Jardins e Flores de Amor
Um dos últimos românticos
Entre as luzes que cobrem o vale no meio da floresta reside um dos últimos românticos,
tocar tuas mãos e caminhar ao teu lado me dá a sensação de estar sendo levado ao paraíso,
nuvens de lágrimas gotejam do céu da felicidade e vêm quebrando o silêncio da saudade abalando a frequência da respiração de dois corações apaixonados,
eu perdoo o tempo por não ter me deixado te conhecer bem antes, eu compreendo os detalhes do destino pela demora dos nossos olhares não terem se encontrado antes,
acho que não é normal transformar o momento único do nosso primeiro encontro em uma necessidade para a vida toda, mas consigo conviver bem com essa minha realidade atual e tão vibrante,
No meio da floresta existe um vale cheio de luzes e essas luzes têm guiado naturalmente um dos últimos românticos aos caminhos do amor.
Esperando você
Há muitas flores, uma floresta virgem de cores vibrantes e montanhas,
Há muita beleza, uma vale e um lago refletindo o Céu,
Há muita esperança, um barco e uma casa no topo de uma colina,
Há uma reserva de amor, esperando você.
PrimaverAMAR
encantei-me com seu olhar,
vi flores no caminho
e imaginei o seu corpo
com um perfume peculiar...
é o cheiro do amor
que paira no ar...
é a primavera que acabou de chegar!
A Flor Sombria que Desperta na Fenda da Existência.
Há instantes em que a alma, surpreendida por um fulgor íntimo, compreende que a dor essa matéria austera e indomável não é apenas ruína, mas semente oculta em territórios onde a luz parece inapreensível. Nesse reconhecimento silencioso, o espírito percebe que o sofrimento, longe de ser mero martírio, opera como lapidário inexorável, desvelando zonas adormecidas da sensibilidade e convocando energias morais que, sem a fricção do padecimento, jamais emergiriam.
A angústia, quando atravessada com lucidez, gera uma espécie de clarividência crepuscular. Ela não redime por si mesma; contudo, instiga o sujeito a perscrutar regiões profundas do próprio ser, onde repousam conflitos ancestrais, expectativas mortas, culpas silenciosas e afetos soterrados. Nesse mergulho introspectivo, a consciência experimenta um choque ontológico: descobre que nenhuma dor é totalmente estéril quando o indivíduo se permite interpretá-la, enfrentá-la e integrá-la ao seu itinerário de aperfeiçoamento.
A dor, assim compreendida, não é finalidade, mas catalisadora. Ela convoca a renúncia do orgulho, a diluição das ilusões, a revisão dos apegos e a refundação das crenças que sustentam a identidade. Por vezes, aquele que sofre percebe que a existência não se estrutura sobre garantias, mas sobre travessias. A vida floresce precisamente no ponto em que o coração dilacerado renuncia ao desespero, mesmo que ainda sangrando, e aceita a possibilidade de uma nova tessitura interior.
O florescimento advindo da dor é discreto, quase clandestino. Ele se insinua no recolhimento, na maturação silenciosa, na sobriedade de quem já olhou o abismo sem ceder ao aniquilamento. A beleza desse processo não reside no sofrimento em si, mas na metamorfose ética que dele pode brotar: uma consciência mais compassiva, uma visão mais ampla do drama humano, uma humildade que não se submete à fragilidade, mas a transcende com extrema dignidade.
Assim, quando o espírito reconhece que algo vivo brota da zona sombria da experiência, não celebra a desventura, mas a capacidade humana de transmutar o indizível em significação. É nesse instante lúgubre e luminoso que a existência revela seu paradoxo mais profundo: o de permitir que, mesmo entre escombros emocionais, surja uma flor silenciosa, feita de resistência, entendimento e serenidade moral.
Sou a frondosa flor
Descoberta por você,
Com encantos esbanjados
Sonhadora e habilidosa
Escrita por você.
Com poemas ensinados,
Lascivos e desejosos,
Enamorados por você.
Eis a presa obediente
Encontrada por você,
Com doçuras entregues,
Carinhosas e cultivadas
Inteiras por você,
Destas doidas ânsias,
- impronunciáveis
Fazem desta imagem a tua
Desenhada ao teu gosto,
É meu o teu corpo
Sou o sagrado e o profano
Mito de sexo e de amor
Todos por ti incansáveis.
Guardada por um bravo
Vestido de armadura
Rosada e branca
Tingido de esperança,
Gentil sentinela
Que observa visitas tuas
Lá do alto da torre
Guarda a flor e o paraíso,
Preserva o quê é bonito
Segredo que te encanta,
E te faz perder o 'juízo'.
Se eu posso ser poesia:
- desabrocho em [flor]
Se eu posso ser tua:
- escrevo versos de amor.
Se eu posso ser fascínio:
- viro o melhor sabor
Se eu posso ser [rio]:
- deságuo no teu mar.
Se eu posso ser aurora:
- posso ser [poente]
Se eu posso ser noite:
- viro luzeiro presente.
Se eu posso ser tua:
- andarei nua no paraíso
Se eu posso ser mistério:
- viro logo um mar feitiço.
Porque me deito em ti
Meu sonho de amor,
És meu solo sagrado.
Aprecio tudo o quê te atrai,
O quê perfuma o ar...,
Aprecio tudo o quê te traga,
Transformando em contentamento:
as manhãs, tardes, noites
Transformando a madrugada
em poesia de versos esplêndidos,
Cintilando em cada um o romantismo
Puro, sublime e necessário;
Que me torne a mulher do teu agrado.
Existem primaveras inexplicáveis,
Algumas surgem [lentamente...,
Outras florescem surpreendentes,
Primaveras inevitáveis como a nossa
Jamais passarão [ignoradas...,
Perfeitamente reunidas hão de escrever
Muitas histórias inevitáveis,
Feitas de coragens e de [futuro];
Nós dois queremos um amor seguro.
Sentinelas do mesmo caminho,
Cantando a mesma canção,
Composição de amor infinito,
Celebrando a festa da paixão.
Poemas do mesmo continente,
Declamados no mesmo lugar,
Juras além da terra e do mar.
Delícias de uma paixão caliente,
Surgidas de um cupido levado,
Que nos flechou encantadoramente.
Cai solene a chuva fina,
Escrevo como quem furta
As flores das casas alheias,
- apoiadas nas cercas
Pulando todos os muros,
Escrevo para roubar corações.
Tenho orgulho deste par de olhos,
Que glorificam as alturas,
Desabrochando todas as ternuras
À procura de mais de mil revoluções!
Sai infrene a letra delfina,
Escrevendo como quem reza
Pelos poetas perseguidos,
Pelos que foram exilados
Pela eliminação sutil;
Para que jamais se finde a primavera.
Tenho loucura pelo teu perfume,
Que brindou o meu caminho,
Dissipando as minhas trevas,
Por você sou água, fogo, ar e terra.
Ai, perene desatino!
Escrevo como quem espera
Os teus beijos de ouro
As flores se abrem como oráculos,
Ainda o céu há de testemunhar:
O mais luminoso de todos os espetáculos.
Você previu a minha solidão,
Sou flor solar perdida na duna,
Em busca do teu lindo coração.
Não te acho porque livre não estás,
Estás confinado numa prisão,
Decepcionado com a minha decisão.
Você previu a minha infelicidade,
Pela minha falta de coragem,
De não ter mergulhado de cabeça
Nos braços do amor, nossa eternidade.
Você no fundo me conhecia
Melhor do que eu mesma;
Que na verdade, sempre fui poesia.
Não te encontro, porque me perdi,
Estou confinada nas letras,
E aprisionada na minha ideologia
- demagogia -
Eu deveria ter feito tantas coisas,
Mas não fiz, descumpri e me prendi.
Eu sou o caso mais complicado,
Que vi nesta vida,
Sou a 'tal mosca na sopa',
O 'dedo na ferida',
Sou ferida que não sara,
Dor que não para,
Ferida que não cicatriza,
Poesia que anarquiza,
Chave que liberta,
Loucura sem cura,
Amor que não passa,
Fera que reage mesmo ferida,
Um dia farei-me libertada,
Para de vez libertá-lo;
E resguardados do mundo,
Recuperarmos o nosso projeto
De viver de amor a cada segundo.
Abraça toda a poesia do mundo,
Longe de você vivo em vero luto.
Palmilha a estrada florida,
Para que voltes a fazer parte da vida.
Entende os caminhos que fiz,
Perdoa-me... Eu te fiz infeliz.
Agarra a felicidade, ela voltou,
Para ti que tanto me amou...
Esqueça o que passou, esqueça;
Opte pela estrada cor de violeta.
Escute tudo o que tenho para falar,
Perdoa-me... Aprendi o quê é amar.
No jardim do amor, doce humildade,
As estrelas preparam a estrada,
Para que a eternidade de amar encontre
O lugar que pertence e não seja abandonada.
Entenda, ao menos me ouça:
Fiz o quê ninguém fez ou ousa...
Ninguém ama sozinho,
Esteja bem certo disso.
Procuro a tua libertação,
Que é mais minha do que tua;
Nas letras e nas brumas da Lua.
Estenda além do conceito,
O amor nada tem de estreito...
Quando se ama espera,
Perdoa até o quê magoa.
A distância supera,
A alma se entrega
E alimenta-se de toda a poesia.
Nunca vi flores tão bonitas,
- todas bem perfeitas
Lindas flores infinitas,
- super perfumadas
Pareciam até pintadas!
Todas muito bem nascidas
Na cidade de Colinas;
Rodeada por cursos d'água,
Coroadas por cascatas,
Todas bem regadas!
Sim, nestes versos inventados,
Bem intencionados,
Para arrancar das colinas,
Mil sorrisos,
Para semear felicidade
No meu canteiro.
Se um dia eu vier ao encontro
Do teu povo,
Da tua cidade que é um jardim,
Eu seja reconhecida
Não como uma simples turista;
Mas como alguém que ama,
A sua gente e a sua cidade
Ainda quando os conhecia
Nos campos de flores e da poesia.
As flores sobre o asfalto,
- suspiram
As emoções ao alto,
- inspiram
Multicores descrevem:
os amores secretos,
e os desejos indiscretos.
Em versos sinceros,
- imensuráveis
Não menos belos,
Censuráveis por uns,
- admiráveis
Por alguns...,
Curvados as boas letras
Para que não te esqueças.
Porque me descortinas,
Danço no meio da neblina,
Faço propositalmente rimas,
Canto de menina,
Bordado de senhora,
Cuidado de poetisa,
Passo de dançarina,
Sono de musa repousado
Desdobrado sobre as colinas.
As emoções são como flores,
Não permita que arranquem:
as suas pétalas
Viva imensamente o seu jardim,
Não cale a sua vida interior, enfim.
Não deixe que te governem,
Tome as rédeas da tua vida,
Não existe alma garrida
Estando ela em companhia de Deus;
Não se iluda com falsas promessas,
Viva intensamente em suas terras:
serenamente, silencie a sua mente.
Existem aqueles que oferecem
- conflitos -
Para sair no final da história
como heróis;
No fundo não passam de bandidos
Para fazer de um país um celeiro
de oprimidos;
Enganando-os que tudo se encontra
- resolvido -
Um verdadeiro oceano de ressequidos.
Não deixe que te desgovernem,
Sê senhor de si mesmo,
Enfrente a realidade,
Fuja da alienação e da maldade,
Pare para pensar em silêncio,
Apazigue o coração e o pensamento,
Para depois não haver lamento,
Não te leves por qualquer onda,
Elas são agéis e te pegam,
E quando menos você imagina:
aí já foi tarde!
Estarás agarrado com a barafunda,
Casado com a Ditadura,
E completamente perdido na noite escura.
Nesta vida nem tudo são [flores,
Quem não sabe, é porque nunca
viveu para morrer de [amores.
Edênica e suave [sensação,
Inteira e com toda a emoção
Para ser tua de todo o [coração.
Nesta vida nada é [impossível,
Mas tudo é possível...,
amar você sempre será [incrível.
Galgo o azul celeste das [hortênsias,
Peço a bençãos dos céus
Afastando o amor das [dolências.
Nesta vida há de sermos [prevenidos,
Cuidando para proteger o amor
de todos os mil [perigos...
Sob a égide da nossa [certeza,
Confiamos no amor em pureza
Sobre a nossa íntima [beleza...
.
Sou um ramo em flor
- sobre a pastagem -
Sobejamente tu me pegas
E coloca-me em destaque
Levando-me sob as tuas regras
É desse jeito que tu me carregas.
Dou um não ao que me afasta
- fujo da tempestade -
Serenamente tu me recebes
E sacia-me como a chuva
Mansa ao teu apelo,
É desse jeito que te recebo.
Vou ao teu encontro
Como a flor desabrochada,
Sedenta e paciente
Para que a chuva caia,
Alimentando a possibilidade
Da semente do amor ser fecundada.
No meu peito eclode solar,
Um mistério brilha o olhar,
Longe de tudo e do mundo,
É floração casta a desabrochar.
Livre do despautério alheio,
É leveza de ser e de viver,
É certeza de amar e querer,
É fortaleza sem tabu e receio.
Como é bom te rever no seio,
Revelado melhor ainda será:
amíúde e bem devagar
Sem pressa de nos desfrutar.
Nada ameaça a primavera,
Mesmo aquela adormecida,
- É primavera tímida,
Delicada, poética e dourada.
Livre como um passarinho,
O coração sem noção de perigo,
- Pedindo carinho e abrigo.
Suave como uma borboleta,
O coração segue a mística,
Sempre com certeza crística.
Sinceras centelhas de luz,
Poesias de minha coragem,
Que levam ao mundo beleza,
E dão sentido à paisagem,
Flutuam, vão e e nos veem;
Frutos dessa minha fantasia
Carinhosa e estrondosa,
- acólita e recólita
Crente e indecifrável,
Coisa de quem escreve para si,
- sonhando viver para ti
Divagações amenas, apenas.
Magnífica floração surgida,
Do teu doce encanto ungida,
Maravilhosa imensidade,
Do teu coração oceano
E da tua amorosa bondade.
Esta divina e serena presença,
Sempiterna claridade,
Repleta de amor e majestade,
Dedico a minha ternura
E a minha fidelidade.
A flor do hibisco que saúda,
O vento do litoral que brinda,
A paixão eterna e purpúrea,
A Natureza sempre é elixir,
É a vida que salta e sinaliza
À despertar, amar e sentir.
A flor do hibisco brilha,
E aos olhos encanta
Com corporificada ousadia,
E coragem acalentadora
No outono que não se encerra,
É a própria primavera!
A flor do hibisco é sinal
De que também pode como a rosa
Ser tão bela e tão poética;
E assim sendo sinestésica
- magnética
No jardim do amor, perpétua.
Ressurgida deusa misteriosa,
Atraída pelo entardecer,
E colocando-me a postos,
Sempre a tua espera,
Querendo nos teus braços
Estremecer e te pertencer...
Não há alegria
mais encantadora,
De encontrar a
linda surpresa,
- as mais belas flores -
Que deixaste sobre
a minha mesa.
Um gesto tão simples,
tão suave,
Manifestação
de amor,
- cavalheirismo
embelezador
Carinhoso e provocador.
Desses meus
versos femininos,
Que clamam
pela tua presença,
Eternizam-na
com a crença
De ser amada
por você.
A tua alegria
é a minha,
Próxima
e distante,
Mas sempre
próximos
Com a mesma
alegria...
Modesta flor em tuas mãos,
Não menos delicada,
Não menos flor,
- maravilhada
De tanto amor,
Desabrochando em esplendor.
Eflorescida do teu sorriso,
Preciso do teu colo,
Do teu gozo,
Do teu mimo,
Do teu carinho,
É do teu amor que eu preciso.
Eu apenas escrevo,
O poeta é você,
Que sente e me cativa,
E sobretudo sente,
Não existe coisa melhor
Na vida de toda a gente.
Deslumbrante afeto púrpura,
Que esbanja ternura,
Doação de doçura,
Canto, sossego e riso,
És o meu paraíso,
Guardião do nosso templo,
Berço de nosso sentimento,
- indivisível -
Dádiva celeste e incrível.
Feito a palha que procura pelo fogo,
Feito a abelha desejando a flor,
Eu sei de tudo! Queres além do firmamento,
Aspiras todos os meus beijos e o meu amor.
Com a mesma graça da borboleta,
Ardendo como fogueira,
Orgulho dessa paz que me faz tua,
Fonte que esbanja, e sabe ser serena.
Florida , invicta e encantada,
Estou a tua espera,
Aguardando por uma investida tua,
Não tenho cheiro da liberdade,
Eu sou a liberdade,
Sei que procuras pelo meu amor.
Eu tenho um corpo que te inebria,
Um sorriso que te ilumina,
O carinho na dose certa,
A gentileza que te afaga,
Sou a presença que não se acaba,
Surgi para ser a tua amada,
Eu sou presença que se faz estrelada.
Tu me procuras porque além das doçuras,
Também possuo loucuras santas,
No fundo as minhas asas de anjo vem da alma,
Tenho calma para ler a tua palma,
Eu sou cigana.
