Jardins e Flores de Amor
Era uma linda história de uma flor e um beija-flor.
Os dois até se casou.
Queriam viver uma história de amor.
O pequeno beija-flor se descuidou.
Não cuidouda da sua flor.
Então derrepente murchou.
Ela está partindo que dor!
Em cada riso teu, há um verso que se desenrola, uma rima que floresce em meio à simplicidade do cotidiano. Tua risada é um poema que não precisa de palavras, uma obra-prima orquestrada pelo sopro do afeto, tocando as cordas mais sensíveis da minha alma.
Apaixonadamente, persigo cada sorriso teu como um pintor busca capturar a luz perfeita, como um poeta sonha com a metáfora definitiva. Nas entrelinhas do teu riso, descubro os segredos mais doces da felicidade; um universo de cores explode em esplendor, pintando o céu cinzento com pinceladas de esperança e alegria.
Teu riso é a melodia que embala meus dias, a canção que transforma o mundano em mágico, o simples em sublime. Nele, cada nota vibra com a pureza de um amor sincero, cada gargalhada é um convite para dançar sob o ritmo do nosso encantamento compartilhado.
Quero ser eternamente o artesão das tuas alegrias, o poeta de teus sorrisos, compondo na cadência do nosso amor versos que celebrem a beleza do teu riso. Pois em cada risada tua, o mundo se reescreve mais bonito, e eu, eternamente cativo desse som, encontro o verdadeiro significado de amar.
Na dança do vento, a sabedoria flui,
Como o rio que abraça a terra mãe.
Nos cantos da floresta, a verdade se insinua,
E a lua nos sussurra os segredos antigos.
O coração do xamã bate no compasso da vida,
Conectado ao espírito da natureza.
Cada folha, cada pedra, uma história a contar,
E nos olhos do próximo, refletimos nossa alma.
O amor é a chama que ilumina o caminho,
Uma estrela guia na noite escura.
Nas sombras das montanhas, encontramos nossa força,
E na brisa suave, a paz de ser.
Abraça o irmão, como o sol abraça o dia,
Com generosidade e calor infinito.
Aprende com os anciãos, a teia do tempo,
Onde cada fio é entrelaçado com sabedoria.
Somos todos parte do grande círculo,
Unidos pela terra, pelo céu e pelo mar.
Escuta o sussurro da natureza, o conselho ancestral,
E encontra em teu coração o verdadeiro lar.
"Foste Flor"
Foste flor. Mostraste as pétalas antes não desabrochadas. Transformaste as manhãs sem cheiro em perfumados amanheceres ajaezados. Amanheceres adornados pelo cheiro que tu exalavas, e embelezados pelo encanto que tu tinhas. Cada movimento teu era como o balançar sutil de uma pétala ao vento, e cada palavra que dizias florescia no ar, como se brotasse de um campo imenso de vida. Não havia jardim mais bonito do que aquele que os teus gestos criavam, porque em ti havia o poder de dar cor ao que antes era apenas paisagem apagada, de trazer à vida o que estava em estado de decesso.
Houve um tempo em que tu ainda te escondias, retraída, talvez com medo de revelar tua plenitude, mas aos poucos foste se permitindo abrir. Primeiro, o caule cresceu firme, e logo as folhas começaram a mostrar o verde que nunca se imaginava tão intenso. Mas as pétalas, ah, essas guardaste por mais tempo. Eram tuas, preciosas, e não se mostrariam para qualquer um. Até que chegou o momento, e no teu próprio tempo, uma a uma, elas foram surgindo. Delicadas, vibrantes, frágeis e ao mesmo tempo resistentes.
Recordo-me do instante em que percebi que já não havia volta. Não mais eras botão, mas uma flor em pleno vigor. E o mundo parecia mais bonito com tua presença, como se todo o resto ganhasse um significado mais profundo, mais verdadeiro. Caminhar ao teu lado, nesses dias, era como passear por um campo repleto de perfumes suaves e tons infinitos. Havia uma alegria que transcendia, que nos tocava de um modo único, mesmo nas coisas simples. O brilho do sol tinha outro tom, o vento soprava com uma leveza nova. O próprio tempo parecia moldar-se ao ritmo dos teus passos.
Quantas vezes desejei que aquele instante nunca acabasse, que aquele florescer fosse eterno. Como se o próprio universo, em sua imensidão, se dobrasse ao teu redor, reconhecendo em ti uma força que não era visível aos olhos desatentos. Não, tu não foste uma flor qualquer. Teu florescer foi um marco, um ponto de virada para todos os que tiveram a honra de te contemplar.
Havia algo em ti que não se podia descrever facilmente, como se cada gesto teu fosse impregnado de um significado que ultrapassava as palavras. Foste flor, mas não qualquer flor. Foste aquela que, em meio à secura, encontrou força para desabrochar. E não o fizeste apenas para ti mesma. Cada pétala tua era uma dádiva para os que te cercavam. Era como se, ao abrir-se, também revelasses o caminho para outros seguirem.
Eu, que te observava de perto, sabia que havia muito mais em ti do que a simples beleza. O perfume que exalavas era apenas um reflexo daquilo que carregavas dentro de ti: uma essência rara, quase intangível, mas que se manifestava em cada olhar, em cada gesto. E o mundo, por mais que tentasse, nunca poderia capturar completamente o que significava teu florescer.
Agora, ao rememorar esses dias, percebo que foste mais do que uma simples flor. Foste a estação inteira. A primavera em sua plenitude, e não apenas por causa das cores que trazias. Não, era a renovação que tu simbolizavas. A certeza de que, mesmo depois dos invernos mais rigorosos, há sempre algo novo pronto para surgir. E, de fato, surgiste. Com uma delicadeza que só quem conhece as durezas da vida pode ter. Foste forte na fragilidade, e tua beleza residia justamente nesse equilíbrio.
Sinto que, ao te recordar, revivo cada detalhe daquele tempo. Os dias corriam de um jeito diferente, como se, ao teu lado, o ponteiro do relógio tivesse outra função. E as horas, tão fugazes para tantos, pareciam se expandir, como se quisessem prolongar a experiência de estar contigo. Cada segundo era vivido com intensidade, mas pacientemente. Porque, no fundo, sabíamos que o tempo, contigo, não se media em minutos ou horas, mas em momentos. Momentos que, mesmo breves, carregavam uma eternidade dentro de si.
Hoje, quando penso em ti, é impossível não pensar no que teu florescer significou para mim. Não foste apenas uma presença que passou; foste a transformação. E agora, embora o tempo tenha avançado, o que deixaste continua aqui, como uma marca inextinguível. Teu perfume, embora sutil, ainda está no ar, lembrando-me de que há coisas que o tempo não consegue apagar.
E assim, foste flor. Uma flor que não apenas enfeitou os dias, mas os transformou. Foste luz, cor, perfume e, acima de tudo, foste o renascer de algo maior do que nós mesmos. E, por isso, permaneces viva, mesmo que os dias de florescer tenham ficado para trás. O que plantaste em mim e nos outros jamais será esquecido. Porque, ao desabrochar, ensinaste-nos o que é viver plenamente, e isso, por mais que o tempo avance, não se perde. Foste flor, e isso é tudo o que se precisa saber.
Na Simplicidade
É na simplicidade que a vida floresce,
onde o brilho do sol toca o amanhecer,
nos gestos pequenos que ninguém esquece,
e no silêncio que nos deixa entender.
Não é na grandeza que mora a verdade,
mas no instante breve que passa e fica:
o vento dançando na tarde,
o riso espontâneo que não se explica.
É na folha caída, no voo do pássaro,
no cheiro da chuva que toca o chão,
na criança que ri de um mundo raso,
e no calor sutil de um aperto de mão.
Essência não é ter, mas sentir,
é viver sem peso, é olhar com o coração.
Quem busca o simples aprende a existir,
e encontra o infinito na palma da mão.
Chama-me
flor luminosa, cheia
de azul e verde, o ventre
criador de poemas, de sol, de
luzes, a rosa que respira... amor.
A flor Maria nos trouxe alegria.
Passeando por aí, avistei uma linda flor
A acolhe para mim, a chamo de Maria a mais singela agora flor do meu jardim.
María nome de rainha, a pura essência da poesia.
Trouxe -se me tanta alegria , tens uma beleza que irradia. Como o Sol aquece e ilumina.
Tua sabedoria é o que me guia.
Faz tudo na vida com maestria , encara os desafios do destino com ousadia
Mulher guerreira só podia ser Maria.
Gosta de viver com simplicidade para suas sementes transmite calmaria, os ramos de tranquilidade.
Graças mãe Maria a paz te dou
Irmã em Cristo
Maria mãe do verbo amor.
Oh linda Maria como um raio de Deus vem descendo do céu a inspiração.
Quão bendita és tão
Amável coração.
Com os cravos formou família
Perto das rosas logo construiu uma casinha, um palácio que brilha, e não há melhor lugar do que este lar, onde vivi ao lado de duas cantarolar andorinhas.
O TEMPO POR NADA ESPERA
Mal vemos o desabrochar da flor e tão rápido ela perde sua cor.
Quase não vemos o sol nascer, tampouco ele se pôr.
Quanto tempo será que ainda temos pra sentir amor?
Mal derrama-se a lágrima da felicidade e muitas vezes chega a que vem com a dor.
Quanto tempo mais, vamos esperar pra sentir amor?
Querida, escute as palavras que vou dizer,
Sinta a sinceridade que em mim faz florescer.
Eu sei que te decepcionei uma vez, é verdade,
Mas meu amor por você não perdeu sua intensidade.
A força da simplicidade
Quando as primeiras luzes do dia começaram a banhar o solo, a flor é alimentada pelos céus na chegada da alvorada, 'que alegria', pensou ela. Era doida de amores pela vida, entre o frio da madrugada e a nova alvorada, voou, e nos seus últimos suspiros dizia - 'que alegria.'
Oh, Bea, luz radiante do meu ser,
Em mares digitais, teu encanto a florescer,
Com um toque de palavras, com um doce olhar,
Fez-se minha alma, como à Lua, a encantar.
Teu jeito de tratar, com a graça do luar,
Fez meu coração dançar, como folhas ao vento a bailar.
Teu riso é melodia, suave em meu ouvido soa,
Na dança dos sentimentos, tua voz é a que entoa.
Em um breve instante, um amor despontou,
Entre risos e confidências, em ti eu me encontrei, amor.
Mas, oh destino cruel, como um jogo de azar,
A revelação do teu passado fez meu mundo parar.
Grávida de outro, e, oh, que confusão!
Um sopro de alegria e um peso no coração,
O amor se misturou com o medo de te perder,
Mas Deus, em sua sabedoria, sabe o que fazer.
Aguardo, com paciência, um amigo a ser,
Com esperança no peito, que um dia, quem sabe, ao amanhecer,
Te serei o homem, o amor que esperou,
Mesmo que nesta vida, ou noutra, eu te amarei, meu amor.
Então fique sabendo, minha amada Bea,
Que, por ti, eu esperarei, como um rio que flui sem fúria.
No sussurro da brisa, em cada raio de sol,
Meu amor por ti viverá, como um eterno farol.
Sim, amo cartas escritas a mão, boquê de flores sem datas especiais, jantar a luz de vela sendo só vinho e macarrão, e aquele desenho bobo passando na tv, respiração sobre meu peito, meus dedos entre cabelos, e um sorriso de canto pra agradecer aos céus, isso me faria tão imensamente feliz, e tão igualmente idiota por querer.
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Como tenho saudades daquele banco de jardim.
Será que você se lembra como eu?
Não importa, são minhas recordações...
Recordações de nós dois.
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Tc.05042025/050
A florada de outono.
Ah! Aquela flor, dentre todas foi a mais especial, com um aroma sem igual.
Quando não vejo ela dentre todas as outras, sinto um diferencial, diferencial que eu chamaria de algo sem igual, como uma coisa que me deixa passando mal, que, ao mesmo tempo faz-me sentir um líquido lacrimal.
Lembro-me de seu rosto perto do meu, de seus braços me aquecendo como uma mãe acaricia sua vida. Quando ela se foi, senti-me num breu e ao momento que fui percebendo dei-me conta que nada passou de uma lembrança atrevida.
Se fosse para eu descrever ela, diria que seria uma margarida, como daquelas que não vemos em qualquer lugar, afinal, ela carrega aquele aroma sem igual, lembrando-me sempre que quando não a vejo, dói me a ferida.
Neste momento, estou a lembrar-me deste grande amor, que por não tê-la dito o que eu sentia, deixei a ir. Quando me lembro do que deixei acontecer, só consigo sentir dor, porque afinal de contas, não é todo dia que perdemos uma flor que estava por florescer, essa flor só pode receber um nome, Amor.
Às vezes, é melhor uma flor ser arrancada enquanto ainda é viva, do que ser esquecida e murchar com o tempo.
