Inventário

Cerca de 45 frases e pensamentos: Inventário

BREVIDADE

Guarda a ambição no inventário
que a caminhada é um piscar de olhos
qual íris na tempestade.

Inserida por mariomassari

Busque no inventário de ontem, a razão da tua tristeza de agora.

Inserida por JulioRamos

O que somos, senão o inventário e o protótipo de nós mesmos?

Inserida por flaviodaluz

No inventário por morte,somente os herdeiros são
perdedores.
Ganham o Estado e aqueles que fazem os herdeiros acreditarem neles.

Inserida por laplace.rodrigues

Reflexão Diária 21/05/2016 – Sábado -

Bênçãos

Sempre procuramos fazer nosso inventário pessoal seja lá ele todos os dias ou semanalmente, porém raramente inventaríamos as bênçãos que recebemos, ou só as fazemos quando são visíveis aos nossos olhos, esquecemos, porém de agradecer lá trás quando fomos gerados no útero de nossa mãe e nascemos com saúde, e principalmente as que recebemos nos momentos de insanidade. Quando fizer essa lista será muito grato a Deus, e jamais encontrará motivos para dizer que foi castigado, independente dos altos e baixos que tenha passado por sua vida até hoje. Não é Deus que lhe castiga ele simplesmente lhe dá o livre arbítrio de suas escolhas e caminhos que resolva escolher.

Inserida por Alevillela

No inventário da existência, consta apenas, não evoluiu, passou em branco e novamente, perdeu a oportunidade que lhe foi concedida. Continua um desconhecido para esse arquivo.
by/erotildes vittoria/28 de março de 2017

Inserida por erotildesvittoria

INVENTÁRIO (soneto)

Dos detalhes os anos tomaram conta
Já se foram muitos, algumas cicatrizes
Pois, lembranças, são meras meretrizes
Dum ontem, no agora não se faz afronta

O meu olhar no horizonte é sem raizes
Pouco lembro onde está a sua ponta
Tampouco se existe algo que remonta
O remoto perdido, pois sou sem crises

Gastei cada suspiro pelo vário caminho
Brindei coisas, na taça deleitoso vinho
Na emoção, chorei e ri, a tudo assistia

Em cada tropeção, espinho e carinho
Ali aconcheguei o meu lado sozinho
Não amontoei nada, nas mãos, poesia

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Abril de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Precisamos fazer um inventário psicológico de nós mesmos para conhecer o que nos sobra e o que nos falta.

Inserida por AGEACACddma

⁠⁠A Humildade é uma conquista, não mais um item no seu inventário.

Inserida por Sr_Kel

"Inventário, do verbo inventar, é uma descrição de bens questionáveis."

Inserida por luis_carlos_martins

Frase do dia 12/10/2016

Quando faço meu inventário diário raramente independente do numero de chaves que tenho em minhas mãos, esqueço a qual porta cada uma pertence. Mesmo que esteja no escuro. Um ótimo feriado a todos

Inserida por Alevillela

Quem desabafa,
não espera o julgamento do peso
ou o inventário das coisas
que carrega.
Desabafar é dividir bagagem,
caminhar de pé, costas retas,
cabeça erguida,
ainda que ao seu lado
caminhe alguém em completo
silêncio.

Inserida por simpsaulo

⁠Pausa é o tempo para se recompor, cuidar de si mesmo, e fazer um inventário dos erros, dos acertos, dos ganhos, das perdas, dos pedaços incongruentes, fragmentados, de tudo que restou após inesperado vendaval ...

Inserida por servamara

⁠Eu quero, eu quero

Quero pegar o trem da vida,
Lutar com um destino sem inventário a ser definido.

Quero viajar a mil, conhecer cidades, campos, mares
e tudo que me parece bravio,

Quero ser águia para para aplainar entre as nuvens e
montanhas curtindo o silêncio dessa rota

Quero ter amigos para me questionar e me entender até no silêncio
da minha dor abrasiva a queimar.

Quero parar na estação do amor, onde imagino com
você uma linda e gostosa noite de amor.

Amo você

"⁠espere o primeiro inventário e conheça a família realmente ."
.

Valdir Silva

“Saudades pai e mãe”

Trago na memória, naquele inventário que tenho guardado
na velha canasta
desgastada pelo tempo.
Uma vida escrita, repleta de sentimentos!
Ali tenho fotos, relatos e registros de uma vida inteira, de importantes e eternizados momentos.
—
Ao visitá-la, sinto uma saudade que dói, chega soprada pelo vento.
Ela sempre encontra uma maneira de visitar.
Uma forma de fazer chorar.
Saudades!
De um tempo que não volta mais, ficou lá atrás.
—
Ao cerrar os olhos, viajo de regresso, ao encontro daqueles que tanto amei.
Eles tiveram meu mais belo sorriso e meu mais triste adeus.
—
Aquí viajando nas lembranças;
Consigo sentir cheiros, ouvir conselhos, Até ouço as gostosas risadas, consigo sentir o calor daqueles abraços matinais.
—
Hoje, a saudade comigo caminha!
Sigo me arrastando na nostalgia, com a esperança de voltar vê-los algum dia!
—

Inserida por Rosely1705

Vou fazer um inventario da minha vida.
Será que restou algo em que eu possa me orgulhar?

Inserida por ursaia

⁠Se você fizesse um inventário de sua vida, de suas realizações pessoais, do que você sentiria orgulho?

Inserida por mirandagomes

⁠Nem tudo que foi inventado vai para o inventário.

Inserida por LuizVentura

O INVENTÁRIO DE NÓS


Por Marco Arawak


Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.


Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.


A casa continua de pé.


Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.


Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.


A memória também tem seus quartos sem luz.


Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.


Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.


Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.


Nem toda ausência pede preenchimento.


Algumas pedem apenas reconhecimento.


Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.


E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.


Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.


Algumas lembranças permanecem.


Outras perdem a centralidade.


Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.


Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.


Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.


Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.


Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.


O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.


Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.


É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.


O que ainda faz sentido?


O que mantenho apenas por receio de perder?


O que realmente pertence à minha história?


Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.


Há perguntas que não querem uma resposta imediata.


Querem tempo.


Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.


O receio pode bater à porta.


Não precisa receber as chaves.


Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.


Nem todo fim precisa de uma última palavra.


Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.


No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.


Então aprendemos a viver de outra maneira.


Não necessariamente mais fácil.


Apenas mais nossa.


Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.


O passado nos oferece matéria.


Mas não deveria escrever sozinho o que somos.


Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.


Nem tudo merece permanecer.


Nem tudo precisa ser esquecido.


Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.


No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.


E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.


Não uma resposta.


Não uma promessa.


Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.


Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.


É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.

Inserida por marco_antonio_arawak