Lamentos
O amor tem que ser como um navio, enfrentando mares de desafios, contra ondas de lamentos, tempestades de crises e ventanias de sentimentos. Feliz dia dos namorados
Falta de Decisão
Acabamos nos rendendo a lamentos,
Porque sempre buscamos uma explicação.
Contudo, Não podemos culpar ao tempo
Por nossa frequente falta de decisão.
Jorge Jacinto da Silva Jr.
Todos os seus rogos e pedidos, lamentos ou agradecimentos o Criador já os previu, em cada concepção.
Somos brasa apagada, estrelas mortas, um rastro pelo tempo, uma fagulha de luz, e como tal somos apenas uma espécie de miragem a tremular no firmamento.
Creia ou não.
A cortina de seda marinho cobre os sonhos da menina, provocando lamentos sentidos e tristes melodias pelo ar.
Eis que bem na pontinha do tecido, um belo bordado branco se desnuda tímido ante os raios do luar.
O semblante inteiro muda o tecido furta-cor, as figuras transmutando, saltitando dor e cor...
E os pontilhados insistentes pingam no coração da gente nos fazendo um sonhador.
DUAS ESTRELAS -
No meu peito há dois lamentos
nos meus olhos dois silêncios
que me prendem à saudade;
duas histórias que passaram
duas vidas que deixaram
tantas horas d'ansiedade.
Minha Mãe o teu sorriso
de que tanto 'inda preciso
em horas tristes sem vida;
e meu Pai, o teu regaço,
aquele olhar, o teu abraço,
ao dizeres, minha querida.
Esta mágoa que hoje canto
será sempre um triste pranto
uma espada no meu peito;
porque dá e tira a vida
tanto amor sem despedida
que tristeza no meu leito.
Mas no meu triste horizonte
junto à voz de cada fonte
ponho a minha voz também;
no Altar há duas velas
no meu Céu há duas Estrelas
são meu Pai e minha Mãe.
Para o Fado...
Meus lamentos e risos
Os considero unicamente
Caligrafias, líricas e alheias:
Versadas e compostas
Dentre a solitude
O homem negro.
Acorrentados em meus lamentos tantos sentimentos.
Seu peito está aberto sem seu coração...
Estou faminto...
Seus lábios frios aprecio o desejo....
Apenas aberrações dos sentimentos de solidão eterna...
Adorei o desejo encarnado na minha pele ...
O corpo apodrece nas noites que se perde a vontade de viver...
Sempre estou gritando com minhas vontades...
Aprendi a ter esperança...
Vivemos em tempos que mortos ficam jogados em hospitais...
Todos mundo tem mesmo fim...
Abraço boa experiência para amar teu sentimento...
No máximo do ardor respira fundo tornou se um sentimento singular.
Na Beira do abismo o amor é infinito.
Apenas palavras jogadas sobre seu corpo sem vida.
Sonhos obscuros parecem dançar na minha cabeça...
O vento sussurra palavras entre minhas emoções lágrimas.
No vórtice de emoções...
Tributo que se dissolve na ausência da sua alma sombria...
Espero sobre a dor que corrói vejo o tempo rui e sobre lamentos solitários aguardo seu regresso
E sombras da tarde caminhará sobre o piso e os ventos tocaram um melodia andará sobreas calçadas folhas e flores e sobreas estações os olhos fitos na esquina onde você não mais andará
e na distancia dos anos outono cobrirá primaveras...
Meus olhos envelhecidos lembrará da dor de um adeus
Na alvura da alvorada o gosto do fel na melancolia, e na gastura que aranha a mente tateio a insegurança entrelaçada na alma,
e que no meu fim desaguará em terra seca minha alma chorosa e sobre meus ossos âmbar outros pisaram
E entre os tempos contaram como o amor nascera e sufocado no tempo adormeceram na lembrança empoeirado registrado no livros a dor do poeta sonhador.
Faça-me o favor de não ignorar os lamentos
Os pedidos de socorro
Daqueles que são inocentes.
Ouçam seus gemidos
Seus pedidos nas madrugadas frias
E salve-os desse mundo mal.
branco
Minha força vem de lá
O meu canto vem de Angola
Uma voz a ecoar
Os lamentos da Guiné
Arrastado pelo mar,
veio o sangue quilombola
Carregando a minha fé...
Velhos Sinos de Santo Antão - Évora -
Há lamentos à deriva pelos montes
como nuvens que passam pelo Céu
solidão como água pelas fontes
e alegrias que o destino não me deu!
Não há regaço onde me chegue nem acoite
nem capa que me possa agasalhar
visto roupa carregada pela noite
e dores carregadas de luar!
Ó velhos sinos de Santo Antão,
por quem dobram, quem morreu?!
Foi a dor da solidão
que no meu peito apodreceu!
Morreu, morreu, morreu! Não partiu!
'Inda vive, triste, nos meus olhos ...
Todos choram, ninguém viu,
que de mim pende como folhos!
Nos olhos do meu rosto
sede rápidos a beber
e levai a ombros o meu corpo
quando eu da vida me perder!
Ó velhos sinos de Santo Antão,
por quem dobram, quem morreu?!
Quem vai no pinho desse caixão,
quem vai nele para o Céu?!
Alguém que um dia já viveu,
alguém que um dia foi alguém
que estava vivo e que morreu
e que agora é ninguém!
Pela Praça vai passando,
no ataúde, um coração,
por quem dobram sem descanso
os Velhos Sinos de Santo Antão!
O vento sussurra lamentos de desespero, Sombras dançam em triste melancolia. A alma se arrepia em desespero, E o gelo da solidão consome com agonia
Perdi a energia para certas coisas, como o amor em
desalinho, Na memória ecoam lamentos, no coração, um vazio mesquinho. Mas trago esperança no peito, ansiando por um recomeço, Para encontrar a harmonia e dissipar todo o avesso.
Deixo para trás as sombras, abraço a luz que se aproxima,
Renovo as esperanças, enquanto a alma se anima.
Encontro forças no sorriso, na alegria que se revela,
E sigo em frente, firme, em busca de uma nova tela.
Alma poética
Quem seria o poeta se não falasse da vida?
De que serviria seus lamentos e suas alegrias?
O poeta é a caneta de sentimentos,
Sua tinta são seus pensamentos.
Por ventura poderia
O poeta parar de amar, pensar e agir?
Por ventura poderia o poeta não ter implementos?
Quem sabe a poesia exista
na alma cheia de avarias.
Quem dera o poeta soubesse o valor.
O valor de cada palavra escrita sobre sua alma.
O valor de seus sentimentos sobre a folha,
sobre suas escolhas que vão além da dor.
CONSTRUA-SE
A máquina devora a terra,
entre lamentos e vazio,
carrega o peso das promessas,
nos braços frios do desvio.
Imagina-se um lar perdido,
mas tudo se desfaz no ar,
como sombras no escuro ,
e o sonho a se apagar.
Sem aço ao redor da alma,
solidão é mais que alicerce,
um eco brota dos muros
onde o coração se perde
E os tijolos, aos pedaços,
vão caindo ao chão sem cor,
na procura do que não existiu
encontra eco da própria dor.
Há algo que pesa no peito
mas só um nada a sentir
É um grito de frustração,
mas ninguém o ouve ali.
As mãos eram como nuvens
e o interior como trovão
vivia apenas pelo desejo
de acreditar nessa ilusão
As folhas partem no vento,
os sonhos não sabem ficar,
e a casa, feita de ausências,
se dissolve ao se desenhar.
E se o solo não serviu,
não desista do labor:
se a estrutura não se ergueu,
se construa, meu senhor!
Ao alvorecer, novos horizontes surgem,
Entre esperanças e lamentos que urgem.
Com promessas de luz e novas histórias,
Desvendamos segredos, vivendo glórias.
Como trilhos sem fim, jornadas inacabadas,
Fragmentos de histórias, memórias guardadas.
A juventude que se foi, levou teus sorrisos,
Agora passos curtos, lentos, com riscos.
Nos sonhos, voamos livres, sem dor,
Gavião ao vento, com força e vigor.
memórias que se entrelaçam e brilham,
estrelas no céu, nas noites que trilham.
