Instante

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A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante,
deixe o suco correr,
não economize doçura...


A vida é uma fruta.
Saboreie!
Morda o instante
e deixe o suco doce do agora
tocar seu paladar...


A vida é uma fruta madura
que escorre pelos dedos
antes mesmo da gente perceber.
Saboreie sem pudor,
rasgue a casca,
morda com fome,
deixe o caldo manchar tudo,
pois viver é essa lambança bela
que não se lava nunca...


A vida é uma fruta que repousa
entre as mãos que a acolhem.
Saboreie devagar,
como quem escuta o silêncio
do próprio coração.
Cada mordida é um instante que se abre,
um perfume que se desprende,
um gesto de ternura com o tempo...
✍©️@MiriamDaCosta

Os sonhos não dormem e nem morrem,
apenas aguardam, em silêncio,
o instante em que a tua alma desperte
e teus passos os chamem para dançar...


Eles se escondem nas frestas do tempo,
respiram dentro do teu peito,
sussurram na tua sombra,
esperando que a tua coragem
lhes devolva o corpo da vida...


Porque sonhos são sementes eternas,
que mesmo soterrados e esquecidos,
guardam em si a fúria da primavera....


✍©️@MiriamDaCosta

⁠Quem é do bem não tem necessidade de ficar provando isso, já quem é do mal fica a todo instante fazendo demonstrações de bondade!!!

“O relógio permanece, mas nenhum instante permanece nele. As ruas ficam, os edifícios resistem, as cidades se transformam; nós passamos. Talvez por isso a grande questão da existência não seja quanto tempo nos foi concedido, mas o que deixamos no mundo enquanto o tempo passava por nós.”

5 Meses de Um Amor Inteiro.
São exatos cinco meses desde o instante em que meu coração se abriu por completo, descobrindo o abrigo mais sincero e profundo que já pôde habitar. Desde então, a vida ganhou um novo sentido, que celebro em cada detalhe da nossa rotina. É impossível não me perder de gratidão ao amanhecer e ser despertado pela melodia da sua voz doce, suave e mansa , sussurrando um "bom dia, meu amor" que já se tornou o meu som favorito. É o lembrete diário de que a minha felicidade tem nome, rosto e morada no seu abraço. E se o dia começa ao som da sua ternura, é nos seus braços que o mundo silencia para dar lugar à paz absoluta. Adormecer ali é um ato de entrega e certeza, a certeza serena de que o amanhã trará você de volta para mim, renovando o nosso ciclo, prolongando a nossa história e provando que o amor, quando é verdadeiro, não apenas habita os dias, mas é a própria razão pela qual vale a pena vivê-los.
_Enzo Ruchell_

Viver cada instante como se fosse o último;
Admirar cada detalhe como se fosse único;
Apreciar cada momento como se fosse efêmero;
Esta é a lei da vida...nada se leva, tudo se deixa!

Prece do dia:
Senhor, abençoa cada instante, ilumina meus passos e fortalece minha fé. Que eu saiba agradecer, amar e semear o bem. Que hoje haja paz no coração, esperança no olhar e gratidão na alma.

O Natal é o instante que o tempo silencia para que a alma escute o convite da luz.

O descanso da alma é o instante em que o coração suspende o peso do mundo e se deita à sombra de si mesmo, onde o cansaço vira prece e o tempo vira paz.⁠

Delirium


Para os corações
que nunca envelhecem.


Apenas esqueça,
por um instante,
que ainda sabe florescer.


A vida tem um estranho costume:
quando pensar ter aprendido
todos os caminhos,
Abra uma porta
Naquele lugar onde existe apenas parede.


Não se preocupe
De repente,
o mundo inteiro irá caber
na delicadeza do seu sorriso,
na gentileza de sua palavra,
na certeza de que ainda existe
beleza esperando por te.


Não é fraqueza
recomeçar.


O rio não pede desculpas
por continuar correndo,
nem a manhã
por nascer outra vez.


Tudo o que viveu
carrega dentro de si
o dom secreto
de renascer.


Talvez a esperança
não seja uma promessa.


Talvez seja apenas
a voz silenciosa da sua alma
lembrando que a luz
nunca deixou de existir—


ela apenas esperava
o teu coração
abrir aquela porta, se Lembra ?

A loucura do mundo de hoje nos coloca no mesmo instante conectados ao mundo e distantes de quem está ao nosso lado!

Viva o agora! Viva-o já,
antes que o instante se dissolva
na esquina invisível do tempo,
antes que o sonho se esconda
sob a poeira dos dias.

A Coragem de Dizer Adeus


Eu deixei você partir.
Deixei.


E não houve um único instante
em que essa escolha
não atravessasse meu peito
como uma despedida sem fim.


Doeu ver suas lágrimas,
doeu perceber seu coração se partir,
mas doeu ainda mais compreender
que permanecer
seria continuar ferindo
quem eu mais queria proteger.


Então fui embora.


Não porque deixei de amar,
mas porque precisava aprender
a caminhar sem o abrigo da sua presença,
a enfrentar meus próprios medos,
a sobreviver às minhas tempestades
e a compreender as minhas próprias loucuras.


Você foi o sonho
do qual eu nunca quis despertar.
Um daqueles encontros
que fazem a vida parecer mais leve,
mais bonita,
mais cheia de esperança.


Mas até os sonhos mais belos
acabam encontrando o amanhecer.


Eu lutei contra mim mesma.
Tentei não manchar
o amor tão puro que você me ofereceu.
Tentei preservar o brilho
que existia nos seus olhos quando me olhava.


Mas foi inevitável.


Foi inevitável decepcionar você.
Foi inevitável descobrir
que o amor, às vezes,
também precisa ir embora
para não se transformar em sofrimento.


Não sei quanto tempo
você levará para se curar de mim.


Talvez hoje exista raiva.
Talvez amanhã você deseje
que eu nunca tenha cruzado o seu caminho.


E eu entenderei.


Porque algumas feridas
precisam sangrar
antes de aprenderem a cicatrizar.


Tive que deixar você ir,
para aprender, enfim,
a viver por mim.


E espero que, quando o tempo
silenciar toda essa dor,
você consiga enxergar
que minha partida
nunca foi ausência de amor.


Foi, talvez,
a forma mais difícil de amar alguém:
abrir mão da própria felicidade
para que a outra pessoa
voltasse a encontrar a sua.


Se um dia lembrar de mim,
não guarde apenas a dor do adeus.


Lembre-se também
de que houve alguém
que amou você com toda a intensidade que podia,
mas que precisou partir
porque, às vezes,
o amor também se revela
na coragem de dizer adeus.

Entre a Razão e a Vontade


Por que é que a mente insiste em te buscar,
do instante em que adormeço ao despertar?
Se a noite me silencia, sem sequer avisar,
é teu nome que o pensamento insiste em chamar.


Há lembranças que não sabem partir,
ficam na pele, fazendo o sentir persistir.
Outras viram saudade, difíceis de conter,
moram dentro do peito sem pedir pra nascer.


A razão tenta explicar o que aconteceu,
mas o coração responde: “isso ainda é teu”.
E quanto mais eu tento deixar pra trás,
mais a vontade sussurra que quer um pouco mais.


Talvez seja a memória querendo ficar,
talvez seja a saudade querendo voltar.
Ou talvez seja aquilo que ninguém consegue entender:
quando alguém toca a alma, é difícil esquecer.


E assim vou da noite esperando o amanhecer,
com pensamentos que insistem em você.
Porque há sentimentos que não pedem permissão:
ficam na pele, na saudade, no peito e na razão.


E se a vontade insiste em permanecer,
talvez seja porque ainda há algo em mim querendo viver.
Não sei se é saudade, desejo ou emoção…
Só sei que você ainda mora
entre a razão e o coração.

JÁ SOU TUA FÃ


Talvez a natureza, por um instante,
parasse só para contemplar
a beleza que você carrega
sem sequer perceber que sabe encantar.


Talvez qualquer olhar mais atento
encontrasse em você algo diferente,
mas eu tive a sorte de enxergar além:
a pessoa, a essência, a alma…
e foi aí que você me ganhou também.


Não vou negar:
teu corpo chama a minha atenção.
Seria impossível esconder
o que os olhos insistem em dizer
quando o coração começa a querer.


Mas a tua alma…
ah, essa é a minha parte favorita.


É nela que existe o mistério,
o encanto que não sei explicar,
aquilo que me faz querer conhecer
cada pedacinho seu
sem nenhuma pressa de chegar.


Então, se um dia você quiser,
deixa-me conhecer você por inteira.
Sem medo, sem roteiro,
sem precisar transformar sentimento em promessa.


Só deixa acontecer.


Deixa-me ficar por perto,
ser tua segunda a sexta-feira,
a conversa que chega sem motivo,
a companhia leve e verdadeira.


E, se aos finais de semana
você quiser dividir um pouco mais de você,
eu estarei por aqui também.


Não quero antecipar o destino,
nem escrever por nós duas o final.
Quero apenas descobrir, devagar,
se aquilo que parece tão bonito
pode ser ainda mais especial.


Eu quero ficar.
Quero permanecer,
mas sem pressa, sem cobrança,
sem pedir que você seja nada além
daquilo que já é.


Porque eu já sou tua fã.


E talvez o mais bonito de tudo
seja justamente isso:


eu não preciso saber onde vai dar
para gostar da vontade
de continuar.

AQUILO QUE A ALMA RECONHECE


A beleza agrada aos olhos,
faz o instante despertar,
mas a essência, quando toca,
faz a alma querer ficar.


Há quem chegue como vento,
sem promessa, sem intenção,
e há quem deixe, ao ir embora,
mais que marcas: uma sensação.


Tem gente que chega e deixa pegada,
mesmo sem querer permanecer;
deixa o pensamento inquieto,
deixa a vontade de entender.


Talvez seja só a beleza,
um encanto passageiro,
ou talvez seja essa essência
que transforma o “por quê?” em “quero”.


E há músicas que dizem muito
sem precisar nada explicar;
uma batida, um olhar, um silêncio,
e já existe algo no ar.


Não é somente sobre desejo,
nem somente sobre admirar;
é aquela estranha curiosidade
de saber onde isso pode chegar.


Porque os olhos podem escolher
aquilo que querem contemplar,
mas é a alma, quase em segredo,
que decide o que vai guardar.


E talvez seja esse o mistério,
a parte difícil de compreender:
quando alguém mexe com os sentidos
sem sequer tentar mexer.


Não precisa haver certeza,
nem promessa para cumprir;
às vezes basta uma presença
para fazer o coração sorrir.


A beleza chama atenção,
a essência consegue encantar;
mas quando as duas se encontram,
fica difícil não notar.


E entre uma música e outra,
entre o querer e o disfarçar,
fica aquela pergunta suspensa
que ninguém se atreve a perguntar:


foi apenas uma pegada
de alguém que chegou e passou,
ou foi a alma reconhecendo
alguém que, de algum modo, ficou?


Porque talvez seja esse o segredo
que ninguém consegue explicar:


algumas pessoas os olhos admiram…
mas existem aquelas
que a alma parece reconhecer
antes mesmo de o coração confessar.

Onde você estiver

Olhei lá fora e, por um instante,
Parecia tão perto o sol,
Quase ao nosso alcance.
O mundo girava sob a luz do farol.

Por um instante, um segundo,
Nos afastamos da realidade amarga.
Observei seu sono profundo,
O silêncio e a paz que tanto sonhava.

Vi reflexos de nós dois:
Éramos crianças correndo entre rosas brancas,
Sem pressa e sem pensar no depois.
Tantas eram nossas esperanças.

Eu sei, fábulas douradas não existem.
Essa razão, barulhenta, que nos impede,
Mas nosso sono resiste,
E em silêncio nosso sonho persiste.

Fomos condenados pelas ilusões,
Presos em correntes invisíveis.
Procuramos encontrar inspirações
Em todas as formas de amores impossíveis.

Mentira, verdade — não importam agora,
Se permita sair do chão.
Há um mundo todo lá fora...
Não solte minha mão.

Se temes voar sem direção,
Ziguezagueando pelo mundo,
Fecha os olhos, segue o coração:
Estamos juntos.

Vamos viajar
Nos meus e teus sonhos.
Nada pode nos parar,
Tudo faz parte do plano.

A cada amanhecer,
Escrever novos dias.
Podemos morrer e renascer,
Criando novas fantasias.

Mas, se não vier,
Me permita ser memória.
Onde você estiver,
Você sempre será eterna em minha história.

QUANDO O SILÊNCIO APRENDE A RESPIRAR.
Há um instante oculto entre o que fomos e o que ainda não ousamos ser.
Um intervalo quase imperceptível onde o mundo silencia.
E é ali, precisamente ali, que a alma se revela sem máscaras.
Tu carregas universos não explorados sob a pele.
Catedrais invisíveis erguidas com lágrimas que ninguém viu.
E mesmo assim, caminhas, como se fosses apenas mais um corpo na multidão.
Mas não és.
Há dentro de ti uma centelha que não aceita o esquecimento.
Uma força antiga, anterior ao medo, anterior à própria dor.
Ela sussurra, mesmo quando tudo em volta grita desistência.
Escuta.
Não é o fracasso que te define.
É a insistência silenciosa de continuar mesmo sem aplausos.
É o gesto invisível de reerguer-se quando ninguém está olhando.
Porque a verdadeira grandeza não nasce do êxito.
Nasce do abismo atravessado em silêncio.
E cada noite que te visitou não foi abandono.
Foi lapidação.
Cada perda não foi ausência.
Foi espaço aberto para algo maior que a própria ausência ainda que não compreendas.
Há uma arquitetura divina no caos que te molda.
Uma ordem que teus olhos ainda não decifraram.
Mas que teu espírito já reconhece.
Por isso, não te apresses em fugir da dor.
Há ensinamentos que só florescem no escuro.
E quando finalmente compreenderes,
não serás mais o mesmo que buscava respostas.
Serás a própria resposta.
Ergue-te, mesmo que em fragmentos.
Avança, mesmo que em silêncio.
E confia, ainda que tudo em ti vacile.
Porque existe um momento, inevitável e sagrado,
em que aquilo que te quebrou
será exatamente aquilo que te fez inteiro.
E nesse dia, sem alarde, sem testemunhas,
tu olharás para trás e entenderás:
Nunca foste fraco.
Apenas estavas aprendendo a tornar-te vasto.

O TRIUNFO SILENCIOSO NA APARENTE DERROTA.
Há um instante na história humana em que o olhar superficial se equivoca e a consciência apressada julga ter assistido ao fracasso do mais elevado dos ideais. A figura de Jesus Cristo suspensa na cruz, sob o peso da matéria e da incompreensão coletiva, parece, aos olhos comuns, o símbolo máximo da derrota. O corpo ferido, a solidão extrema, o abandono dos próprios discípulos e o escárnio das multidões compõem um quadro que, à lógica mundana, só pode significar aniquilação.
Entretanto, é precisamente nesse ponto que a leitura espiritual exige maior acuidade. O que se observa não é o colapso de uma missão, mas o ápice de sua consumação. A cruz não representa o fim, mas o método. Não expressa impotência, mas a pedagogia mais elevada que já se ofereceu à humanidade.
Sob a ótica espírita, compreende-se que aquele momento não foi um acidente trágico, mas uma culminância deliberada dentro das leis de causa e efeito. A trajetória do Cristo não se mede pelo êxito político, pela aceitação social ou pela preservação do corpo físico. Mede-se pela transformação silenciosa das consciências, pela semeadura de princípios morais que transcendem séculos e civilizações.
A aparente derrota revela, em realidade, a vitória sobre as ilusões do mundo material. Enquanto os homens esperavam um libertador que se impusesse pela força, Ele apresentou a soberania do espírito sobre a matéria. Enquanto aguardavam domínio externo, Ele ensinou o domínio interno. Enquanto ansiavam por vingança, Ele ofereceu o perdão.
O clamor "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" não é uma frase de resignação passiva, mas uma declaração de superioridade moral absoluta. Ali, na hora mais densa da dor, estabelece-se a ruptura definitiva com o ciclo da violência e da ignorância. Trata-se de uma revolução ética que não se impõe pelo grito, mas pela consciência.
Do ponto de vista psicológico e espiritual, esse episódio inaugura uma nova compreensão do sofrimento. Ele deixa de ser visto apenas como punição ou desventura e passa a ser compreendido como instrumento de elevação quando enfrentado com lucidez e propósito. A cruz, nesse sentido, transforma-se em símbolo universal da transmutação interior.
A história demonstra que o que parecia o fim foi, na verdade, o início de uma influência que jamais cessou. Ideias que nascem da força se dissipam com o tempo. Ideias que nascem do sacrifício consciente enraízam-se na essência humana. O Cristo não venceu evitando a cruz, mas ressignificando-a.
Assim, o olhar que se detém apenas na aparência vê derrota. O olhar que penetra a essência reconhece a mais elevada expressão de triunfo espiritual já registrada entre os homens.
E é nesse contraste entre o visível e o invisível que repousa a lição definitiva: aquilo que o mundo chama de queda pode ser, no plano superior, o instante exato em que a alma alcança sua mais alta ascensão.

“O instante presente é o único território onde o destino aceita ser alterado.”