Lagoa
"Mãe, o que é que é o mar, Mãe?" Mar era longe, muito longe dali, espécie duma lagoa enorme, um mundo d´água sem fim, Mãe mesma nunca tinha avistado o mar, suspirava. "Pois, Mãe, então mar é o que a gente tem saudade?"
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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Entrar no canal do WhatsappNão podemos ter medo de mudar. Você pode se sentir muito seguro na lagoa em que você está, mas se você nunca se aventurar fora dela, você nunca irá saber se existe algo como um oceano ou um mar. Agarrar-se a algo que é bom para você agora, pode ser a razão pela qual você não possui algo melhor.
Aniversário
É.... dois patinhos na lagoa
indo em direção de sonhos...
de realizações;
as vezes
menina sapeca,
menina mulher...
me chamam de chinesa, de mestiça
até de chilena maluka...
jeito simples de se viver
ato pelo dito, dito pela boca...
amigos faço nesta jornada pelo lago;
amigos para sempre, que conheci hoje
amigos desde infância que até hoje permanecem
pessoas que apenas passam
e deixam um poco de si em mim...
nada é por um acaso
o acaso é agora.
viva o hoje com reconhecimento do ontem
para se viver melhor no futuro...
o que tão normal ir com uma meia na bolsa
para colocar no frio?
o que tão normal estar brisada com sono e com banana?
o que tão normal que ser multi uso?
assim sou eu.. simples para uns
complexa para outros...
A garça mora no morro durante o dia voa até a lagoa para se alimentar, sem distinguir feriados, dias de natal, ano novo, pascoa ou jogo de final. Seu relógio é o sol, seu calendário é a posição dos astros no mar sideral. E vê a mãe que chora, o filho que comemora, a multidão calejada avançar e vê a vela pra santa, o avião que levanta e a frente fria chegar e passar. A garça mora no morro durante o dia voa até a lagoa para se alimentar, sem distinguir feriados, dias de natal, ano novo, pascoa ou jogo de final. Seu relógio é o sol, seu calendário é a posição dos astros no mar sideral. E vê a fome e o assalto, a bola e a pipa no alto, o casal que constrói o seu lar e ver a roupa na corda, o soldado que aborda, e a erosão lentamente atuar..
Bom dia mar...
Rio também!
Lagoa e cachoeiras.
E riachos e ribeiras.
Com beijos de correntezas
Nas ondas da natureza
Dos oceanos e ribanceiras.
Agora sim, na grama, na sombra do coqueiro, de boa na lagoa, acompanhada de muito vento e com o que tem o poder de nos fazer gastar e ainda assim nos tornar mais ricos: um bom livro!
Eu vou para qualquer lugar
tenho pressa em chegar.
Chegarei.
Chego a lagoa, a roça,
a rodovia, a praia, a dança, a quadrilha.
Dançarei.
Cantando, abraçando, perdendo, beijando,
lendo, traindo.
A quem? A mim?
Irei.
Eu vou, Eu vi!
O nascer do dia quando morri.
A cela trancar, e a inspiração chegar...
Vivi!
Lagoa encantada
Vive em mim um estado febril
um desatino aninhado
um terremoto apaziguado
erupção lava estancada
mar de ressaca
enchente de rio
uma Lagoa encantada
cacimbas abissais...
tantos ais calados
tantos gritos silenciados
tanto “trem lindo”...
tanto “trem bão”...
vivo assim maravilhada e assombrada!
Um dínamo que me “anima” e “atiça”...
Por dentre chamas e céu
Nos vãos e devãos, perco o juízo
e sou o que quiser... sem censura e sem juízo
solta e revolta... toda hora é hora
de dar a “volta por cima” e voar...
por entre os escombros
e paisagens celestiais
“dar o ar da graça”
e inventar outras rotas...
Outros voos, sonhos outros..
Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.
Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...
Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.
Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.
Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.
Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.
E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.
Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.
Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.
Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.
E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.
Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta
