Literatura epigrafes

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No embrião de todos os romances, bule uma inconformidade, late um desejo.

Eu sempre consigo, facilmente, me colocar no lugar dos outros, por assim dizer, e ver o mundo através do olhar deles.

Alguém só morre quando é esquecido.
Por isso existem mortos vivos; e vivos mortos.

Pasárgada para mim é castigo. Se há rei, não sou amigo.

Os livros também podem provocar emoções. E as emoções às vezes são ainda mais problemáticas que idéias.

"Quando uma estrela riscar,
velozmente, o escuro do céu,
será a minha saudade a pintar
a dor insana de um coração, teu réu."

"Raio de Luz"
(CORTEZÃO, M. B., "Banzeiro Manso". Gramado (RS): Porto de Lenha Editora, 2017, p. 44)

"A chuva que molha
meu triste rosto agora
é a mesma que leva
os desencantos
correnteza afora."

"Primavera"
(CORTEZÃO, M. B., "Banzeiro Manso". Gramado (RS): Porto de Lenha Editora, 2017, p. 44)

Se não for andar comigo nas nuvens me deixe só. Você corre o risco de despencar da minha ilusão para a sua realidade... “

Escreve-se para não ser solitário e por amor aos outros; se você não tiver essa solidariedade, é bobagem escrever.

Os livros seriam uma (tênue) possibilidade de não morrermos. Mas podemos desaparecer e voltar, sofrermos um revival. (...) Este ofício é complicado, mas temos de exercê-lo com sinceridade, fogo e lança na mão.

Certas situações confortáveis são desconfortáveis, e sendo o mundo literário de momentos de inclusão e exclusão, o jeito é ficar alerta. E isso significa o quê? Trabalhar.

Escrevo, relato minha indignação, meu medo, meu protesto, porque essa é a minha luta.

Em primeiro lugar eu escrevo para existir, eu escrevo para mim. Eu existo no mundo e a minha existência repete-se nas outras pessoas.

Sinto o que não sentia
Quero o que não queria
Penso no que não podia
Desejo o que não devia

Eu sei

O que de fato difere as pessoas, ser ou não humildes, são seus atos e atitudes e não palavras.

Se você tem medo de escrever algo,
isso é um bom sinal.
Suponho que você sabe que está
escrevendo a
verdade quando está aterrorizado.

A liberdade é ... o direito de escrever as palavras erradas.

Minha arte é como um jardim, onde qualquer pessoa pode passar e pegar uma flor, pode dar para alguém, pode receber de alguém. Por enquanto é assim que tem sido, o jardim está crescendo, e ficando cada vez mais perfumado.

Somos apenas uma raiz da cultura

Escrever é uma espécie de poder sobrenatural. Como ver os mortos ou fazer levitar os móveis da sala.