Lado Emocional
Relacionamento não é só presença física. É presença emocional. É estar ali de verdade, nem que seja imperfeito, nem que seja cansado, mas ali. Porque quando um tá inteiro e o outro tá ausente, nasce esse abismo silencioso que ninguém vê, mas quem sente… sente forte.
LIBERTEM-SE DA ILUSÃO EMOCIONAL, PORQUE ELA É UMA PRISÃO...
Cada um de vocês pode se libertar disso. Isso não é amor; vocês amam a versão que inventaram da pessoa. Mas, se hoje fossem viver um romance, acabariam do mesmo jeito. Idealizamos aquilo que não existe mais ou aquilo que a gente acabou inventando.
Pensamos, choramos, a ponto de sentir tanta dor emocional que achamos que vamos enlouquecer. Eu passei muito tempo sofrendo assim; sonhava, mesmo sem querer pensava. É como se os ventos trouxessem memórias de nós e soprassem nos meus ouvidos, alcançando o subconsciente.
Poxa, foi aos 16 anos, e isso ainda perdurou por muito tempo.
Um dia, tive a coragem de escrever e contar tudo o que sentia, tudo o que me lastimava. Eu precisava me libertar! Nunca mais seríamos nada um para o outro, além de memória. Ele confessou também que, se fosse em outra época, talvez mais adiante, e se não tivéssemos ninguém, talvez seríamos perfeitos um para o outro e daríamos o amor que tanto não entendemos. Mas hoje nós dois seguimos nossas vidas, respeitamos nossos parceiros, e ambos resolvemos nunca mais entrar em contato.
Eu disse isso; já ele falou no silêncio. Nas desculpas por não ter percebido o quanto eu o amava, pediu perdão. Eu disse que não havia nada para perdoar e que desejava que ele fosse muito feliz em sua vida, porque ambos estamos sendo cuidados, e que assim permaneça.
Nunca mais chorei, nunca mais sofri, nunca mais pensei no que poderia ter sido. Escrever diretamente ao destinatário e abrir a alma me libertou. Nunca mais escrevi melancolias; hoje sou motivação. E, sim, ninguém esquece, a menos que soframos um colapso mental e percamos a memória. Mas a gente consegue, a partir disso, seguir a vida como se nunca tivesse se decepcionado durante todo esse tempo.
Espero que façam o mesmo e se libertem, deixando bem claro que já é passado e que tudo o que queriam era colocar para fora o que faz doer.
Eu demorei, mas demorei mesmo, daquele tipo de atraso emocional que não aparece no relógio, só no peito, para entender que o amor, às vezes, é uma espécie de teatro interno onde eu mesma escrevo o roteiro, dirijo a cena e ainda me emociono como se fosse tudo absolutamente real. E veja só, eu ganhando prêmio de melhor atriz de um relacionamento que só existia metade. Metade não, sejamos generosas, um terço… porque a outra parte estava ocupada demais colecionando aplausos em outros palcos.
É curioso como a memória tem esse talento meio cínico de selecionar cenas. Eu me lembro perfeitamente do momento em que disse “eu te amo” pela primeira vez, abraçada, chorando, como se estivesse entregando um pedaço de mim que não vinha com manual de devolução. Naquele instante, era verdadeiro. E isso ninguém tira de mim. O problema nunca foi o que eu senti, foi o que eu construí em cima disso. Eu não amei só uma pessoa, eu amei uma narrativa inteira, uma saga digna de várias temporadas, com direito a final feliz, trilha sonora e filhos correndo no quintal que só existia na minha cabeça.
Enquanto isso, ele… ah, ele era jovem, leve, solto, quase um turista emocional. Passava, olhava, sorria, colecionava experiências como quem junta figurinhas repetidas. E eu ali, me sentindo edição limitada. Olha a audácia da minha ilusão. Eu, que escrevia “bíblias” inteiras sobre um futuro compartilhado, enquanto ele mal lia o resumo da contracapa. Não era maldade, era descompasso. Eu estava vivendo um romance, ele estava vivendo um momento.
E o mais bonito e mais doloroso de admitir é que o meu amor era real, sim. Não foi mentira, não foi invenção no sentido vazio. Foi sentimento de verdade direcionado para uma história que eu amplifiquei além do que existia. É como plantar uma árvore num terreno que nunca foi seu e depois estranhar quando alguém constrói um muro ali. A culpa não é da árvore, nem da semente. Mas talvez da expectativa de que o mundo ia respeitar algo que só eu sabia que estava crescendo.
Hoje, quando eu olho para trás, não sinto mais aquela vontade desesperada de reescrever o passado. Eu olho com uma espécie de carinho maduro, quase irônico. Como quem vê uma versão mais jovem de si mesma acreditando que intensidade é sinônimo de reciprocidade. Não é. Intensidade é só intensidade. Amor mesmo precisa de resposta, de presença, de construção conjunta. Sozinha, eu não estava vivendo um amor, eu estava sustentando uma fantasia muito bem alimentada.
E tem uma liberdade silenciosa nisso tudo. Porque quando eu entendo que não perdi exatamente alguém, mas sim uma ideia, tudo muda de lugar dentro de mim. Eu não fui rejeitada como pessoa, eu só investi em algo que não tinha a mesma profundidade do outro lado. E isso não diminui quem eu sou. Pelo contrário, revela o quanto eu sou capaz de sentir, de me entregar, de criar. Só que agora, com um pequeno detalhe a mais: lucidez.
Eu continuo sendo essa mulher que sente muito, que escreve demais, que imagina futuros inteiros em segundos. Mas hoje eu aprendi a perguntar, antes de construir castelos: tem alguém aqui comigo levantando essas paredes, ou sou só eu decorando um espaço vazio?
Porque no fim das contas, o amor não pode ser uma medalha na estante de ninguém. Amor de verdade não se coleciona. Se vive, lado a lado. E se não for assim, eu prefiro a honestidade do vazio do que a ilusão confortável de uma história bonita que nunca saiu do papel.
Se você se reconheceu em algum pedaço disso, talvez seja hora de parar de reler capítulos antigos e começar a escrever algo novo.
Reflexão Psicanalítica
“O narcisista transforma a dependência emocional do outro em uma prisão silenciosa para mantê-lo refém da própria carência.”
@Suédnaa-Santos
A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.
Arquivar grupo não é falta de coragem.
É excesso de inteligência emocional.
Eu não devo resposta pra plateia.
Devo paz pra mim.
E paz não tem notificação.
Van Escher 🦁
“O Borderline não é excesso de drama; é uma dor emocional que ainda não encontrou um lugar seguro para se organizar.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A montanha-russa emocional do Borderline não é escolha; é um modo intenso de existir onde amor, medo e abandono se confundem.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A intensidade emocional não torna a pessoa fraca; revela uma alma que sente antes mesmo de conseguir se proteger.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A reconstrução emocional começa quando a pessoa deixa de ser vista apenas pelo caos da crise e passa a ser acolhida em sua humanidade inteira.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O cárcere emocional começa quando a pessoa já não sabe se fica por amor, por medo, por culpa ou por não lembrar mais quem era antes.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A função alfa é a delicadeza psíquica de transformar tempestade emocional em possibilidade de símbolo.”
Do livro Pensar é Sofrer — A Psicanálise do Indizível em Bion: Dor, Vínculo e Nascimento do Pensamento no Silêncio da Mente, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A infância não é apenas uma etapa do tempo; é o solo emocional onde o sujeito aprende se pode existir sem se defender o tempo inteiro.”
Do livro No Começo, o Afeto — Winnicott e as Raízes do Desenvolvimento Emocional, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O desafio da criança muitas vezes é a linguagem possível de um sistema emocional que ainda não aprendeu a se regular.”
Do livro TOD — Transtorno Opositivo Desafiador: Compreensão, Diagnóstico e Caminhos para o Equilíbrio, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
A Síndrome de Burnout, é um estado anormal de exaustão física, emocional e mental resultante de estresse crônico no trabalho. A meu ver, sempre está ligada a uma concorrência mental comparativa de resultados, com outros trabalhadores próximos ou familiares. Na verdade, não necessariamente que estes índices de produtividade, existam fisicamente fora do individuo que concorre. Em muitos casos, estes ícones de resultados profissionais, podem ter sidos mau interpretados, projetados e mesmo inventados como alto parâmetro de eficácia. Mesmo diante a exaustão, os sintomas incluem cansaço extremo, negatividade, isolamento social e baixa produtividade, o que agravam o quadro.
Se por um lado vem o emocional e te "retarda", do outro vem a razão e te joga na cara o que tu nunca deveria esquecer. Seja você, curta você, viva você, ame quem te ama, e bora viver. ;)
CRENÇA EMOCIONAL
Já ouvi dizer que não devemos criar expectativas,
Em relação ao comportamento das outras pessoas.
Então me responda: Porque elas são as primeiras a aparecerem?
O tempo que perdemos criando expectativas,
Seria muito mais bem gasto vivendo de realidade..
Viver de mentiras e suposições cansa!
Sou um oásis emocional, o fim da linha tênue, o inicio de um sonho que nunca terá um desfecho.Sou maleável, periódica, problemática, sou vestígios da felicidade, sou vestígios de vestígios, sempre classificada. Entendida, incompreendida. Sou sempre virgulas, nunca pontos. Uma eterna nostalgia, um eterno frenesi. Interprete da vida, antagonista dos momentos, exagerada, emotiva, similar, digna, inexistente. Hoje digo: Viverei o para sempre até amanhã, o eterno em um minuto. O junto separado, andarei sem sapatos, serei livre de mim mesma, esquecerei de toda a bagunça de toda a tristeza […] Serei maleável, periódica, serei vestígios da felicidade, serei classificada,serei a probabilidade de fazer alguém feliz.
Pessoas que tem estrutura emocional para esperar o tempo de Deus, tem estrutura para amar e ser feliz em todos os tempos
