Línguas
A verdade é que meu amor por ti fala todas as línguas, é maior que todas as riquezas... Te amo acordado, dormindo, sonhando .... De qualquer modo ... Eu te amo... Não troco você por nenhum dinheiro do mundo...
Estar bem espiritualmente não é expulsar demônios, proferir palavras em outras línguas, Não é chorar diante de belas palavras.
Ser saudável espiritualmente é agir sabiamente, falar palavras de crescimento seja audível ou legivelmente.
É testemunhar com a vida as obras do Senhor, ser feliz em momentos de pura dor, ser racional, e não agir por emocionalismo.
Ser espiritual é atentar a simplicidade, pois Deus promove grandes milagres, todavia o maior e o que necessitamos lembrar foi a nossa salvação por intermédio de Cristo e de Sua Graça... não carecemos de mais nenhum grande milagre, nem mesmo de pequenos.
Logo, basta a nós atentar ao simples, pois os milagres que buscamos pode estar em meio as coisas simples, e estas muitos rejeitam, e acabam questionando a Deus por não agir, sendo q eles é que não viram.
Ser espiritual é ouvir a voz de Deus, não em sonhos, visões e essas coisas dos homens, mas a Palavra que Ele nos enviou..
Ser espiritual é orar, sem cessar, não adianta só ouvir, você deve conversar com o Senhor...
Ser espiritual é tudo isso, e muito mais!!
Ídolo lusófono nacional
Conhecedor de línguas e histórias
Nauta flutuante de grande boemia
Inquieto por essencialidade
Mais traz em suas mãos uma rara especialidade
Honrador do regimento irradiou, os lusíadas
Palavras e rimas neste fruto agraciadas
Assentida apenas depois de morrer
Como toda grande proeza
Ídolo da língua portuguesa
Transcreveu uma obra de rica nobreza
“Cantando espalharei por toda parte”
A harmonia que vi nesta arte
“O vosso Tejo e os vossos lusitanos”
Eis que observou durante os tempos medianos
“Cessem do sábio do grego e do troiano”
Tornando a visão do mundo nada cartesiano
“O amor é fogo que arde sem se ver”
Estamos jubilosos soldado e poeta em poder conhecer
Versos e consoantes como estas serão árduos suceder.
Ti esconjuro rebento do clarão caliginoso
Dominador de línguas estranhas, ser ardiloso
Entende do incomum e desconhecido
Sem limites e sem aversão pelo perigo
Domina um abnóxio pregando o ódio ao sagrado
O desfazendo em blasfêmias é culto ao pecado
Autorizado pela cruz e deidade
Meu escudo e minha arma, pela fatalidade
Amaras na sua morada, crucifixo, água benzida
Aspergindo para recorda a purificação conduzida
Enaltecem a vitória sobre o maligno
Tornando a oração ao imposto algo benigno
O sagrado contra sua alma ser infectado
Liberte o fiel em nome do sagrado
Tome seu rumo as profundezas ser escrachado
Tumbe pelas catacumbas, esteja despachado
Depreciativo para torna sua tortura divina
A imperativa ao extremo livrando o pobre coitado de sua sina
Paz no espirito vai atingir pelas imprecações
Fazendo a serenidade alcançar o alvor por meio de admoestações.
Vejo rostos lindos,mas que não sabem dar um sorriso, línguas que falam de infernos e esquecem os paraísos.
A Falta de Conhecimento leva muitos a Pensar que o Falar em Línguas Inteligíveis, Define a Espiritualidade de Alguém.
Desde que você foi embora
Eu decidi não chorar
Conhecer outras línguas
E outros corpos
Decidi conhecer novos lugares
Aqueles que você sempre odiou
Conheci gente, que não liga
Gente que só quer ser feliz
Gente que é gente
E não tem vergonha de ser
Desde que você, foi embora
Eu fumei um maço
Que me fez relaxar
E refletir
Como você era
Igual a um cigarro
Alívio imediato
Paz momentânea
Porém me destruia gradualmente
Desde que você foi embora
Eu agradeci ao universo
E, eu me sinto completa
E pude perceber
Que seu lugar
Nunca foi aqui.
Arrependimento não é quando vc ajoelha, Chora e fala linguas estranhas. Arrependimento é quando vc se humilha e muda completamente suas atitudes. . .
Jogar línguas afiadas como navalhas nos outros para alguns é muito fácil, difícil é ser como a pessoa que retribui as ofensas.
O olhar é o maior poliglota do mundo. Fala todas as línguas e, quem o "ouve" não necessita de intérprete.
É cansativa as faces que disfarçam o fazer,
Fazer de conta que falácias das vossas malignas línguas não afiastes,
É um disfarce falsário, uma faca que apunhala as costas por mero prazer.
É o outro que diz pro outro dizer pra dizer pra alguém, pelo simples fato do dizer, falso de ser.
É o ocioso se ocupando por não ter nada a fazer, falar mal, fazer mau lhe é o ápice do prazer.
Toda fala deve-se responsabilidade no dizer, uma palavra mal-dita escrita nas linhas tortas da vida vão e não em vão irão retornar.
Toda fofoca parte de uma deficiência, a existência de se auto perceber, um nada, nada ser.
Tem muitos para jogar outros contra a parede, línguas afiadas para julgar. Agora difícil mesmo é alguém chegar e perguntar se você precisa de alguma coisa.
ESSA MULHER
sabe o que é, e diz,
fala, canta, vocifera,
mistura línguas e cores,
temperos e cheiros, luz e breu
sabem bem a ela,
porque de si sai ou fica,
quando ama: brilha,
muda nunca seu calor
solar se põe à mostra,
só se dá quando desmitifica
o ser santa, do lar, se embriaga
com o espelho que quer não
com que lhe deram, pechas
não lhe cabem, chamas a lambem
vitrifica ou escorre na areia
entre ser mar ou céu,
o que santifica é não ser só
é ser a que dedica cada dia
de seu a quem põe lenha e fogo
em sua vida, parida lambe
a cria, revolve cabelos, anéis
e dedos dá ao bem que fica,
chora a dor que demoniza
seu ser de luz ou sombra
em cada curva se transmuta
para flor e espinho dá valor,
sobrevivente evola na engrenagem
que lhe mói artelho e músculos
definidos a cada sol, lavada
e curtida, põe sal e saliva
sutura em cada sua ferida pois
sabe a si a mãe da vida,
inda que lhe digam onde ir
vai onde quer e não se explica
seu brilho de ser essa estrela
que aponta caminhos ainda que
desorientada converte em bússola
a desdita, põe na cabeça trouxa,
trança, idéia esquisita dizer
que ela não passa de mulher essa
frágil forte mistura tira da bateia
sem alarde ou grita o ouro mais que puro
de ser extrema em cada inauguração,
natureza que se reinventa seu brilho próprio
que orienta, perde a muitos no seu riso
nem sempre de alegria feito
guizo que retine a cada bater
cabelo sumário ou alongado
no olhar cigano não dissimulado
sim a quem a pensa a presa
quando já vai longe com caniço
pescar o que bem quer ao se rir
dos que a fitam embasbacados
cair e levantar-se em átimo e ritmo
que só o ser mulher entende o salto.
rasteirinha altiva, rainha sem cortejo
que merece toda hora a flor que a beija
e a consente no dia que dizem ser seu
sem saber ignaros que ela já se fez
dona e senhora de todo o calendário.
(suelidesouzapinto/2018)
E ela, enfim, disse sim.
Quem diria? – dizem as más línguas. Logo ela, que dançava até o chão ou até que os faxineiros viessem varrer-lhe os pés, sempre calçados num sapatinho 35 sem salto, avisando que mais uma noite de samba tinha chegado ao fim. Logo ela, que cantava, encantava, tomava uns bons goles de cerveja, dava um sorriso sincero, fazia umas gracinhas e geralmente se despedia dizendo que hoje não, muito obrigada. Logo ela, que sempre teve uma quedinha por aproveitar a vida, que é tão curta quanto a mais comprida de suas saias. Logo ela, que sempre perdeu o celular, a carteira, o Bilhete Único, a hora e os campeonatos de cuspe à distância… É, parece que agora ela ganhou.
Mas quem será que é ele? – perguntam as más línguas. Quem será que é ele, que ela jura que existe, mas que a gente não vê nem a sombra? Quem será que é ele, que toma dela um pensamento cá, outro lá, uns goles daquela cervejinha sagrada e os beijos mais carinhosos que ela já distribuiu por aí? Quem será que é ele, que coloca ainda mais brilho naquele sorriso de 33 dentes e naqueles grandes olhos castanhos que sempre gostaram de pequenos olhos castanhos? Quem será que é ele, que a fez desencostar o velho violão da parede e arranhar um Alceu Valença, enfim dando sentido ao “tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”?
E o que será que ele fez pra ela? – especulam as más línguas. Será que foi promessa de casa, comida, roupa lavada e um milhão por mês? Será que foi amarração ou a mandinga da banana que ele aprendeu no programa do Eli Corrêa? Ou será que foi um sexozinho delícia com direito a muito suor, muita saliva e uma conchinha gostosa, daquelas em que os corpos se encaixam e não se precisa de mais nada para acordar sorrindo? Não sei. Só sei que quando eles dançam, a Terra dá uma trégua no movimento de translação, porque o espetáculo, apesar de simples, é bonito por demais. E quando eles descansam, então a Terra trata de girar, que é pra preparar um dia mais do que convidativo fora daquele quarto que, das seis da manhã às seis da tarde, lhes parece suficiente.
Dizem por aí que ela, valentona como é, ainda resiste a confessar que foi picada pelo mosquito da ternura – conta pra todo mundo que todas aquelas manchinhas avermelhadas foram obra dos borrachudos no último fim de semana de praia. E que todas aquelas risadas são obra de mais livros de anedotas que ela vem lendo. E que aquelas canções românticas cantaroladas meio que sem querer debaixo do chuveiro são mera casualidade. Mas ainda bem que, por mais que a gente tente impedir, o sentimento, quando é bonito, sempre cresce. E arranca as cascas, cicatriza as feridas, lava a alma. Bota uma dúzia de sorrisos no rosto por minuto, 300 ême-éle de chope sem colarinho no copo de vidro por noite e apetite pra bater um PF no capricho por almoço. Leva embora os nossos medos, as nossas mágoas, o batente da porta e o que mais estiver pela frente. E traz de volta a coragem de se arriscar. Porque sentir é para os fortes. Só para os fortes.
E pouco a pouco, o travesseiro dele vai ficando inundado do cheirinho dela. Os lençóis dela vão ficando salpicados de fios de cabelo que insistem em cair da cabeça dele – denotando talvez a possibilidade de uma calvície precoce. O colchão dele vai se moldando no formato ideal para abraçá-la quando ela voltar. Coisa de cama, coisa de calma, coisa de alma, coisa de coração. Fiquei até sabendo que ela já deixou uma escova de dentes no potinho do banheiro dele. E que ele, vez ou outra, já se esqueceu de conferir o placar do futebol enquanto estava com ela.
E se acaso ela chegar perguntando como é que todo mundo ficou sabendo que ela está apaixonada, diz que foi o passarinho verde e aquela mania HORRÍVEL que ele tem de sair fazendo fofoca da vida de gente de bem.
