Lugar

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A latrina é o único lugar do mundo, onde todos se igualam.

Se a vida é feita de altos e baixos, então use tênis porque o game é assim, um lugar falso, uns com tênis de mil, onde tem uns mil descalços.

“No mundo, existe apenas um único lugar onde nos sentimos melhor, mesmo quando as nossas lágrimas insistem em cair: é nos braços de uma mãe que elas secam.”
Furucuto, 2026.

Tercetos de férias


Para as férias, o que planejar?
Ler muitos livros, escrever
Listar lugares ‘pra’ conhecer


Filmes e séries, assistir
Parques e museus, visitar
A beleza das praias, contemplar


Um novo instrumento, aprender
Com atenção, da saúde cuidar
Atividade física, praticar


Criar memórias, se divertir
Refletir, luzir, devanear
Juntar a família e conversar


Tudo é essencial para a existência
Com momentos de descontração
É a vida com mais emoção


17/12/25

Talvez seja esta a crueldade do tempo: ele não nos conduz para outro lugar; transforma lentamente o lugar onde sempre estivemos, até que um dia acordamos estrangeiros dentro da própria existência.

​O fundo do poço não é um caos, é um ótimo lugar para firmar as suas raízes, para que as próximas tempestades não te tirem do seu lugar.

Cansei de andar pela vida,
Buscando um lugar distante de mim,
Cansei de andar esquecido,
Sem notar que havia um jardim na esquina.
De repente os meus olhos perceberam os acenos,
De repente o mundo parecia pequeno...
Descobri me perdendo que eu estava distante,
Não porque me faltava,
Mas porque eu procurava
Afastando os meus passos
Dos que já me encontravam....

Brasil, meu lugar


Brasil é terra querida
De beleza sem igual
Tem florestas, tem vida
Tem futuro nacional.


O verde mostra esperança
O azul, o céu sem fim
O amarelo é confiança
Essa pátria vive em mim.


Brasil é força, é união
É respeito e é calor
Mora dentro do coração
Com justiça e muito amor.⁠

Enxergue a sua própria companhia como um privilégio, e não como um sofrimento. Não há lugar em que se pode ficar mais a vontade do que consigo mesmo.

Se estou passando, é porque não é o meu lugar de permanência. Eu já atravessei dores que pareciam impossíveis e atravessarei esta também — sem me abandonar no caminho.

A cadela do fascismo mostrando sempre no CIO, ela gosta de copular também em qualquer lugar onde tenha PÚLPITO e plateia de FANÁTICOS.

“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”

Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.


“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”

A Arte de Contornar


A pedra conhece apenas o lugar onde está.
A água conhece todos os caminhos por onde pode passar.


A pedra conhece a firmeza.
A água conhece o destino.
Uma guarda o mesmo chão.
A outra aprende todos os contornos.


A pedra acredita que deter é vencer.
A água sorri.
Ela sabe que nenhum obstáculo resiste a quem nunca deixou de seguir.

Não podemos mudar
o que passou,
mas podemos ressignificar
o lugar que o passado ocupa
em nossa vida.

Qualquer coisa simples
(Mauro 1Evaristo)

Não preocupa se falam mal de você
Em algum lugar sempre alguém vê
Não importa qual o assunto
Quem fala doutros de si fala muito.

Você tem o potencial nato
Para a tristeza ou o abraço
Cabe então que saiba escolher
Entre rir, chorar ou esquecer.

Todo dia algo de bom acontece
Mesmo aquele que nada percebe
De tão ocupado em sobreviver

Não pára, pensa, nem faz uma prece
Por algo de tão mínimo que poderia ser
Qualquer coisa simples agradecer.

feradapoesia.blogspot.com

Se você não consegue enxergar o lugar em que está como um campo missionário, é porque ainda não reconhece Deus como o Pai das missões..

Se José fosse depender de seu histórico de vida para alcançar algum lugar, ele estaria perdido. Mas, como Deus conhece os tempos, as estações e os corações dos homens, Ele fez por José o impensável, o improvável e o impossível, e o fez sentar-se em um lugar de honra.

O ambiente em que você está pode não honrá-lo, mas o Deus que o trouxe para esse lugar certamente o honrará.

Deus foi o primeiro melhor amigo do homem.
O cachorro veio depois.
O celular tomou o lugar.

No céu não haverá lugar reservado para arminianos,
tampouco para calvinistas.
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Lá, não há distinção: o preto e o branco são um só.
Todo mundo é igual em Cristo.