Logo ali na Proxima Esquina
As flores no meio do caminho
Dão leveza e perfume
Às vezes passam despercebidas
Ali na beira da estrada
Ignoradas
Marginalizadas
Mas são tão belas
Em sua simplicidade encantam
Colorem a estrada
São amarelas e frágeis
São lindas
As flores no meio do caminho
São tudo que o próprio caminho tem de melhor...
Letícia Andrea Pessoa
E então um dia você acorda, olha pro lado e vê que aquela pessoa não está mais ali, desesperado senta na cama e pena, tenta dar os primeiros passos, meio receoso, mas se arrisca e passo por passo começa a caminhar sozinho, acaba percebendo que pode passar dias, semanas, meses ou até anos, mas sente, no mais íntimo de si que logo logo ficará bem, afinal você sempre andou com suas próprias pernas, antes mesmo de conhecer essa pessoa...
Estávamos ali, vendo o nosso filme predileto, abraçados como um verdadeiro casal, beijávamos como se nos amassemos intensamente, vivíamos cada momento como se fossem únicos, só que esquecemos de nos lembrar que um dia você partiria, mas a sua partida não seria o maior problema, o maior problema é que você acabou partindo o meu coração.
Confluente
Eu me abro em espaços de interrogação e meditação
Não quero ser da vida apenas um álibi
Por onde nada meu lado de fera, felina, confluente?
Vivo, ora cheia de introspecção e simbolismo
Ora revolucionária e existencial
Não quero viver dentro do esteriotipadamente previsível
Preciso de mais escolhas, estímulos e possibilidades
Porque em mim há uma inabalável vontade de viver
Dentro dos limites-espaço-temporais do tempo
Com um vasto poder de fogo.
Onde o milagre da ressurreição?
O tempo certo para voltar?
Os caminhos do absoluto?
São coisas que importam sempre e me intrigam.
Sei que vimos por entre a multidão
E aí deu-se o início de novos sonhos
Você estava sempre à procura de critérios
Mais objetivos e eu queria saber
O segredo fantástico de suas ilhas
Descobri tesouros insondáveis.
Coisas da vida...
Ir ali no banco e pagar aquela conta.
Falar bom dia para o porteiro, e pedir desculpas ao esbarrar-se com alguém.
Tomar um café fresquinho, feito no bule e com coador de pano...
Sonhar.
E sorrir e agradecer ao lembrar que sonhou um sonho, e ver ali na sua frente, o seu sonho sonhado um dia...
Porque acredite, eles se realizam!
E ali enfrente aquele vislumbre ela viu o que mais temia: Nada. Exatamente. Ela não enxergava nada que fizesse seus olhos brilharem ou seu coração palpitar de emoção. A única que coisa que ‘seu reflexo’ lhe dava era lágrimas. Muitas lágrimas de arrependimento por não ter feito algo melhor com sua vida. Triste vida. Pobre coitada, vivia sozinha no meio do nada. Não tinha amigos, família, amores e nem reflexo. Só um gato de estimação que um tempo depois viera a falecer de velhice. Ela não existia. Era só mais uma alma perdida no mundo dos vivos. Só mais ‘um alguém’ sem importância. Olhou para o lado e se agachou para pegar sua xícara de café frio que deixara em cima da mesa de cor desbotada, que só deixava sua sala com uma aparência mais rústica. Uma coisa não podemos negar, ela sabia combinar a sala com a sua vida; e o café também.
Ao amanhecer, ouvi-se a cantoria dos pássaros e, ainda sonolentos, ali ficamos apreciando a vida e as dadivas por ela proporcionada. Agradeça todos os dias por viver um novo dia.
Elogio sincero é como crase, você não sabe bem ao certo explicar porque está ali, mas sabe que deveria estar
"Ela tava ali olhando fixo pro celular que permanecia mudo.Se deu conta de quão ridículo aquilo e riu sozinha, mas não tirou os olhos dele."
É mais um dia, com tudo pra ser apenas normal.
E foi, até que eu te vi. Quando passei por ali caminhando,
com a cabeça nas nuvens, pensando.
"Acho que eu planejo demais, e fico ali sonhando mas o problema não é sonhar é continuar acreditando em algo que sei que nunca vai dar certo mas sempre acontece"
Quando quer a saudade preencher por aqui, aqui não fico, vou por ali, buscar na ilusão da felicidade, o preencher dessa saudade.
Não faça com que a indolência deixe a marca da sujeira, para que saibam que ali esteve o pauperismo.
Ali na frente,um pouco mais adiante
O guarda-roupa me com uma coisa intrigante
Meu casado de couro marrom
Está manchado de batom e de sangue...
Talvez exista, onde ninguém ali encontre, o sossego em que o amor pode viver em paz, como se mais nada houvesse, viver feliz, como para sempre.
O teu amor levou-me até as montanhas, me fez voar planando pelo mar, foi ali, no alto dos seus ombros, que eu aprendi sou forte pra lutar.
