Invisível
Eu tinha entendido que a dor é uma boneca russa: nunca termina, apenas se esconde dentro de uma nova dor, e cada nova instância de dor contém todas as anteriores. Então minha dor era invisível, mas estava lá, dentro de cada estúpida decepção diária.
A Teia Invisível
Em uma pequena cidade cercada por montanhas, vivia Ana, uma jovem que sempre prezou pela independência. Desde cedo, aprendeu a confiar apenas em si mesma, acreditando que depender de alguém seria sinal de fraqueza. Construía sua rotina com disciplina, evitava pedir ajuda e mantinha as pessoas à distância, como se pudesse controlar tudo ao seu redor.
Certo inverno, uma tempestade inesperada atingiu a cidade. As estradas ficaram bloqueadas, a energia caiu e o frio apertou com força. Ana, sozinha em sua casa no topo da colina, percebeu que sua reserva de alimentos estava quase no fim. Tentou sair para buscar suprimentos, mas uma queda a deixou com a perna machucada, impossibilitada de andar.
Imobilizada, Ana sentiu pela primeira vez o peso da solidão e da vulnerabilidade. O orgulho que a acompanhava parecia pequeno diante da necessidade urgente de ajuda. Foi então que ouviu batidas na porta. Era João, seu vizinho, que havia notado a tempestade e decidiu verificar se todos estavam bem.
Sem hesitar, João entrou, cuidou da ferida de Ana, trouxe comida e companhia. Nos dias que se seguiram, ele ajudou a limpar a neve, a consertar o aquecedor e a reacender a esperança na jovem que tanto temia depender dos outros.
Ana entendeu que a força verdadeira não está em ser invulnerável, mas em reconhecer que, às vezes, a vida nos entrelaça em uma teia invisível de apoio e confiança. Depender de alguém não diminui a nossa coragem; pelo contrário, revela a coragem de aceitar que juntos somos mais fortes.
E assim, entre montanhas e tempestades, Ana aprendeu que a verdadeira independência nasce do equilíbrio entre o cuidar de si e o permitir-se ser cuidado.
Há palavras que não fazem sentido
Há sentimentos que não se traduzem em palavras.
O sentir é tão pessoal, tão interno, tão somente único que se torna essência e, portanto, "invisível aos olhos".
E aos ouvidos.
A minha loucura é andar perdido em meu próprio caminho... É parecer que eu estou escondido por sempre estar sozinho... É ser invisível aos olhos de quem deveria me querer bem... É ver minha gente inocente sendo tratada covardemente... É ver quem eu amo partir de repente.
Hoje lutamos contra um inimigo invisível, mutante e que se utiliza de uma situação oportunista para a sua disseminação e evolução. Será um longo aprendizado para todos...
Sempre foi um ato de rebeldia, ainda que invisível.
Sabe aquelas guerras antigas? Guerra Fria, Guerra ao Terror. Sabíamos com quem estávamos lutando. Mas agora o inimigo é invisível.
Não estou leiloando minha voz,
Tampouco o que penso,
A tinta da minha mão é inapagável e impagável,
Cor invisível da liberdade,
AQUELES QUE SENTEM
Aqueles que sentem
Sentem um olhar
Sentem um sorriso
Sentem a dor
A dor de não compreender os que não sentem
Aqueles que sentem
Carregam o sorriso no olhar
Na intenção
Aqueles que sentem
Não sentem o mundo nas mãos perceptível
Mas vivem no invisível
No mundo do coração
(C.F.S)
Por anos, me senti invisível na sala de aula, como se não fizesse parte daquele lugar.
Eu odiava pensar que não teria essa vida. Que meu destino seria ser uma menina qualquer invisível, sem graça e sem amigos.
