Jardim das-Borboletas
As flores da vida
Cada momento que vivemos são flores
Que enfeitam o imenso jardim da vida
Essas flores trazem amigos e trazem amores
E esses nos trazem sentido, e dão gosto aos nossos sabores
Há algum tempo eu cultivava um jardim de hortências e açucenas
Que significam frieza e angustia serena
Foi quando você apareceu delicada
Como brinco-de-princesa dourada
Trouxe um cesto de flores pra mim
Tinha alfazema tinha alecrim
Que significam calma e coragem sem fim
Por você eu criei o maior jardim que já havia feito
E decorei seus canteiros com margaridas e amor perfeito
Então veio uma grande tempestade
Que transformou o nosso amor em amizade
Das poucas margaridas que sobraram
Fiz bem e mal me quer até a última pétala cair
Mas e o amor perfeito?
Esse eu combinei com a amizade que ficou em mim
E rebatizei-lhe com o nome de amor sem fim.
Talvez um dia possamos caminhar pelas belas flores do jardim.
Talvez um dia possamos olhar para o sol e apenas sorrir, talvez, quem sabe, possamos ali estar,
no maior sonho, naquele mais irreal, talvez possamos dezenas de vezes nos abraçar, centenas de vezes nos tocar,
quem sabe um dia possamos sentar Áquele banco da praça, fechar os olhos, e ao abrir estarmos no paraiso,
quem sabe um dia, quando toda a imaginação se tornar real, possamos ao menos um dia estar um ao lado do outro,
ou nos conhecer, podemos pensar que pelo menos tudo sera verdade, assim viver em plena felicidade.
Endereço
Minha casa é um recanto do mundo
a doze passos do coração.
É horta fértil, jardim fecundo,
pelos Campos do Mourão.
Minha casa é colo e cafuné,
é cheiro de mate e pão caseiro,
é força e vida, vigor e fé
que canta o sino de Engenheiro.
Minha casa é abraço apertado
onde a Gralha Azul fez ninho.
É beijo tímido, apaixonado
nos cafezais de Sertãozinho.
Minha casa é floresta que se avista
da janela velha rindo à toa.
É semente nova que o altruísta
acomoda e rega em terra boa.
Minha casa é pinheiro, é cipestre
que penumbra, em trilha oportuna,
os tapetes do ipê roxo, flor silvestre
nas calçadas de Araruna.
Minha casa tem gosto de Carneiro ao Vinho,
Sabor sagrado, segredo sangrado no sul.
É terra rubra que pinta o pé pelo caminho,
é sossego, saudade e sol. É Peabiru.
Te darei as belas flores, que em um jardim não são plantadas, te darei a minha alma que jamais foi tocada.
O meu rico coração
é como um jardim bem florido
tem de tudo, até espinho,
num cantinho, um beija-flor.
Pra ti, um lugar certinho,
onde guardo, escondidinho
todo o meu sincero amor.
Nele, as mais belas rosas,
de todas, as mais cheirosas,
que nem as moças formosas
conseguem juntar tanta flor.
Fiz pra ti esse versinho,
pra te dizer, com amor,
que você é meu benzinho
e que te espero ansiosa -
nao secarei, como a rosa
nem murcharei, como a flor.
Encontrei uma linda rosa em um jardim...
Essa rosa possuia sim espinhos...
Como as demais que lá estavam...
Porém sua beleza e seu perfume...
ultrapassavam a dor...
Que o espinho causava...
Encontro
A casa estava vazia
Sozinha, caminhando pelo jardim
Fui ao encontro da paz
Fugi para dentro de mim
Pensamentos agitados
Como as ondas do mar
Não era eu
Não era nada
Inebriada pelo jasmim
Corri para a calçada
Não era eu
Não era nada
Retornei para a casa
A paz estava ali.
Sonhei!Sonhei com todos e tudo.E em meus sonhos nao vi mar sem agua,jardim sem flores,arco-iris sem cor,sol sem brilho,amor sem paixao,beijo sem desejo,pois eu nao posso viver sem voce...
Meu jardim de saudades
Verde catedral marinha
E cuja reza caminha
Pelas roboantes naves.
Ai flores do verde pinho
Dizei que novas sabedes
Da minha alma cujas sedes
M'a perderam no caminho.
Revejo-te e venho exangue,
Acolhe-me com piedade
Longo jardim da saudade
Que me puseste no sangue.
Ai flores do verde ramo
Dizei que novas sabedes
Da minha alma cujas sedes
M'alongaram do que eu amo.
A tua alma em mim existe
E anda no aroma das flores
Que te falam dos amores
De tudo o que lindo e triste.
A tua alma com carinho
Eu guardo-a e deito-a a cantar
Das flores do verde pinho
quelas ondas do mar.
Ai flores do verde ramo
Dizei que novas sabedes
Da minha alma cujas sedes
M'alongaram do que eu amo.
No coração do jardim um lago oculta meu espirito,
pois ele não poderia confessar o crime...
Os ventos jamais permitiram que suas águas
fossem calmas desde então...
Um lago de águas revoltas,
onde o brilho das pedras torna a sua
superfície em um espelho,
uma forma de ocultar minha face desfalecida
em seu coração...
O inverno chegou e a juventude fugiu da paisagem,
e minha áurea pálida trouxe a neve
até congelar toda o cenário...
Neste jardim os pássaros cantam tristes agora,
aqui onde a serpente jamais rastejou até ser lançada ao pó.
Aqui onde nenhuma ave de rapina fez seu ninho
até a chegada da escuridão...
Onde o cervo jamais havia conhecido o medo,
até o momento em que do coração da caverna rugiu o chacal...
E eu me tornei um espirito das águas,
inanimado entre as memórias que ficaram no reflexo
que me devoraram fazendo de min seu coração.
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