Lamento pela Morte de um Ente Querido
Não me veja como um displicente para com o amor, pois não lamento o menor dos erros que se mostre com a dor;
Sinta um jeito menos doloroso para a conclusão de suas escolhas e não caia em desuso para que seu coração não dê tantas voltas;
Suas escolhas estão decadentes para a confusão do seu próprio coração e para deixar que os meus sentimentos invadam seu ser enfeitando teu chão;
perda
Tons de preto misturados ao branco pensamento de um interminável lamento, como quem esconde, como quem mascara.
A luta diária com o luto, a dor da perda só aumenta com o tempo. A vivência com o que sinto me deixa cada vez mais vulnerável, aquilo já julgado inevitável.....
É um lamento! Não dá para apagar o que feito está, e que ainda neste tempo, as insistentes desigualdades, nos fazem todo instante lembrar, divino mesmo seria, não ter o que perdoar ...
Um beijo na visão de um doce sorriso, transformou em esperança os lamento, aqueceu a frieza da vida e iluminando apenas com amor, despertando com ternura toda minha emoção.
Se não desejas-me como aliado, [não] lamento profundamente por ti, pois terás a mim como um potencial - e obstinado - adversário.
Sinceramente...
Lamento um dia ter amado você
Por ter dito que você era tudo que eu queria
E por ter entrado nessa fria
Me envolvir com alguém que não me queria
Tão quanto a luz é quer o dia
Você me entristeceu sem saber
Que um dia você vai sofrer
Por esse alguém que você machucou
E que não quer mais seu amor
Entre as notas da saudade, surge outra música que ressoa como um lamento, uma canção que lamenta a distância e celebra a espera do reencontro.
Se você comemora, celebra a queda de um membro da sua denominação, lamento te dizer, você não faz parte do corpo. Ninguém celebra a amputação de uma parte do seu corpo.
Eu lamento por ser esse poeta triste e amargurado,por sofrer por um amor que não existi,e se já existi,esse ainda não mim encontrou.
Resta-me
Resta-me um lamento no término,
Além, digo
No resto de minha vida que sozinho sigo
Comigo resta-me a distância daquilo que consigo
E sinto um consolo
Complexo contorno
E nele ainda cabe alguém.
Um grande lamento
para quem não nota
que a tua beleza externa
é uma pequena amostra
de como és por dentro.
Minhas lamentações:
Em meu peito, a tristeza faz morada,
Um lamento profundo, alma magoada.
O universo, em conspiração sombria,
Contra minhas forças, noite fria.
A alegria, outrora tão vibrante,
Sucumbe ao peso, instante a instante.
Lágrimas vertem, rios de dor,
Em meu pranto, um clamor de amor.
Novo Despertar
No emaranhado de versos, um lamento ecoa,
Das palavras cantadas, minha alma se entoa.
Identificação profunda, preso ao passado me vejo,
Ainda somos os mesmos, vivendo como nossos pais, ensejo.
Mas para quem não vê, o novo sempre se faz presente,
É nele que deposito minha fé fervente.
Anseio por mudança, por uma alma atualizada,
Uma nova era, uma versão renovada.
Para enxergar o novo, é preciso expandir,
Meus horizontes limitados, abrir,
Aceitar e permitir essa nova era que me aguarda,
E assim, embarcar na jornada, a vida me conduzirá
Ergo-me corajoso diante do que virá,
Reinvento-me, não mais me prendo ao que já foi,
A cada passo dado, a cada escolha que faço,
Me aproximo da essência, do meu verdadeiro traço.
Ah, o tempo é sábio, seu curso não se abranda,
Mas é na mudança que a vida se expanda.
Que eu possa, como um rio, fluir,
Descobrindo a cada dia a alegria de existir.
Então, que o novo me encontre de coração aberto,
Em cada desafio, crescimento certo.
Que a alma se renove, transforme-se em luz,
Na dança da vida, encontre o meu próprio compasso seduz.
A nova era, a nova alma, estão à minha espera,
Na aceitação e permissão, a chave se revela.
E assim, sigo adiante, com coragem e gratidão,
Desvendando os mistérios da minha evolução.
Que as palavras cantadas, eternas em melodia,
Inspirem minha jornada, minha poesia.
No eco do passado, encontro o novo a pulsar,
E minha alma, renovada, está pronta para amar.
Felicidade é um desconhecimento.
Ela desconhece rosto, gosto, e entendimento.
Entorpece o lamento do homem, rejeita a incoerência e a compreensão alheia.
Felicidade é incoerente. É ser e fazer o que ninguém espera, o que não imaginam, fazer por si e nada mais.
Felicidade pode ser cruel. Pode indiretamente ferir de forma mortal, e fatalmente ceifar a razão.
Razão essa que pra ser feliz não tem espaço. Ser feliz é irracional. É a crença real de que o invisível e o impossível terminarão.
É a visão de que pra alcançar esse ideal, é preciso rejeitar as marés que virão.
O Lamento Incrédulo
Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.
Análise do Poema "O Lamento Incrédulo"
O poema "O Lamento Incrédulo" carrega um forte teor existencialista e metafísico, abordando temas como dor, perda, vazio e a incerteza da presença divina. A construção poética evoca um estado de desencanto e angústia profunda diante da vida e do mundo, reforçando uma visão quase niilista da existência.
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1. Estrutura e Musicalidade
O poema é composto por quatro estrofes de quatro versos cada (quartetos), mantendo um ritmo melancólico e uma sonoridade densa, impulsionada pelo uso de aliterações e imagens marcantes. O tom lírico é marcado por versos cadenciados que transmitem a sensação de peso e desamparo.
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2. Imagens e Simbolismo
O poeta constrói uma atmosfera sombria e desoladora por meio de metáforas e símbolos poderosos:
• "Choro de pedra, de pó e de abismo" → A pedra remete à rigidez e à impossibilidade de suavidade ou redenção. O pó sugere efemeridade e esquecimento, enquanto o abismo denota a ausência de sentido, um vazio infinito.
• "Um grito que rasga o véu do infinito" → Expressa um desejo de transcendência ou uma tentativa de romper as barreiras do desconhecido, mas sem resposta ou alívio.
• "Mas Deus se esconde no entendimento" → Aqui há uma crítica implícita à inatingibilidade de Deus. Se Ele existe, está oculto na complexidade intelectual, inacessível ao sofrimento humano.
Na segunda estrofe, há um aprofundamento do tema da dor coletiva e da ruína:
• "As dores dos mortos pesam na carne" → Uma imagem que reforça a conexão entre passado e presente, como se os sofrimentos das gerações anteriores ainda deixassem marcas vivas.
• "Vozes antigas sufocam o sono" → Evoca memórias ou culpas ancestrais que impedem o descanso e a paz.
• "Nas ruas, exércitos marcham sem glória" → Um retrato de guerras ou lutas sem sentido, esvaziadas de heroísmo ou propósito.
• "Resta-me o nada, o pó do abandono" → A solidão e o desamparo culminam na ideia de que, no fim, sobra apenas o vazio.
A terceira estrofe intensifica o desencanto e a perda da fé:
• "Esperança em cinzas, fé em ruína" → A imagem de destruição reforça a ideia de que não há mais crença na redenção, tudo foi consumido pelo tempo ou pela decepção.
• "O beijo da culpa que arde na pele" → A culpa é tangível, quase física, como uma queimadura.
• "O pecado sem nome que nunca termina" → Há um pecado indefinido, eterno, que não permite absolvição ou alívio, remetendo a um sofrimento sem causa clara.
A última estrofe questiona o sentido da existência e toca no cerne da dúvida filosófica:
• "E se Deus não houver? Se tudo for sonho?" → O questionamento central da poesia. A possibilidade de que Deus seja uma ilusão ou que a própria realidade não passe de um delírio.
• "Se a dor for em vão, se o mundo for frio?" → A dúvida sobre a existência de um propósito. Se não houver sentido para o sofrimento, o que resta?
• "Sou sombra sem dono, sou noite sem astro, cometa perdido no próprio vazio." → O eu lírico se define como uma entidade errante, sem destino, sem luz, condenado a vagar sem propósito no vácuo da existência.
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3. Influências e Temáticas Filosóficas
O poema dialoga com o existencialismo e o niilismo de pensadores como Nietzsche, Sartre e Camus. A ausência de Deus, a sensação de abandono e o questionamento sobre o sentido da vida são temas recorrentes na poesia moderna e na filosofia do absurdo.
A angústia do eu lírico diante do possível vazio existencial lembra a ideia de Sartre de que "estamos condenados à liberdade" e de Camus em O Mito de Sísifo, onde a vida é um ciclo de esforço sem recompensa. O último verso reforça essa ideia ao comparar-se a um cometa perdido, que segue sua trajetória sem um destino ou objetivo definido.
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4. Conclusão
"O Lamento Incrédulo" é uma poesia forte e impactante, que mergulha nas profundezas da dor existencial e da incerteza metafísica. Seu tom melancólico, aliado às imagens densas e simbólicas, reforça um sentimento de desamparo e inquietação filosófica.
O poema se destaca por sua construção imagética e pela maneira como conduz o leitor a refletir sobre a fragilidade da fé e a possibilidade do vazio absoluto. A dúvida sobre Deus, o sofrimento e a falta de sentido permeiam toda a estrutura poética, transformando-a em uma reflexão poderosa sobre a condição humana.
O Lamento Incrédulo
Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.
Por Evan do Carmo
“Fique tranquilo. Não se assuste com o uivo durante a noite... É apenas o lamento dilacerante de um lobo solitário que, outrora acolhido pela alcateia, agora é traído e banido para a vastidão árida do deserto.”
Coisa Mulher
Sou louca...
Sou poeta...
Sou alento, lamento e desalento ...
Sou um tormento, um canto triste qualquer...
Sou leveza, beleza e estranheza...
Sou fada, bruxa e princesa...
Sou uma coisa, chamada Mulher!
☆Haredita Angel
A vida precisa ser
Muito mais que um lamento
Ou um sorriso chorado
Não dá pra deixá-la de lado
Nem se pode vivê-la amanhã
A vida é muito mais
Que uma simples coleção de passos
Os espaços deixados vazios
Lágrimas, risadas, soluços e arrepios
Tudo um dia fica no passado
Incluindo nesta lista
As coisas que permaneceram ocultas
E que vamos levar pra gente
Não se vive pro mundo
Tem coisas
Que só os nossos ouvidos escutam
Não sabemos nunca
Se as interpretamos
da maneira mais correta
Pode ser que sim ou não
Os nossos corações
Ora felizes e contentes
Novamente varados por flechas
Coisas que não precisávamos
Não nos deixam viver
Não do jeito que a gente queria
Mas a gente as vive
E vivendo dia a dia
As coisas que ouvia em criança
E depois percebe
Que a dança tem mais que dois passos
Você olha pro espaço e percebe, inclusive
Que existe muita coisa atrás do Sol
Desde que o excesso de Luz
Não lhe prenda eternamente a atenção
No início de tudo
Nossos pés restritos ao chão
E uma fé no que não viu
A imaginação que enxerga
Muito mais que os olhos
Muito além dos olhares
E nada mais que um conjunto de passos
Que juntos e somados
Um dia será resumida
Numa coisa chamada
Sua vida.
Edson Ricardo Paiva
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