Liberdade
Como um pássaro, agora sinto-me liberto do sufocante amor que sentia por você, esse amor era minha gaiola.
Estou agitada
Meu cérebro
Está querendo celebrar
Enquanto uns vão encher a cara no bar
Eu me embebedo de palavras
Mas nem todas posso citar
Nessa minha embriaguez
Soltando os verbos do burguês
Posso perder minha liberdade
E ir parar no xadrez....🤨
Sou livre pelo quanto sou capaz de ler o mundo, mas principalmente, pelo quanto sou capaz de ler meu íntimo.
A Sophia de Mello Breyner
Aquela madrugada que irrompeu em nós
*“dia inicial e primeiro”,
esses ventos anunciando germinação
aquela madrugada em que das cinzas renascemos
Sophia,
repousa-me na garganta em estilhaços.
Aquele hino que ao colo do meu Pai
há décadas ansiado
sorrindo cantarolei.
Aqueles belos cravos vermelhos
a transbordar sangue fervilhante
de mim
hoje são farpas rasgando-me as entranhas
toda a quimera que inventei.
Aquela madrugada algures já perdida
é como um denso nevoeiro
onde ouço o grito da fome
do meu Irmão
a sussurrar clemência pelo chão.
Passa por ele tanto capitalista
mas nenhum lhe estende a mão.
Cegueira instalada e brutal
desdém!
Pobreza mais miserável que a própria fome
é a condenação à mesma!
Tal qual uma manta de retalhos
velha e dolorida.
Fomos vendidos
hipotecaram nossas vestes
cobrindo-nos de maldição e vergonha.
Vertem lágrimas
os craveiros vermelhos que gritaram
no peito daquela madrugada
repousa tu aí sabedoria eleita,
teu leito de Liberdade.
Eu permaneço pela enseada
nas asas de uma gaivota
cantarolando como se ainda estivesse
ao colo do meu Pai.
(*Sophia de Mello Breyner)
© Célia Moura (2015)
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.
O mais miserável dos Homens não é o pobre que passa todo o tipo de necessidade, aquele que mal consegue sobreviver com dignidade numa sociedade dita democrática, mas sim todo aquele que o condena a essa condição.
Esse sim é miserável!
O fanatismo político, tal como o fanatismo religioso e todos os fanatismos, são a máfia da Humanidade em pleno Séc. XXI.
Fomos criados livres e com livre arbítrio na Soberania do Único que é Livre. Seria contra a natureza do Deus Livre e Soberano nos criar sem liberdade e sem responsabilidade. Na liberdade que Cristo nos libertou, Marcelo Rissma.
O verdadeiro saber se alimenta da busca pelo novo, viver preso aos fatos conhecidos impede o avanço do conhecimento.
Criar um filho é a eterna busca para encontrar o equilíbrio entre o desejo de agradar dizendo "sim" e o amor contido na preocupação de cada "não".
Ser pai é o mais próximo que um homem pode chegar da sensação de amor e justiça que Deus tem por todos nós.
Na juventude, reclamamos da rapidez com que a sexta vira segunda. Mas o verdadeiro problema existe onde a segunda vira sexta e não temos tempo para correr atrás dos nossos sonhos.
Há chance de ser feliz, sendo livre?
Sim, é mais difícil nesse mundo de hoje para aqueles que parecem ter liberdade, que parecem ter felicidade, mas lembremos de que o sucesso é o caminho e para caminhar livremente precisamos ser verdadeiros, autênticos e sonhar o próprio sonho, o próprio caminho!
Acordar do sonho coletivo é libertador, é antidepressivo!
Os que se vestem com o Manto da Consciência não se descuidam, nem ousam negociar a Sagrada Liberdade de Pensar por conta própria.
