Literatura Brasileira
Quero te apresentar a minha trilogia de afagos, na literatura que você chama de corpo. E folhear cada página que compõem os teus traços.
Mon livre préféré c'est toi, por Castro
“A literatura é a voz de muitos. A forma de gritar para o mundo suas ideias com o poder das palavras’’
A Bíblia e é um arremedo de literatura. Uma bosta com merdas escritas e mal traduzida, feitas por imbecis e idiotas de eras passadas, apreciadas pelos de uma era contemporânea.
Isso só prova que a Ignorância é maior força da humanidade, e chama-se burrice. É ela que transcende ao tempo, e atemporal, sobrevive a todos eles também.
Sobre a literatura comercial, permeiam-se dois tipos de poeta e escritor.
Há aquele que reverbera o discurso em voga, cujo a crítica precisa ouvir. Hoje, por exemplo, destaca-se o discurso identitário para abrir portas. É o atalho ao púlpito dos intelectuais.
Outro, ainda que não dê vasão ao que a crítica e burguesia intelectual convenciona, possui capital financeiro podendo bancar sua obra independente. Talvez não comercial, mas igualmente palatável.
A escrita não deve complacência às convenções da elite intelectual. Ela é, em si, fomento do grito encerrado dos marginais.
A literatura cristã oferece uma visão sólida e coerente dos valores morais e éticos, contrastando com as ideologias mundanas que frequentemente desvalorizam princípios fundamentais. Enquanto muitas formas de entretenimentos modernos tendem a glorificar comportamentos questionáveis, a leitura de obras cristãs incentiva a busca pela virtude e pela santidade, guiando os leitores em direção a uma vida mais plena e significativa.
Ao optar pela literatura cristã, os leitores se deparam com narrativas que promovem valores fundamentais, como o amor ao próximo, a compaixão, a justiça e a paz interior. Essas obras proporcionam uma visão edificante da vida, oferecendo inspiração para superar desafios e cultivar relacionamentos saudáveis. Ao mergulhar nessas páginas, é possível fortalecer a fé e encontrar respostas para as questões existenciais que permeiam o cotidiano.
A literatura é uma versão da realidade.
Só tornei a literatura possível quando a retirei da solenidade.
Toda a pretensa literatura de autoajuda ajuda mais o autor do que o leitor, o que vem justificar plenamente sua denominação.
Sou um autor do mercado negro da literatura popular. Do submundo das letras. Do universo underground.
Nenhum pincel ou nenhuma literatura pode reproduzir a peculiar visão do pôr-do-sol no Araguaia. Porque a grandeza está no íntimo de cada ator que participa do cenário da vida como uma ensaiada peça de teatro.
Dizem que a Literatura é um rio bravo que corre desbravando nossa mente. Eu discordo. A Literatura é o próprio oceano onde mergulhamos nossas vidas, sentimentos e navegamos com nossa imaginação. Sentindo a brisa-leve de um doce estilo novo que toca nossas profundezas transpondo a alma.
[A literatura] pode ser um consolo. Uma forma de consolo, mas nunca o suficiente para salvar uma pessoa.
O que é libertador na literatura é que ela nos oferece acesso a algo maior do que nós.
Ler nos permite viver a vida de outra pessoa. A literatura constrói pontes. Ela expande nosso mundo, não o diminui.
Não tenho a pretensão alguma de escrever o gosto, minha literatura nada mais nada menos é, tudo o que mais me dói.
O Alter Ego e o Labirinto
Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.
Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.
Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.
Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.
Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.
Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.
Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?
Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.
