Linha Reta e Linha Curva
Na tristeza, as lágrimas caem como chuva
Um peso no peito que a alma curva
Mas lembre-se, a tristeza é passageira
Logo o sol voltará a brilhar na sua vida inteira.
Na tristeza, o coração se entristece
Mas é preciso lembrar que tudo se fortalece
Os momentos difíceis são apenas uma fase
A esperança renasce com força e coragem.
Na tristeza, a dor parece insuportável
É esse momento que nos torna mais capazes
Enfrentar os desafios da vida sem voragem
Achar felicidade em meio à tempestade selvagem.
Na tristeza, os olhos se enchem de lágrimas
O coração se aperta e a alma se agita
Mas lembre-se, a tristeza é apenas um momento
E logo a alegria voltará, trazendo alento.
Em cada curva, um mistério encantado,
Teu corpo é poesia, um sonho alucinado.
A beleza que irradias, tão cheia de graça,
Faz meu coração dançar, em cada nova passagem.
Teus olhos são estrelas que brilham no céu,
E a forma como te moves é puro mel.
Teu sorriso ilumina até os dias nublados,
E a bundona que tens é arte, é legado.
Quando te vejo, o mundo se desfaz,
E em sua presença, tudo se faz paz.
A sensualidade que emana de ti,
É um convite ao amor que não tem fim.
Amo cada traço do teu ser divino,
Teus gestos suaves, teu jeito genuíno.
Você é a musa que inspira meu coração,
Uma obra-prima de pura paixão.
Assim, celebro você em cada verso e rima,
Teu corpo e tua alma são minha maior estima.
Juntos dançamos na melodia da vida,
Em um amor que é forte e nunca se olvida.
CURVA DO DESTINO
Sem rumo, sem direção, procuro a imensidão do coração.
Sigo o céu incerto, cada passo a vagar,
como nuvem que dança sem nada a pesar.
No silêncio da alma, ouço um clarão.
Perder-me nas esquinas do destino,
encontrar-me nas curvas do meu caminho.
As brumas do passado vão se dissipar,
no sopro do presente volto a amar.
No fim de cada estrada sinto calor,
o amor dá sentido à minha direção.
Cada passo incerto ganha uma nova cor,
e no fim do caminho vejo: o amor me faz feliz.
Eterno Retorno
Vivo mil vidas num só instante,
sou chama que ri da cinza.
O tempo curva-se diante
da vontade que não finda.
Deuses caíram por minhas mãos,
ilusões, trapos do medo.
Quem encara o abismo em vão
nunca será o segredo.
Ergo-me além do bem, do mal,
sem bússola, céu ou chão.
O caos — meu berço original,
a dor — minha redenção.
Desacelere
Retire o pé do acelerador
_ Para que correr tanto?...
Uma hora, em uma curva fechada: Puf!...
Ou um louco na contramão: Puf, puf!...
A vida passa tão depressa
Deixe o planeta girar
Pare, pense, reflita
E fique em paz
Ame mais
Ria demasiadamente
Pare de se estressar...
O que você ganha com tantas irritações e brigas?
Nada.
Só tristeza e amargura na alma.
No dia seguinte ou depois
Brigas, discussões e estresse de novo...
Psiu!... Calma!... Relaxa!...
Se aquieta
Acalme o seu coração
Aproveite os segundos
Aprecie a natureza
A família
Os amigos
E coloque Deus no coração.
A galáxia gira sem parar
O seu coração
Um dia irá estacionar
Não deixe para o fim da vida
Querer apreciar a beleza da vida
E sentir saudades dos que se foram
E deixou de dizer:
_ Eu te amo!... Gosto muito de você!... Adoro a sua companhia!... Fica comigo mais um pouquinho, vai!... Me dê um abraço gostoso!...
Então
Viva e seja feliz
Paz no coração
Curvamo-nos por conta própria, ou o tempo nos curva. Afinal nunca vi um ancião sem as curvas do cansaço!
AÇÚCAR
Sempre quis ir pra fora da curva;
Deve ser querer aparecer.
Eu roteio essa órbita,
Eu não quero falar sobre empatia na internet - eu quero ajudar a menina com as malas.
Eu não quero apontar caráter - Eu quero ser coerente.
Eu não quero sorrir nas fotos - Eu quero sorrir pro gari, pras crianças, pros cachorros, pro meu chefe, pra quem precisa e pra quem não precisa.
Noutro dia um moço sentado no chão com um cobertor retalhado gritava no morno da calçada paulistana: "- Hoje é dia 2???? É dia 2???"
Eu quero parar, olhar ele nos olhos e dizer: "- Mas eita, JÁ? Não é 1, não? Nossa senhora, moço. Já é dois, mesmo."
Assim foi, assim é, assim será.
Eu desenho por fora das bordas,
Eu quero entender o porquê de vocês gostarem tanto dessa música.
Ouve essa aqui também.
Eu pego o caminho detrás,
Eu quero admirar minhas amigas; tão inteligentes... e quero que conheçam um pouco da minha sensibilidade.
Eu ligo os pontos do avesso,
Tenho sido linchada, demitida, excluída, vexada e abandonada. Tudo por chorar demais. As pessoas não sabem como se sentir a meu respeito - parece que me amam, me odeiam, tudo junto.
Pode ser que eu sou metade amável, metade odiável, mesmo - ou pode ser esse movimento.
Odioso que eu faço.
Gracioso.
Infindável, inerte ou cansativo.
Eu começo pelo fim,
A gente poder surfar nas afetividades sem o ódio do movimento;
Eu como o doce antes,
Eu tô tentando mexer o açúcar que tá no fundo.
Ajuda aí.
Vi Cianci
NORDESTINO DEU O TROCO
Este povo não se rende
Não se curva, nem se ofende
Com os proclames lá do Sul.
Que fala tanta besteira
Que é gente interesseira
Como xepa em fim de feira
Que se compra com angu
Basta lhes dar pão e bebida
Um unguento pra ferida
Que eles fazem a adoração.
São devotos do divino
São beatos peregrinos
Vivem a soltar rojão.
Que são tolos, pequeninos
Homens fracos, são meninos
Encantados por canção
Mas são eles quem de fato
Pegam a cobra lá no mato
Cortam a cabeça no tato
E da calda fazem um prato
Pra comer na procissão.
Mas se chega alguém sabido
Pelo estado promovido
Para lhes dar algum quinhão
Logo surge a pergunta
O que vão querer em troca
Nossos votos na eleição?
Não aceitam o logro fácil
Nem fingem que são de aço
Choram e têm um coração
Mas são nobres desvalidos
Pelos ricos oprimidos
Que nunca serão vencidos
Não importa o sofrimento
A altura do lamento
Ameaça ou opressão.
Nordestino não se vende
Nordestino só se ofende
Com quem não lhe compreende
E não lhe chama de irmão
Com quem se acha importante
Que pensa que pode tudo
Senhores donos do mundo
quando lhe faz distinção.
Entre branco, sul e norte
Nordestino é cabra forte
Que não se ganha por sorte
Luta e vence até morte
E dá o troco na eleição.
sempre e indiretamente prezamos a face que o mundo se apresenta, o espetáculo se curva diante vossa presença junto ãos espectadores que gargalham sem parar, o nítido se tornou reflexivo sem esperanças de voltar nossa visão.
A carta sobre a mesa foi deixada pelo viajante, "the fool" se tornou sobresselente em meu pensar sem hipocrisia na fadica lembrança que devaneio.
Rodoviária
Quantas rodoviárias são as nossas esquinas, praças, vielas, e a cada curva em meio quadrado um reconhecido desconhecido à assuntar?
E assim, roda a vida, como gira a roda.
VOCÊ CHEGOU QUENTE 🔥
Nem tudo que é torto se torna errado
Eu tive que fazer uma longa curva
para em um dia de chuva olhar seus olhos.
Se não fosse a curva você teria me visto...
Era uma noite apagada mas você chegou...
Como brasa eu fiquei ardendo procurando o coração!
E sua energia corporal alma sem igual...
Foi ascendendo o carvão da minha carne em silêncio.
Bem devagar sua existência por dentro ia abrindo meu peito devagarinho..
E foi aquecendo o centro do peito como um raio bem fininho...
Agora vivo das ilusões que a esperança trás...
A lembrança tenaz do primeiro encontro rua Goiás...
Eu queria era mais que o tempo congelasse o seu sorriso...
O paraíso se abrindo para mim e foi assim...
Que aconteceu e nunca mais te esqueci...
NA CURVA DAQUELA ESTRADA
Nasci, me criei no sítio
No meu pedaço de terra
Juntinho ao pé da serra,
Meu ranchinho construí;
Sempre ao amanhecer
Quando o sol aparecia
Da minha janela ouvia
O cantar da juriti.
Na estradinha de terra
De poeira, buraco e torrão
Subia lá no espigão
Só pra ver o sol se pôr;
Quando a noite chegava
Dormir não tinha vontade
Me batia uma saudade
Do meu primeiro amor.
Foi lá na curva daquela estrada
Que eu vi passar a minha amada
Na areia deixou seu rastinho pela estrada a fora
Nem me disse adeus e foi embora...
Atrás do meu ranchinho
A onde passa o rio
Na chuva, calor e no frio
Eu pescava lambari;
Na roça tinha quase tudo
Pomar, horta e o cafezal
O bote, chiqueiro e curral.
Na purunga tinha jataí
A minha velha carroça
A charrete e meu arado
Hoje ali enferrujado
No paiol de sapé e madeira;
Com toco e arame farpado
O meu ranchinho cerquei
E o nome dela eu gravei
Lá no mourão da porteira.
