Julgar os outros
As pessoas apontam os erros alheios, julgam as outras na tentativa de anular os erros que carregam, os fardos que lhes foi dado por um caráter falho. É fácil julgar a outra pessoa, assim não se sentirá errado sozinho. Por isso cada vez mais vemos pessoas que julgam a dor, os pecados, os fardos dos outros, é uma tentativa de anular a própria dor, ou mesmo torná-la mais aceitável.
Oferecer ajuda é atitude maravilhosa, louvável. Por outro lado, fazer por conta própria algo que julga ser a ajuda da qual o outro precisa é arriscar-se copiosamente. Cuidado com o ego!
Cada um por quem você passa enfrenta batalhas. Se você respeita as suas, respeite as dos outros também. Você nunca sabe a forma e o tamanho da dor que o outro carrega dentro de si.
A arte de se colocar no lugar do outro. Que bendita arte! Experimenta amigo. Verás que tornar-se-á um ser humano melhor, mais sociável, agradável e bem mais querido por todos. Fora que vai se eximir de julgar pessoas de maneira ferrenha e injusta.
Com o tempo aprendi que cobramos de mais dos outros. Não adianta querer que a outra pessoa seja ou aja como se passa na nossa cabeça. Isso não é nada além de uma ilusão. Cada pessoa tem seus valores,suas crenças,ética,morais,defeitos e qualidades. E antes de tudo ou qualquer coisa coloque na balança e pese o que vale mais. Se suas qualidades cobrirem seus defeitos então não vale apenas julgar, porque sim, sempre jugamos o próximo querendo ou não, parece ser uma mania ridícula dos seres humanos mas infelizmente todos somos assim. As pessoas que passam por nosso caminho são valiosas para nosso crescimento para podermos concluir essa nossa longa jornada sejam elas boas ou ruins.
Às vezes, a convivência nos leva a crer que conhecemos o outro o suficiente para o entender, algo que é verdadeiro até certo ponto, podendo às vezes conhecermos o outro melhor que ele mesmo e que nós mesmos. Porém, a arrogância humana nos leva a crer que conhecemos o outro totalmente e assim tomamos decisões erradas com base em nossos delírios sobre o outro. Mas claro que existem os ignorantes que, antes mesmo de conviver, acreditam conhecer o outro como a palma da mão.
"Eu aprendi que existem 3 lados no meio de uma discussão...
O lado de um, o lado do outro e o lado de quem está com a razão...
Então, gosto de ouvur primeiramente os dois lados antes de dar a minha opinião...
Pois de cabeça quente podemos cometer injustiça e até favorecer quem começou a confusão...
Então antes de julgar ou condenar, ouça e escolha a verdadeira versão."
Tem gente que subestima a capacidade dos outros porque conheceu algumas de suas deficiências e passa a prejulgar toda sua trajetória.
O costume de medir os outros com nossa régua nos faz esquecer que cada um tem sua maneira própria de ser e agir.
As vidas do alheio são como as águas do alto Mar, calmas para quem as observa. Mas, são turbulentas para quem as navega.
Aquele que enxerga qualidades no outro, é, inconscientemente, portador das mesmas. Aquele que só enxerga os defeitos, também.
Nós nos julgamos pelos nossos ideais, mas julgamos os outros pelas suas ações.
Nota: Acredita-se que o precursor do pensamento seja William Nevins, em 1836. Ele utilizou o termo “motivos”, em vez de “ideais”. Dwight Morrow e Harold Nicolson ajudaram a popularizar a expressão.
...MaisNão há como negar que nós somos, em algum grau, seres hipócritas. Não raramente condenamos os outros por ações que já cometemos ou que, em circunstâncias semelhantes, faríamos de maneira ainda mais condenável. Todos são hipócritas, alguns em maior medida, outros em menor.
Diante alguns casos pessoais dos outros que não conhecemos os fundamentos originais, os nossos longos comentários inoportunos valem ferro, umas poucas palavras valem prata e o nosso não julgamento e o silencio, valem ouro.
A condenação imposta aos outros após nossos julgamentos, tem mais influência negativa sobre quem julga, do que sobre quem é condenado.
