Leve
A gente percebe que evoluiu espiritualmente quando o coração se torna leve demais para abrigar sentimentos pesados.
A música é a tinta que possibilita ao corpo, leve como uma pena, escrever uma poesia em um salão tao liso quanto o papel
Quando a poesia acaba
Nós resta na poeira do pensar
uma leve brisa do que foi o amar.
Quando a poesia acaba
não há violão para cantarolar,
Nem verso fundo e raso de amar...
Quando a poesia acaba
Não há ninguém para beijar.
(Cicero Laurindo)
A Vida tem seus caprichos. Vem ao nosso encontro, passa uma temporada e as vezes como uma leve brisa se vai.
Deixa a saudade para dá o recado e nos fazer ficar pensando:
Porquê tão rápido?
Para ser amor tens que te perder e no meio do caos, encontrar-te. Um amor que te leve na vida em linha recta, sem sobressaltos, é apenas mais uma versão de ti, do que tu queres ser. A maioria das vezes o que tu planeaste ser, não é o verdadeiro TU. Deixa-te levar pela verdadeira versão de TI. Deixa-te amar.
Conheci você...
Mas você fez-se de leve e voou...Se foi de uma maneira tão sorrateira, e nem me conquistar por inteira tentou! E o brilho que por me cativada, aquele que nos olhos me olhavas...Se foi junto e nem sequer nos meus olhos mais flertou. Foi-se com minúcia e desilusão do querer...O querer do não saciar aquilo que não conquistou! E desenganado com o que não viu, se feriu...Entalou-se em seu rio de palavras não proferidas...E fugiu! Mas se tivesse tentado sem dar asas ao inesperado...Outros versos teriam jorrados...E em um campo que fora minado...Novamente seria enfeitado...E no meio surgiria outros olhares e sorrisos...Daquilo que se achava ter perdido...De algo que não cativou! E no jardim de insistência seria replantadas sementes e germinadas palavras de amor.
Deixe um pouquinho de ti
Leve um cadinho de mim
Quem sabe assim
Eu cresça em você
E floresças em mim.
Que os sonhos nos impulsionem a construir uma jangada de fé que nos leve para fora da nossa ilha interior.
Que toda tristeza seja breve
Que toda saudade seja leve
Que toda solidão seja para encontrar-se consigo mesmo
E que toda alegria permaneça à fim de trazer
gosto ao viver!
Que o amanhecer seja leve;
Que quem não vim para fica
seja breve e,
Que a única dificuldade do dia
seja escolher o que beber:
chá ou café?
Eu escolhi amar vc porque meu riso toma forma de amor e minha alma fica leve quando estou com vc. Eu te escolhi para amar porque meu primeiro e último pensamento do dia continua sendo você. Eu a escolhi para amar porque vc é a primeira pessoa que eu procuro quando algo de bom me acontece, é a primeira pessoa que eu procuro quando não estou bem e preciso de um abraço, desses que sufocam a gente de tanto amor.
HOJE EM DIA...
Prometo pegar leve,
Pelo menos desta vez...
Mas não prometo segurar
As lágrimas que possam escorrer...
Já tem um certo tempo
Que isso vem me abalando,
Me olho no espelho
E logo lembro de um passado !
O passado que eu era feliz,
Família unida,
Casa sempre cheia e
Hoje aqui estou todo infeliz...
Afirmo que eu não seja
O único nesta situação,
Muitos de meus amigos
Estão se afundando nessa depressão !
Carta a Matheus
Preciso dizer-te que és um ser enigmático, e talvez isso me prenda, me leve a querer
descobrir algo mais desse teu mundo.
Gosto de estar ao teu lado, sentir tua pele, ouvir tua voz firme e ter a certeza que sempre
acordarás a meu lado.
Essa tua forma fria, quase distante de tudo, para mim não passa de fuga, de algo que
queres esconder de ti mesmo.
Queres ser aquilo que não és. Tu és o homem que me encanta, que me faz sorrir, me faz
crer e querer continuar.
Preciso que saibas que podes sempre contar comigo, preciso dizer que também tenho
medos, muitos medos; talvez os mesmos que tu, talvez outros.
Possivelmente outros medos. Por isso também algo em ti, me dá a certeza de que
poderei continuar…
Sei que devo deixar-te partir, mas também sei que devo dizer que gostaria muito que te
entregasses e ficasses comigo só mais um pouco.
Até amanhã talvez, ou depois de amanhã, ou depois do depois…
“Não me espere amanhã, não mais chame por mim – Preciso partir, navegar sempre
em frente, rumo a linha que traça o distante horizonte, seguir a viagem em busca do
meu próprio Eu”
Matheus Navegador
Autor (Adilson Santana) Arquivo na Biblioteca Nacional de Lisboa
ISBN: 978-989-96825-0-4
