Julgar Alguém
Felicidade ou não!?
Sabe aquela sensação de estar com alguém que abraça suas ideias, sem julgar, sem censurar ou fazer piadas veladas? Sabe que fica do seu lado só pelo prazer de estar ali e sentir seu cheiro? Sabe quando você tem aquele apoio, aquela vontade de seguir? Sabe toda aquela idealização de um relacionamentos pleno e feliz?
Nossa! Deve ser mágico e sensacional, ter tudo isso e não ter medo de ser você mesmo.
Sabe quando você ganha o direito de julgar as atitudes de alguém? Quando você passa por tudo que ela passou, paga as contas dela, resolve os problemas dela e passa a sustentá-la
Somos tão estúpidos ao perder tempo a julgar alguém, sem compreender que o outro é único. Só poderíamos entender alguém, vivendo todas as suas experiências, mas temos a mania de os comparar connosco, sem lhes dar a liberdade de ser. E assim sem aceitação e respeito vive o mundo, começando pela família.
Não se deve julgar alguém à revelia sem, antes, se observar exaustivamente todas as circunstâncias singularidades do caso.
Todos cometem atos falhos, mas antes de condenar alguém, procure julgar da mesma proporção que é capaz de julgar a si mesmo; não seja hipócrita: Todos nesta vida, tem o seu dia de escorregão!
"Antes de julgar o fracasso de alguém, pergunte-se: o que eu fiz para ajudar essa pessoa a ter sucesso?"
Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.
Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.
Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.
E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.
A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.
Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.
Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.
No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.
Há uma estranha pressa em condenar.
Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.
Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.
Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.
A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.
Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.
E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.
Seria Humanamente Impossível julgar alguém com tanta facilidade e rigidez, sem togar-se da santidade moral fabricada.
Porque o julgamento apressado quase nunca nasce da justiça — nasce da necessidade de se sentir acima dos outros.
Quando a consciência não suporta o peso das próprias contradições, ela aprende um truque antigo: apontar para as falhas alheias com a solenidade de quem acredita estar se purificando.
É uma liturgia silenciosa, onde a toga não é de magistrado, mas de uma santidade improvisada.
Essa santidade, porém, não é virtude — é armadura.
Ela protege o indivíduo do incômodo de reconhecer que carrega dentro de si as mesmas podridões que condena nos outros.
Julgar com rigidez torna-se, então, um atalho psicológico: condena-se o outro para evitar o trabalho de compreender a própria humanidade.
Talvez por isso o tribunal moral seja sempre tão lotado e tão raso.
Ali, a pressa substitui a escuta, a certeza ocupa o lugar da dúvida, e a complexidade humana é reduzida a veredictos simples demais para serem honestos.
No fundo, quem se veste dessa santidade fabricada não se interessa na verdade sobre o outro, mas na absolvição de si mesmo.
Porque compreender exige humildade, enquanto julgar exige apenas um pedestal — e algumas pessoas passam a vida inteira acreditando que a altura do pedestal é prova de caráter, quando muitas vezes é apenas a distância que escolheram manter da própria consciência.
É tão fácil e simples julgar alguém precipitadamente. As pessoas, a grande maioria, têm em suas cabeças uma opinião já pré-definida. “Criam” com influência das crenças e da sociedade um modelo de “ser humano normal”. E tudo, que não se enquadre nos pré-requisitos, determinados por eles mesmos, tornam-se algo de outro mundo.
Apedrejam, humilham, e fazem inúmeras outras barbáries com uma pessoa que afirmam não ser do “bem”, pecaminosa, “estranha”. O que mais me revolta, é a incapacidade, que esses seres que se acham donos da verdade, têm de defender suas próprias acusações. Esses que julgam, não possuem uma opinião formada, guardam em suas mentes apenas fragmentos deixados por uma religião (de modo algum discrimino a religião, o homem precisa de uma para ter um compreensão maior sobre as coisas), costumes e valimentos de um povo totalmente preso a uma ideia. E quando, por ventura, receberes comentários como este citado acima, haja como um ser inteligente, pense no fato mais lógico e obvio “eles não têm nem argumentos para defender o que acusam, não sabem o que é direito ao certo, verídico, dizem isso por que já ouviram outros falarem, e não porque possuem uma opinião formada”. Então, simplesmente, os ignorem, eles são desprovidos de alegações e da capacidade de debaterem com sua forma de vida, seu jeito, seu pensar.
Alguém que sofre por você exatamente o que você sofre por outrem que você quer julgar como injusto. Mas então você também está sendo injusto
É muito fácil julgar uma atitude x ou y de alguém apenas porque não agiríamos da mesma forma. E as outras formas como agimos e que os outros também não agiriam? É impossível ser perfeita e agir com cada indivíduo da mesma forma como o tal age conosco. Nunca fui perfeita e nem pretendo ser. Mas sempre fui verdadeira... Se dou um xilique ou cometo algum ato infantil foi apenas meu coração gritando... Se eu não sentisse nada.. Ou apenas indiferença ficaria calada. O que seria pior? O que seria melhor? Ninguém pode ter essa certeza.
Se quer conhecer á alguém, permita antes conhecer a si mesmo. E se quer julgar á alguém, seja sábio, escolha julgar a si próprio.
Há mais valia em julgar alguém por seus atos do que pelo que você ver passar, isso nos deixa mais dignos para exigirmos respeito.
Antes de julgar ou falar mal de alguém, é necessário e justo, que avaliamos a nós mesmos, com o intuito de descobrir na verdade, quem é o errado na história
