Li Azevedo
Eu só não consigo exatamente o que pedi a Deus quando Ele já tinha se decidido a me dar coisa melhor!
Definitivamente eu não consigo perdoar o que deveria ser evitado. E eu sinto muito, mas sempre que eu tento fazê-lo, sinto ainda mais.
Eu te dei espaço e tempo para consertar as coisas e você os usou só para voltar como se nada tivesse acontecido. E eu sou taurina. Tudo o que eu te dei eu também me dei a mim. A diferença é que agora, pra mim, também nada aconteceu, mas eu não voltei pra você porque eu me reconstruí no seu silêncio.
Eu jamais vou entender a incapacidade cognitiva masculina de preferir e instigar a convivência com a monstruosidade das minhas vulnerabilidades à paz das minhas seguranças.
O problema foi você ter entendido a minha exigência em ser respeitada como uma negociação da minha permanência. Não era. Nunca foi. Eu nunca mostrei a alguém como eu devo ser tratada sem ter fechado as minhas malas antes.
Eu só não me envergonho do trabalhão que eu dou a Deus porque tenho certeza de que, quando dou birra e empaco no caminho, Ele se diverte imenso com as pancadas que Ele me dá na cabeça até eu entender e, pior, ADMITIR, mesmo a resmungando, o quanto minha vontade era imperfeita!
Eu só quero encontrar um amor que eu não tenha necessidade de ensiná-lo a me respeitar, porque esse dispositivo já o acompanha de fábrica.
Você me mostrou suas inseguranças e mesmo sabendo fazer muito bem o contrário, eu fiz questão de te reconstruir. Já você, ciente das minhas, usava-as só para se sentir seguro que me destruía. No final não tive outra opção senão sentir pena da sua incapacidade em perceber que eu, fragilizada, sou inquebrável.
Eu tenho e demonstro ciúmes. Mas ao invés de me aproximar, o meu ciúme é um fator determinante para meu afastamento nas relações. Não admiro quem o faz, não me admiro quando o sinto. E o único resultado possível dessa equação é: se eu não me admirar, eu não consigo me perdoar.
