Loucura e Lucidez
DESIGUAL (soneto)
No passo, tateio a loucura que figa
Vagando na rígida profundidade
Duma lucidez de só ver a metade
Onde se díspar e muito se intriga
Não há ilusão sem a tal suavidade
Que agora me traga n'alma fadiga
Ou tão pouco no horizonte ortiga
Amargando o hoje de infelicidade
E, não mais me escondo pela vida
Nem abandono mais a dor rapariga
Quero apenas, precioso, poder ser
Sem o normal, abismal, sem ferida
Afinal, ter harmonia na ação parida
É ser desigual, mas o amor, haver!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Mês de maio, 2017
Cerrado goiano
Pra ser feliz a loucura e a lucidez tem que estar na mesma balança... Nem lúcida de mais nem louca de menos!!
A arte da vida é viver nossos melhores momentos, sejam eles de lucidez ou de loucura, porque ser normal não é tão importante quanto ser feliz.
A luz e a escuridão, duas coisas que temos que gera um equilíbrio.
A lucidez e a loucura, mantem o ser estável e o estado mental equilibrado.
O amor e amargura, lhe deixa lucido para provar os sentimentos
e experimentar as loucuras da vida lhe mostrando que você é humano.
A riqueza e a pobreza, distintas, duas perspectiva a serem analisadas,
mas só um faz sentido. Mas uma coisa eu sei, o seu bem estar não está
atrelada ao outro, mas no que depender de mim, um sorriso eu posso compartilhar.
Quero alguém lúcida o bastante para viver uma loucura, alguém equilibrada de mais para perder o equilíbrio, alguém profunda na sabedoria da simplicidade, que tem como escudo a vulnerabilidade. Não ela não pode ser perfeita, não. Ela é perfeita, as suas qualidades brilham em seus defeitos. Estou chapado? Louco? Apaixonado? Eu? Quem?
A loucura exigiu que eu tivesse um filho; nos raros momentos de lucidez, maior desejo era exterminá-lo, a não deixá-la ganhar novo corpo.
