Irmaos que Moram longe
Você é a razão do meu sorriso mesmo você estando longe você esta perto até porque distancia separa corpos, mas não dois corações apaixonados. Se algum dia perto de mim você estiver feliz vou ficar, pois estar com você é o que eu sempre sonhei.
MARUJO
Ouço teu grito ao longe!
Olho! Na penumbra, te vejo!
Oh! Marujo dos meus sonhos,
Quem tu és na realidade?
Busco em ti o amor e o sonho...
Será que tu podes me dar?
Penso...Não sei...
Porque tu te escondes no mistério?
A bruma ao teu redor aumenta...
Teus gritos, outrora, audíveis,
Agora...Quase inaudíveis, o são...
Tu te afastas!
Teu navio desaparece...
Só o que resta, é o olhar...
O meu olhar,
Na névoa!
Enquanto a tarde ia morrendo aos poucos, ao longe eu te via, remando mar afora. Naquele instante eu já sabia, era o fim de uma história que jamais existiria.
Eu sento à beira da praia dos seus olhos, incontáveis vezes, perto ou longe de você, só pra apreciar de novo...
Assim como se conquistam, se perdem os amigos.
Amigos,
Quando estamos longe, não quer dizer que os esquecemos, sempre os levamos no coração.
Quando os ignoramos, quer dizer que nada significam, que não possuem valor.
Guardem seus amigos como jóias, o valor é igual quando usadas em uma festa ou guardadas no fundo de uma gaveta.
É melhor ter você longe de mim, do que ao meu lado fazendo eu acreditar que gostas de mim, é até menos doloroso, assim a esperança desaparece de vez.
Voar
voar pra dentro de si mesmo
voar pra longe do seu eu
voar como quem quer partir..
voar como quem quer chegar...
vôos razantes na essência do ser
vôos distantes das misérias humanas.
Voando leve como as borboletas
voando veloz como os gaviões
De flor em flor, com o beija-flor
solitário como as águias
Voar em busca dos verões como as andorinhas
Voar sem asas no inverno dos pinguins.
Voando em conjunto com as abelhas
e em vôo suicida do zangão.
Voando errante
até que nos recolham as asas.
Ficam longe da Eucaristia e da oração, porque não querem
reconhecer que a Eucaristia É A CARNE DO NOSSO SALVADOR,
Jesus Cristo, a qual padeceu pelos nossos pecados
e a qual o Pai, na sua bondade, ressuscitou.
Estes, que negam o dom de Deus, encontram
a morte na mesma contestação deles.
Eu estava feliz,
Voando bem longe.
Mas alguém me pôs meus pés no chão.
Agora estou aqui,
Infeliz com si própria!
“Sempre que fores parti para longe de mim… lembre-se que não é porque a distancia nos separou que o meu amor acabo.”
Era assim... ele não a conhecia, mas a olhava de longe. Ela já sabia quem ele era, mas desviava o olhar. Ele sabia que ela era intocável, inatingível e talvez por isso a desejava tanto. Ela sabia que ele era popular e havia tido provas suficientes para apenas um dia. Ele ansiava saber seu nome. Ela teimava em manter-se “invisível”. Ele era persistente. Ela era reticente. E por mais que ambos ao seu peculiar modo evitassem, de alguma forma qualquer tipo de contato mais pessoal, nenhum dos dois conseguia esconder o que realmente esperavam um do outro. Ela esperava que ele parasse de ser tão chamativo. Ele esperava que ela visse nele o que todos viam. Ela via nele o que todos viam, mas talvez ele não entendesse realmente o que ela via nele. Ele esperava que ela se mostrasse um pouco mais, assim ele não teria receio de lhe tocar o rosto. Ela tinha um rosto de boneca, daquelas produzida sob o mais fino trato. Ele tinha aquela barba por fazer e carregava sempre um sorriso sacana em seu rosto. Ela, mesmo contrária a suas pretensões, amava a forma como ele não se preocupava com o mundo a sua volta e isso a fazia sorrir de forma boba. Ele amava o fato de como ela se mantinha firme, sempre sendo detalhista em cada passo, cada suspiro. Ela tinha medo de tudo que poderia acontecer. Ele tinha medo do que poderia acontecer, se outro chegasse antes dele. Eles eram diferentes em tudo. Ela retraída. Ele extrovertido. Ela simpática com quem achava que devia ser. Ele simpático com todos os a sua volta. Mesmo com essas diferenças todas, os dois se tornavam cada vez mais próximos, apesar de nenhum deles ter conhecimento do sentimento do outro, era um amor quieto, calado, ingênuo e por que não avassalador de sua única e singela forma? Não tinha explicação! Ela pedia para suas amigas, o que deveria fazer. Ele evitava comentar seus sentimentos aos seus amigos. Ela sempre obtinha a mesma resposta: - Fica do jeito que tá e deixa-o vir que um dia ele virá. Ele não sentia vergonha do que sentia e sim medo de que chegassem ao ouvido dela e tudo se perdesse. Ela sabia que ele não era perfeito, mas isso não importava muito pra ela. Ele sabia que ela era perfeita demais pra ele, ao seu modo, e isso o deixava inquieto. Ela o amava. Ele a amava. Isso bastava, em silêncio começou só que agora o silêncio não mais bastava. Ele tomou coragem e se aproximou, pediu seu nome. Ela corou, com as mãos trêmulas, pronunciou. Ele então a convidou para um passeio no final da tarde, que ela de prontidão aceitou, então não se teve mais pontos, não teve mais “Ela” e não teve mais “Ele”. Havia agora duas pessoas, dois tipos de pessoas que não se completavam e sim agora se somavam, juntos até que nada mais precisasse ser explicado, nada mais precisasse ser dito e que se um dia acabasse que terminasse da mesma forma, em silêncio e de forma pura e ingênua.
