Inutilidade
Eis-me entre homens, meu irmão,
na angústia e na dor de saber da finitude —
e da inutilidade da vida
quando o assunto é a eternidade.
Amo e odeio essa possibilidade.
Convivo entre homens que, embora tente compreender,
enxergo como fracos:
almas perdidas no labirinto da consciência da morte.
Cegos guiando cegos,
todos buscam entender o que não é possível,
e acima de tudo, tentam encontrar sentido
naquilo que apenas repetem —
como se a crença, por si, salvasse.
Às vezes penso: talvez sejam como eu,
alguém que aprendeu a repetir os erros ancestrais —
a ilusão da crença
de que há algum sentido na morte do homem.
Sobretudo depois de se conhecer a sentença:
“Tu és pó, e ao pó voltarás.”
Me solidarizo com esses homens.
Mas, ao contrário deles,
na maior parte do tempo,
eu nego qualquer sentido ao universo.
Rejeito qualquer ideia cósmica ou estoica de metafísica —
seja a da alma imortal,
seja a da carne eterna,
ou da saturação de algum prazer físico.
Tudo é em vão.
Seguimos como ovelhas para o abate,
e todas as crenças desabam
quando a razão nos assalta,
como um raio que, vez por outra,
ilumina demais.
Tenho muito medo de ficar parado, sem aprender algo, penso que seria uma inutilidade com o precioso TEMPO.
Ao longo da vida todos cometemos muitos erros. Faz-se necessário então dedicar o tempo que nos resta para corrigi-los ou, ao menos, nos redimirmos com quem sofreu com eles. Somos os únicos responsáveis por aqueles a que demos causa, e é neles que devemos concentrar todos os esforços de remissão. Sofrer pelos que outros geraram, além de absolutamente inútil, apenas os amplia pela falta de controle sobre os rumos que tomaram.
A filosofia não necessita nem de proteção, nem de atenção, nem de simpatia da massa. Cuida de seu aspecto de perfeita inutilidade e, com isso, liberta-se de toda submissão ao homem médio.
Políticos demagogos costumam debitar aos servidores e empregados públicos a culpa pela ineficiência do Estado. Na verdade, o que fazem é lançar uma cortina de fumaça sobre a própria inutilidade.
O misticismo é apenas a forma mais complexa de se ser efeminado e decadente. O único lado útil da inutilidade.
Quantas vezes imaginei que era amada, que gostavam de mim, que sentiam minha falta, quando na verdade o que fazia falta era a utilidade que eu tinha na vida de uma ou outra pessoa. Gostavam dos favores que eu prestava, gostavam da minha forma de nunca dizer não, gostavam da minha constante disponibilidade, gostavam da minha afabilidade, gostavam de eu ser sempre prestativa, gostavam de tudo, menos verdadeiramente de mim.
É preciso pensar no que dizemos , escrevemos...
As palavras são sagradas e fazer uso delas para
despejar a nossa ira sobre as pessoas, é uma
batalha inglória, onde não há vencedores...onde
só se percebe seres tristes tentando, em vão,
levar a melhor; fazendo-nos constatar
personalidades competitivas e arrogantes.
O diário de classe, para o sistema, é um instrumento de imposição: se uma coordenadora o recusa por coisa insignificante, a outra aprova e vence a política e a inutilidade do mesmo. Mas, para o professor é prova contra si mesmo.
Nunca reviva sentimentos inúteis, um dia eles podem te fazer mal, se eles não se tornaram importantes antes, não será agora que eles se tornarão.
Sério que criaram um App para ver quantas vezes um homem interrompe a fala de uma mulher (pois isso é considerado agressão)???
Conheço mulher que só abre a boca pra falar asneira, daí até eu, que também sou mulher, tenho vontade de interromper...
Por favor, criem algo realmente útil! Inventem um App que consiga fazer a pessoa (homem e mulher) pensar antes de falar, ou um que a force a fazer aquilo que fala... Isso sim seria muito bom!
Pois esta será somente mais uma dessas ferramentas causadoras de intrigas, que em nada acrescentam nas relações humanas.
Uma gestão que vive "apagando fogo" não cumpre um bom mandato. Os imprevistos são os furos da lei, prova de sua inutilidade!
Descobri que o medo
é algo que fica nos dizendo
tudo que pode dar errado,
e citando tudo que nos enfraquece.
Mas se inquirir o medo
e examinar a procedência
do que ele despeja em você,
verá a inutilidade dele,
verá a absurda falta de fundamento
do discurso do medo...
Uma vez desacreditado
ele perderá todo o poder sobre você,
e te deixará finalmente em paz...
