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Lembranças do Passado

Cerca de 1164 frases e pensamentos: Lembranças do Passado

Num futuro muito próximo,
viveremos das memórias de um passado
em que as pessoas lutavam por aquilo
em que acreditavam, criavam
e acreditavam naquilo que criavam
e pelo que lutavam.


No presente,
a banalização, a futilidade
e a emulação reinam.
A escassez de conhecimento
e de consciência histórica,
de talento, sacrifício, estudo,
leitura construtiva, criatividade,
originalidade e idealismo
faz com que essas palavras
já pertençam ao passado.
✍©️@MiriamDaCosta

Deixa o passado nas mãos de Deus... Ele sabe transformar memórias em lições e recomeços em bênçãos.


“Eis que faço novas todas as coisas.” — Apocalipse 21:5

O passado bate à porta às vezes, mas hoje eu só abro se for para aprender, memórias não me prendem mais, elas me guiam, com cuidado, mas guiam.

"As crenças no destino, tem origem nas memórias do passado. Outrora, essas memórias, foram o nosso destino!"

Inserida por ze20

Todos os dias as memórias nascem,

rumo ao futuro e nos ombros do passado

é primordial aprender e crescer

em cada impulso que se veste.

Inserida por AnaCoelho

Diante de algumas memórias, ficamos sabendo pra que serve o passado: pra aprender com ele, guardar as experiências que nos fizeram melhores no presente e acumular as sabedorias que nos farão ainda melhores no futuro.

Inserida por helenachiarello

"Sempre devemos esquecer o passado, lembrando das memórias que fizeram nosso presente valer a pena."

Inserida por rafaelRocha

MEMÓRIAS DE UM NATAL PASSADO

Quando era criança, na noite de Natal, eu e o meu irmão partia-mos nozes e avelãs no chão de cimento da cozinha, à luz do candeeiro, enquanto a minha mãe se ocupava das coisas que as mães fazem.
Depois, quando o meu pai chegava, jantava-mos como sempre e seguia-se, propriamente, a cerimónia de Natal. Naquela noite o meu pai trazia um bolo-rei e uma garrafa de vinho do Porto.
Sentados à mesa, abria-se a garrafa de vinho do porto e partia-se o bolo em fatias. O meu irmão e eu disputava-mos o brinde do bolo-rei comendo o mais rápido possível na expectativa de nos calhar em sorte não a fava, mas sim o almejado brinde!
Eu não gostava daquele bolo, mas naquele tempo a gente “não sabia o que era gostar”, como dizia a minha mãe quando nos punha o prato á frente. Assim acostumada, engolia rapidamente as fatias para não sentir o sabor e ser a primeira a encontrar o brinde.
O meu pai, deleitava-se com o copito de vinho do Porto e observava calado as nossas criancices.
Depois, vencedor e derrotado continuavam felizes, na expectativa da verdadeira magia do Natal. Púnhamos o nosso sapato na chaminé, (eu punha a bota de borracha, que era maior), para que, á meia-noite o menino Jesus pusesse a prenda.
Íamos para a cama excitados, mas queríamos dormir para o tempo passar depressa e ser logo de manhã. Mal o sol nascia, corria-mos direitos ao sapatinho para ver o que o menino Jesus tinha la deixado.
Lembro-me de chegar junto á chaminé e encontrar o maior chocolate que alguma vez tivera visto ou ousara imaginar existir. O meu irmão, quatro anos mais velho, explicou-me que era de Espanha, que era uma terra muito longe onde havia dessas coisas que não havia cá.
O mano é que sabia tudo e, por isso, satisfeita com a resposta e ainda mais com o presente, levei o dia todo para conseguir comê-lo a saborear cada pedacinho devagar!
Depois, não me lembro quando, o meu irmão contou-me que não era o menino Jesus que punha a prenda no sapatinho, mas sim o nosso pai. Eu não acreditei e fui perguntar-lhe.
O meu pai, que gostava ainda mais daquilo do que nos, respondeu de imediato que não, que era mentira do meu irmão, que ele sabia lá, pois se estava a dormir…
Com a pulga atras da orelha, no Natal seguinte decidi ficar de vigília, para ver se apanhava o meu pai em flagrante, ou via o Menino. Mas os olhos pesavam e, contra minha vontade e sem dar por isso, adormecia sempre e nunca chegava a apurar a verdade.
Na idade dos porquês, havia outro mistério á volta da prenda de natal. É que eu ouvia dizer aos miúdos la da rua, que eram todos os que eu conhecia no mundo, que lhes mandavam escrever uma carta ao menino Jesus a pedir o que queriam receber. Maravilhada com tal perspetiva, apressei-me a aprender a ler e a escrever com a D. Adelina, que era uma senhora que tomava conta da gente quando a nossa mãe tinha que ir trabalhar e que tinha a 4ª classe, por isso era muito respeitada sobre os assuntos da escrita e das contas.
Antes de entrar para a escola primária já sabia ler e escrever mas isso não era suficiente.
Faltava ainda arranjar maneira de fazer chegar a carta ao seu destino. Para mim, aquilo não resultou: da lista de brinquedos que eu conhecia, não estava nenhum no meu sapato.
Questionada, a minha mãe, que tinha ficado encarregue de dar a carta ao Sr. Carteiro, disse-me que o menino Jesus só dava prendas boas aos meninos que se portavam bem. Mas eu já era uma menina crescida, já tinha entrado para a escola primária (em 1974) e sabia que os que recebiam brinquedos eram diferentes de mim noutras coisas também.
E foi então que, depois de ler a carta dos Direitos da Criança que estava afixada na porta da sala de aula, soube de tudo. Senti-me triste, zangada e confusa: Porque é que escreviam coisas certas e as deixavam ser erradas? Eles eram grandes, podiam fazer tudo! Se estava escrito ali na porta da escola era porque era verdade e importante, igual para todas as crianças como dizia na Carta. Que tínhamos direito a um pai e uma mãe lembro-me. A partir dali todas as coisas que a que a criança tinha direito, eu não tinha, e isso eram por culpa de alguém. Experimentei pela primeira vez um sentimento que hoje sei chamar-se injustiça.
Tranquilizei-me com o pensamento de que um dia viria alguém importante e faria com que tudo aquilo se cumprisse. E eu aí esperar. Era criança, tinha muito tempo: nascera a minha consciência cívica.
Compreendi que os adultos diziam as coisas que deviam ser, mas não eram como eles diziam. Nesta compreensão confusa do mundo escrevi nesse primeiro ano na escola a minha carta ao menino Jesus e deixei-a eu mesma no sapatinho. Era um bilhete maior que o sapato e dizia assim:

“Menino Jesus
Obrigada pela prenda.
Vou pensar em ti todas as noites mesmo depois do natal passar e espero por ti no natal que vem. Gosto muito de ti.
Adeus.”
E rezei a Deus que, houvesse ou não menino Jesus para por a prenda no sapatinho, me trouxesse todas as noites o meu pai para casa.




Nisa


Setúbal, 29 de Novembro de 2012

Inserida por isacesario

O passado me aflige,
Desejo meras memórias.
O futuro me incita,
Onde a esperança mora.
No caminho relutante
O presente me consola,
Eis onde estou!

Inserida por JosueMarques

Vivemos quase sempre entre as memórias do passado e os sonhos do futuro.

Inserida por AntonioPrates

A essência da vida resume-se ao presente, o passado são meras memórias, o futuro apenas prospetiva...

Inserida por davidsv

memorias em sombras deixam imagens triste de um passado que de ilusões.

Inserida por marleidepontes

PASSADO PRESENTE

Agora as minhas horas evocam o silêncio
De amar tanto nas memórias do passado
Erva de coentros, semente de mostarda
A minha alma guarda as lágrimas que secaram
Nas varas da canela ou no cravo da índia
O meu coração, já não está ou sente-se magoado
No sabor entre o alho, gengibre ou malagueta
São agora apenas lembranças levadas pela água
Que corre nas margens das raízes dos choupos
Folhas velhas da vida amareladas pela chuva
Soltas pelo vento, da erva-doce e da canela
São folhas de louro à deriva, no bacalhau no forno
Levadas ao sabor da ventania. arrastadas na noz mostarda
Esquecidas, lembradas no paladar do tempo
Manjericão num navio naufragado, talvez já sem glória
Raminho de alecrim para alegrar os nossos momentos
Como gosto do queijo de cabra, é forte como os teus braços
Evoco o silêncio de amar-te tanto nas memórias do presente.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Passado é uma referência de tempo, existem acontecimentos que deixam memórias eternizadas em nossos corações, e isso, faz parte do presente!

Inserida por LJacomo

Passado são memórias, futuro é expectativa da realidade junto de planos e imaginação.

Inserida por Kovacz

São memorias do passado,são memorias ficadas ao acaso empoeiradas pelas intrigas da vida.E por um túnel escuro tateio o meu caminho um ilusionista e cria ilusões só pra si e agora se vê perdido em suas fantasias que no entanto é melhor que esse mundo tão frio um esboço de realidade matematicamente idealizado ausente de criatividade a beira da desumanidade,aqui procuro uma fuga escrevo meus fascículos ignorando esses clones ridículos.

Inserida por msilva1402

Apenas siga em frente, com o passado são construídas memórias, com o presente experiência, e com o futuro construímos todo o resto da nossa vida. Seja ela boa ou ruim ...

Inserida por Capituinovadora

Desnudo-me do que é passado,
Pesado...
Levo o necessário:
Memórias, vontade e sentimentos.

Solto as amarras
E vou ao teu encontro
Quando amanheces no horizonte...

Novos ventos, outros ares
Beijam-me a face.
Recebo-te vida,
Com um terno e longo abraço

E sigo...
Renascida em esperanças
Pés firmes no caminho
Que traças em minha jornada!

Inserida por katiacristinaamaro

Quando se é forte, o passado se torna memórias e o presente uma nova história

Inserida por cilamar

É importante deixar o passado no passado, porque ele só existe nas memórias, e o futuro só existe na imaginação.

Inserida por carlosmenduina