Lisboa
Nos objetos fabricados pelos tuaregue
com seus poucos recursos
para o uso cotidiano
bolsas
selas de camelo
tendas
seria de se supor alma seca
alinhavada pela funcionalidade
no entanto eles os fabricam
intrincados
coloridos
lindos
com seus poucos recursos
cunhando
do deserto
um carnaval
não sei de quem a mão
fantasma que esfuma
o meu rosto o meu tempo o reflexo
que me habituei
a confirmar aqui
não sei quem plantou
na minha cara uma outra
biografia
não sei ao certo
mas desconfio que essa neblina
no espelho
seja eu.
Não adie a felicidade, não a deixe ir, nem tampouco se questione quando ela bater em sua porta.
Seja uma boa anfitriã.
Amasse
Seja você e afronte as repercussões das suas práticas não se assemelhe diante as comparações pois a sua vida não é regrada por fantasias.
Tenha a liberdade de tomar rédeas portanto tome suas vontades e sonhos complete-se com atitudes. Á medida que se ama a si mesmo é como irradiar e ensinar a todo mundo a te amar.
Eu sempre ouvi falar
Na chegada de um Anticristo
Que vem vestido de anjo
Nas asas
Escondendo os chifres
Eu vejo isso todo dia
Antes do Apocalipse
Na sociedade impera
O poder e a vaidade
Pra subir paga e trapaça
Até a lei da gravidade... Poder e vaidade.
Liko Lisboa.
Quem sabe no caminho da saudade
os nossos pensamentos encontrarão
e falaremos das mesmas saudades
e das lembranças de um tempo bom...Liko Lisboa
No mundo,nada e nem ninguém te apoia,é você por si só,aprenda a dar valor o que tem hoje,pois fracassos são a base da sabedoria
Não contei meus segredos para o medo
Para me chantagear impondo medo
O escuro transforma em claridade
Se sinto saudade ou desapego
Seguro em sua mão e nada falo
Só para Deus eu conto meus segredos
Liko Lisboa.
Ela foi-se sem dizer que iria. Nem disse adeus, a importância não se importa.
Dedilho o meu violão sozinho e a música segue.
Quero não ter medo
Para poder ter coragem
De enfrentar o negror
Onde não há claridade
Quero não ser a gota
Que mácula o pranto
Nem a ponta fina
Que lanha no ponto...Liko Lisboa
Desafiando as garras.
Eu não tenho medo do bote da cainana
Nem das garras afiadas da suçuarana
Eu levo azagaia quando vou pra feira
Tenho pra quebranto Joana benzedeira... Liko Lisboa
Desafiando as garras.
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