Loucos e Felizes
Palavras...ao vento!
As palavras voam ao vento...
E vão se tornando versos... Cores...
Loucos amores... Encontros e desencontros...
Minutando partituras... Em desenhos de sorrir...
sem nunca pensar em partir...
No silêncio possível do reencontro dos sonhos
Ao cerrar os olhos!
Temos que ser o que somos,
aprumar nós mesmos
os nossos passos,
para mostrar que os loucos
são eles
Porque discutir, bater de frente, insistir
já não tá mais valendo a pena...
Tá cansando demais...
Vamos mostrar quem somos,
o que vestimos, contar os nossos sonhos
na paz de um pé de uvaia.
E quem não é?
Quando aos poucos
deixamos de ser loucos
vamos perdendo a magia
de viver aos poucos...
mel
Se alegres demais, loucos. Se tristes demais, loucos. Os apáticos nunca compreenderão pessoas que não são meio termo.
Chamam os de riso frouxo de loucos, acusam os sensíveis de se depreciar ... o que podemos então atribuir aos inertes?
Loucos e descoordenados são os que amam sem dor e sem pudor, frascos fáceis de conseguir mais muito difícil de manter.
O passado nos representa, no encontro, o desapego do material no mundo ausente, dados como loucos, achados meio aos desencontros, somos abismos em nossa juventude, por fim um ancião empoeirado, somos passageiros do paraíso deformado...
