Leve como Passaro
LETRA MORTA
Que tristeza a letra morta.
Como é duro vê-las pisoteadas como formiguinhas em um papel branco. Ali, alinhadas apenas para fazer sentido, não sentindo, só sentido, em uma frase igualmente morta. Letras exangues, pálidas, estéreis... letras figurativas nos cemitérios dos documentos. Ali elas não falam, só calam, e caladas, estáticas, cedem, inertes, suas exuberâncias. Cedem o que poderiam ter sido, cedem seus corpos, feitos para viverem das encarnações de mistérios desconhecidos, cedem sua majestade apenas para fazer sentido. A letra fria, tão amada pela burocracia. A letra que não diz nada, que só aponta, com seu cadáver, aonde vai a fria estrada. Letras que não desabrocham nem voam, sem beleza nem desespero, letras sem gosto, sem tempero! Múmias cravadas no deserto, sem nenhuma ideia por perto. Agrupadas em palavras com esmero arranjadas, palavras que não se defendem e que já não podem nada. Letra, palavra, frase, parágrafo, item, inciso, o raio que o parta! No jazigo do documento a letra sinaliza, mas não fala!
Sua sonoridade não canta!
Sua sinuosidade não encanta!
Dissecadas até o talo, parecem dizer: a partir daqui eu me calo...
Ah, mas não há de ser nada, essa morbidez passa...
Que a metafísica do sentido é eterna.
E a letra que no documento jaz morta a dar coesão aos esquemas, há de renascer vitoriosa, flor de Sol, no jardim dos poemas...
Eu poderia ter te bloqueado
naquela rede social. Facilitaria
muito. Mas deixei como está.
Agora todo dia, quando bate aquela
recaída, vou no seu perfil só pra
checar se você não me deletou da
sua vida totalmente. Paro para a-
preciar suas fotos, e me lembro de
todas as vezes que te chamei de "meu
loiro". E eu que era sua morena, hoje
sou uma desconhecida. Alguém que já
teve uma importância na sua vida (acho
eu), mas que você deixou virar lembrança.
Página virada. É, facilitaria muito a
minha "cura". Mas deixei lá. Com o tempo
aprendo a conviver com a saudade, e tal-
vez ela pare de doer tanto assim.
Então eu vou aprender o significado de
passado.
Ele não quebrou só meu coração, como também quebrou toda minha esperança em um dia ter um amor duradouro.
Tenha as críticas dirigidas a você como um ponto de autoavaliação.
Muitas vezes elas são a única coisa que pode nos levar ao crescimento moral e espiritual.
E sem elas nunca sairíamos do lugar!
Quando estiver digitando qualquer coisa, apenas lembre-se, salve o seus arquivos como se não houvesse amanhã.
Por mais que eu tente não me conheço,
Como eu sou? Não sei...
Como eu devo ser? Não sei...
Sérá que sou infinito, misterioso,
frágil e sensível? Não sei...
Difícil saber esse mistério oculto
no meus ser...
Mas uma coisa eu sei! eu sou NORMAL...
Imagine um teste estatístico como uma lupa, uma ferramenta que o auxilia a enxergar coisas que nem veria sem ela, o poder do teste é a resolução da lente.
Como é dificil evitar o inevitável....
O entender das gerações....
As fantasias que alegram...
E os lhos que não se fecham ...
As vêzes tudo parece nublado...
Lindo maravilhoso é ser ...
Deixar de lado Ter e continuar sendo Ser...
Raios de sol que queimam a pele...
Cansada tão cansada ....
Torna-se um brilho ilusório...
Que dor inusitado....
Sensatez insana que não quero aceitar..
Porque sempre será o irreal....
PÁGINA DA VIDA
Vejo um pedaço de papel em branco,
Vem-me um pensamento,
Como o transformar em algo lindo?
Para que possa se ler em um futuro distante
E inspirar a futura geração.
Então pego uma caneta e começo a escrever
Paro, olho e não gosto do que escrevi
Rabisco o que tinha escrito,
Notei que o papel ficou marcado
Ele até parece mais feio devido aos rabiscos que fiz
Então escrevo o seguinte
Quando eu tento fazer algo pra agradar...
Também posso errar, tento rabiscar as páginas erradas da vida.
Mas elas continuam lá, uma vez que se escreveu nas linhas da página da vida.
Tome cuidado para não fazer muitos erros, pois, ao chegar ao final da sua página (vida),
Ela pode ter mais rabiscos do que palavras que se possam ler.
Engraçado como o sujeito não consegue mandar no próprio intestino, e quer controlar a vida dos outros.
Você é como o vento.
Corrente de ar
que prende meu corpo
sob seu domínio
e me faz seguir a vida
perante suas condições,
perante a mínima liberdade
que meu sentimento
por você me concede,
quase que com pena
de minha existência
ser toda concentrada
em fazer você fluir.
Continuo dizendo
que você é como o vento,
pois nos dias frios,
você me traz a frieza.
Congela meus membros
com a indiferença
e me traz arrepios
todas as vezes que
toca meu corpo.
Meus cobertores
são inúteis,
pois já não seguram
a sua força
quando você me abate
parecendo um simples
animal de caça.
Vem sem piedade,
sem pensar em mim,
não importa
se eu estou preparado.
Tanto faz,
com camiseta,
casaco,
apaixonado,
racional...
Você explode
forte em minha pele
e seu impacto
quase me congela.
É como o vento, também,
nos dias quentes,
e me parece que nesses,
você é a melhor.
Além de aliviar
meu corpo
e derramar meu suor,
você vem abafada,
e quente como o dia,
me envolvendo
em carícias arrepiantes
dos pés à cabeça,
e eu,
desejando cada vez mais
de você a minha volta,
não me importo
se sua direção
me guia ao precipício.
O que importa
é que você
me alivia nesses dias,
e faz os dias frios
serem suportáveis
por esse motivo:
pela esperança
de um dia de calor.
Como o vento
você se assemelha
no que diz respeito
aos dias úmidos.
Tristes são esses dias,
pois antes da chuva,
você traz aquele pressentimento,
o cheiro de terra molhada
que profecia as lágrimas
que rolam por meus olhos
como nuvens condensadas.
Inundo as ruas
da minha alma
a ponto de não conseguir
nadar por elas,
e deixo me levar
pelo rio de lágrimas
que você me trás,
mas que sou eu que faço,
quero ser levado.
Eu que faço, sim,
pois você não tem culpa
de ser o vento
em minha vida,
e eu que deveria
criar barragens
para não sentir
seu contato em mim,
porém a própria esperança
e o forte desejo
dos dias quentes
não me deixa querer
parar de te sentir.
E por último, você,
como todo bom vento
é formado de ar.
E ar é tudo
o que respiro
e que toma conta
dos meus pulmões.
Sem respirar,
eu morro.
Sem você,
minha essência se perde,
e tenho de criar outra,
de preferência uma
que o vento da minha vida
seja eu mesmo.
Amo-te meu amor....
Como uma brisa mansa e suave.....
Vento apaixonado onde acaricia....
As ondas do mar....
Chuva caída do céu...
Feitas em gotas de orvalho....
Entardecer sereno.....nostálgico....
Carente como uma ave solitária procura do ninho..
Aurora que resplandece de beleza...
Com estas emoções antigas e esperanças
Afagos da alma apaixonada......
Quero-te.....
Anseio-te na paixão... dos meus poemas.!!!
" Para muitos
sou como um enigma, poucos decifram
e quase ninguem entende
mas para quem se interessa
posso muito bem ser interpretado apenas como um filosofo anônimo "
Demais é algo maravilhoso que aconteceu ou você conheceu, demais é paparicar não vivendo, é como te definir sem te conhecer.
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