Literatura de Cordel

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⁠“A alegria vai embora com a infância
O choro silencioso
Com a vida criamos relutância
O escuro impiedoso.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Qual o sentido do viver?
Eu não podia enxergar
Qual o motivo de nascer?
É um presente que Deus dá!”

Inserida por rosellepaiva

⁠“A vida segue seu caminho
Até que no final
Ela melhora devagarinho
Tudo volta ao normal.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Ser professor é somar expectativas
É subtrair as dúvidas
Multiplicar os conhecimentos
Dividir com o próximo a esperança”.

Inserida por rosellepaiva

⁠“Seus olhos são azuis como o céu
Sua pele é branca como a neve
Seus lábios são vermelhos como uma flor.
Essas são as cores
Da bandeira de seu país.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Um amor separado
Pelo infinito oceano.
Eu não entendo sua Língua
Apenas a que fala o seu coração.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“E me dói que desconheça
Minha existência.
O seu coração pertence
À outra mademoiselle
Não a mim, Roselle.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Tu já tens uma aliança no dedo
E um Palácio com requintes
De ouro como lar
Eu não tenho nada,
Nada para poder lhe dar.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Se me for concedida a graça de te ver
Com meu olhar te direi o que quero
Que nos teus braços é o meu lugar
E onde quero estar.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Mostre-me sua língua monsieur
E deixe-a dentro de minha boca
Desate os nós de meu cabelo
Enquanto eu desabotoo os botões
Do colete de seu terno.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“És este um amor proibido
Um sonho que sonho acordada
Aos pés do Cristo Redentor
Sonhando que no Arco do Triunfo
Possamos triunfar.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“E ao deitar-me pela noite
Au revoir
Imagino-te em minha cama a dizer:
- Mon amour, bonsoir.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Dizem que só se ama uma vez
E uma vez eu amei
Mas tanto esse homem amei,
Que a mim mesma deixei de amar.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Eu era apenas uma criança carente
Sem esperança à minha frente
Eu queria amar e ser amada
Uma paixão por Deus amaldiçoada.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Lembro-me dela na escola
Chorando de decepção
Com uma xícara de café na mão
Uma senhora ao seu lado lhe dizia:
- Fique calma!
Foi naquele instante que
Partiu-se minha doce alma.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Minha imagem delicada foi corrompida
Simplesmente por tentar
Trazer amor à minha vida.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Meu coração encheu-se de dor
O ódio delicadamente matou o amor.
O Inferno instaurou-se na Terra
Em meu interior havia uma silenciosa guerra.”

Inserida por rosellepaiva

⁠“Ajoelhava-me pedindo para ser poupada
Sentir-me-ia viva
Se não houvesse mais nada.
Hoje o que me resta é o que já não há
Perdoa-me, ó Senhor, por amar.
Eu tinha tão poucos anos...
Esses tempos, ó Senhor, eram insanos.”

Inserida por rosellepaiva

⁠Ela...poesia

Um dia, olhou ao seu redor
desatou os nós
se refez a sós...

já não tolera mais conversas vazias!
nem pessoas de duas caras...

até gosta de sorrir, mas não de zombar,
gosta do que é engraçado, do que lhe tira o ar... daquele olhar!

tem dias que só quer um beijo, tem outros que quer o corpo inteiro...
tem dias que é uma garrafa de vinho gelada e lacrada...
tem dias que é desejo...

se ela quer, ela quer!
se não quer, não quer!
ela diz não, ela diz sim!

gosta de um chamego, um cheiro...
beijos pelo corpo
mãos,
lábios,
apertos e
dedos...

ela...poesia
em acerto e desacerto!

Inserida por MAISHAMANDISA

⁠A moldura da obra de arte era sempre a parede do quarto. Sempre não. Às vezes dividia espaço com o teto.
O quarto pequeno, com duas caminhas de solteiro e um guarda-roupas, dava espaço para o sol, todos os dias de manhã, quando ele entrava pelas frestas da janela sem cortinas e refletia na parede (e não muito raro, também no teto) o mundo lá fora.
Algumas vezes o colorido se fazia presente. Outras, só a sombra desenhava a pintura.
A planta encostada na parede de fora, a cachorra deitada no sol, e a mãe passando com o cesto de roupas sujas para pôr na máquina de lavar.
Raios de sol que entravam despretensiosamente pelos buraquinhos pequeninos da janela, faziam o dia daquela criança começar com mais imaginação.
O quarto pequeno ficava grande.
O sol era o pintor. A parede era a tela. A vida lá fora era a inspiração.
A criança que enrolava a sair do quarto para apreciar mais um pouquinho daquela pintura singular, feita sob medida na sua parede, se descobria, ainda pequena, amante da arte, mesmo sem imaginar que a arte poderia simplesmente, entrar pela sua janela enquanto ela dormia.
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(Eu sempre amei observar os desenhos que o sol faz dentro de casa. Hoje, deitada na cama e mais uma vez, apreciando a luz natural entrar pela minha janela, resolvi resgatar - e registrar aqui - a memória de quando eu comecei a admirar essas pinturas)

Inserida por UltimaPalavra