vou subindo essa montanha,
Pra descobrir o meu sintoma.
E, nada mais faz sentido.
Até que eu compreenda a razão,
De estar nesse caminho,
Que vejo coma mente e sinto com o coração

Inserida por LuisFelipeSSilva