Luis Fernando Verissimo poemas Sonhos
Saudade
Do mar
Da água com sal
Das suas chegadas
Felicidade era tanta
No meio da chuva
Até o Sol ria
Saudade
Até das despedidas
Da sua beleza ao dormir, chegar
Sair, acordar
Uma vida dizendo que vc é linda
E q seu sorriso é pura poesia
Segunda-Feira
Eu, você
Despertar
Sinto sua respiração
Na mais pura sintonia
Com os pássaros a cantar
Na cama, uma sincronia
Os mirins sentem a paz e energia
Um encontro de almas
Fenômeno que ali acontecia
E eu, de gratidão, sorria todo menino
Sentindo nossas pernas acalentadas
Sem cadeado, pelo universo acorrentadas
Tão enroscadas quanto o nosso destino
Reflexão sobre amor verdadeiro
Sobre um amor verdadeiro
Vocês no sofá, ela no seu colo
Você faz carinho
Ela responde com os olhos
Você canta baixinho
Olhos fechados
Boca entreaberta
Respiração que harmoniza
Serenidade no ar
Ela dormiu
Você se emociona
Um fenômeno da natureza
Pensa em uma poesia
Até que da beleza da emoção
Por dentro começa a chorar
De antemão peço desculpas
Ilustres pensadores que me inspiraram a escrever.
Mas... A saudade não é falta, nunca será
É presença imortalizada dentro da gente.
Já dizia Rubem Alves
A saudade é a alma da gente dizendo para onde ela quer voltar!
Não se contente apenas em ouvir
Você precisa escutar, atender, permitir
Perceber a saudade é ouvi-la
Sentir a saudade é escuta-la
Já atender o pedido da saudade
É a forma mais linda de se permitir
Significar a vida de acordo com o desejo de sua alma.
Perceba, sinta, atenda, permita, signifique
E, se puder, VOLTE.
Não se esqueça, o tempo urge!
Em tempos de relação sem sal
Quero açucar para curar, querido
A amargura de não ser compreendido
Como um ser sentimental
Que chora, ri, inventa romance
Acredita
Amor sem fim pode ser vivido
Basta um encontro de almas
Vivendo um sentimento correspondido
Pessoas falam sem pensar
Seja cauteloso, não seja intenso
Prenda esse sentimento imenso
Quem sou eu para te julgar?
Você precisa tomar cuidado, rapaz
Falar de sentimentos, jamais
Eu sigo vivendo, de verdade
Falando, sem orgulho
Sentindo, sem vaidade
Pureza e amor
Que me transbordade
Desde 91, 06 de julho!
Recado a uma sereia
O mar é sua casa, lar e estadia
Se agitado
Desafia tentando torna-la pequena
Quando calmo
Reflete grande alma serena
Eis que surge
Em meio ao caos de uma vida vazia
Uma bela sereia, Senhora do mar
Brilhando junto com o sol a se por
Sorte a minha, não poderia imaginar
Há nela uma semente de paz e amor
Tamanha seria a atração, sereia
Pelas curvas desse sorriso aberto
Como a cumplicidade do mar e areia
Quem sabe um dia estaremos por perto
Uma sereia do mar, uma Senhora bela
Mania de bom dia com sol e flor
Se onde há mar, amor
Gratidão por você ser ela!
Atitude gentil
Gentileza na convivência
É sempre um gesto bonito
O coração grifa em negrito
E perdura a vida inteira
Entre os seus favoritos.
O melhor é que não tem custo
Mesmo tendo grande valor
É tão simples ser gentil
Atitude generosa
De bondade, gratidão e amor.
SOBRE A PAZ:
- Erram os que a buscam pela força!
- Enganam-se os que forçam a sua presença!
- Frustram-se os que acreditam poder comprá-la!
A PAZ é livre para ir e vir. E só permanecerá onde puder frutificar!
Na arte nada limita
Sou poema que desconhece distância
Já que o virtual aproxima,
Sou verso longínquo de relevância
Comungando a mesma rima.
Na arte nada limita,
Sem fronteira demarcada,
A cultura se unifica
Para ser admirada.
Poeta virtual eu sou
Não me ausento da escrita
Este gênero me conquistou
Poesia é a minha favorita.
Partir
Em pleno devaneio
Já no centro de mim,
Refleti-me desajeitado
E no meu espelho,
Em prantos sorri
Por fim...
Parti.
Medos
Na velha casa de madeira
O quarto ao lado do meu
Um mostro escolheu para morar.
À noite, destemido, ele subia no foro
E fazia a madeira estalar.
A lua espiava os meus medos pelas frestas
– Que vergonha!
Ao longe, uivava algum bicho noturno,
Desconfio que em meio as palhas do colchão
Morava outro, mais barulhento, mais enfadonho.
Hoje a casa é adulta
Do menino já nem sei,
Mas os medos?
Deles nunca me livrarei.
Nem vi
Desculpem minha falta de memória
Repito os velhos versos
Como a canção antiga
Que cantei na infância.
Desculpem minhas frágeis lembranças,
Vividas desde dos tempos de crianças
Que não querem se apagar.
Desculpem – me
Nem vi a vida passar.
Meu mundinho
Posso espalhar poesias pelo mundo
Viajar por onde for,
Mas levo comigo meu mundinho
- Lembrando com grande amor-
Meu Pinheiro Marcado
No interior de Carazinho.
Poema ando triste :(
Quero que se lembre de mim não pelos ditos, mas sim como um som que não deixou imagem nem cheiro ou rastro, quero partir sem choro, deixar de mim apenas o sorriso e a alegria que tu me viste, e que digam, ele não foi fraco, que saibam que fraco foi a deixa do amor nâo entendidi como digno.
Cansei.
Reconheço meus erro
Você querer se afastar, me deixa aflito
Não consigo nem mais disfarçar, já tá explicito
O sentimento sincero no meio dos nossos conflitos
Não torne esse sentimento proscrito
Se você não for cumprir, não me prometa
pois tenho duas opções;
Te ignorar ou te aceitar mesmo estando com a alma ferida.
Vinho pra mim é verbo.
“Vinhar”.
Que na primeira e segunda pessoa se conjuga como
Amar.
(© Moacir Luís Araldi – Cabernet)
