Insônia
DE TODOS QUE PASSARAM
De todos que passaram, só queria que tu não passasse
De todos que passaram, só queria que tu ficasse
De todos que passaram, só queria que tu me amasse
Se tu não não sabes o que se sentes, escuta o teu coração
Se tu não não sabes o que me dizer, não me escondas se é paixão
Porque se tu quiser, a gente dança qualquer ritmo de dança
Pode até ser ciranda, mar menino
Pareço bobo, uma criança
Só por causa que tu passasse,
Mas não vá para se tornar lembrança
Vou criar uma rima se te ganhar ou se te perder
Vê só, ser inspiração de quem fica é mais bonito de ser ver
Dá gosto de ler
Quando a história é bonita, a menina chora
Escreve no caderno o poema no caderno da escola
Se eu escrevi um essa hora,
É sinal que o nome da minha insônia é "você".
A NOITE ACORDADA
Pelo cerrado a me conduzir
ia eu pela noite sozinho
sem sono pra dormir
Ia eu pela noite sem dormir
solitário e tão quietinho
sem sono e a refletir
Eu ia sem sono sem concluir
pela noite sem caminho
sozinho e tentando sorrir
E se ao sono tento aderir
a noite comigo juntinho
caminha tentando coibir
Eu sozinho pela noite a ir
sem caminho, pintainho
e sem sono para dormir...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
E é no silêncio da escuridão
Que se torna impossível distrair meu coração
Que durante os dias tem sido ludibriado
E esquecido por atividades e amigos
Mas o anoitecer é inevitável, e me encurrala
Um beco sem saída, deserto intrasponível
Onde só me resta pensar em você...
Repasso mil e uma vezes em minha mente
Perco o sono tentando entender
Como pude perder antes mesmo de ter
Sina, azar ou apenas pra confirmar
Que eu não levo jeito pra amar.
Misteriosamente tudo ficou estranho: as pessoas, as casas, as ruas, o mercadinho da esquina... Minha sombra.
"como está? Onde está?" perguntas sem respostas. Contento-me com o silêncio ensurdecedor; com a curiosidade obtusa e latente que tende a me atormentar todas as noites ao repousar-me - ou, pelo menos, ao tentar assim fazer.
Contento-me, então, com as suposições hipotéticas, fantásticas e lúdicas do meu pensamento que, exausto, peleja aquietar-se. Aquietar-me.
Mais um dia; menos um dia.
Abandonado pelo sono
Sufocado pelo silêncio
No vazio da madrugada
Vagando pelos pensamentos
De mãos dadas com a solidão
E mais uma noite ela me abençoa, e como sempre o som ecoa.
Novamente, pensar me impossibilita ter paz, sentimento voraz.
Quando estamos juntos em plena madrugada não há sanidade que segure.
Casa cheia, cheia de pensamentos, de questionamentos e questões.
Cheia de dúvidas e cobranças, de certa forma necessárias.
O futuro vem, e não há ninguém que o pare.
Então nunca pare, principalmente agora que o tempo não pode parar.
A verdade é que encontramos paz onde esquecemos de procurar.
"Na luz que se ausenta
Sou o som do silêncio
Sua presença me alimenta
E ilumina o que penso
A tristeza até tenta
me dominar por dentro
Meu corpo se levanta e senta
Acordado pelos pensamentos"
O pensamento fala tão alto,
Que o sono se vai,
São 3:48 em Campinas,
Os pássaros já cantam lá fora,
As conversas na minha mente ainda ressoam,
Vigorosas,
Seria o som da minha cabeça?
Ou minha Alma que fala?
No diálogo da ansiedade,
Não importa a sonoridade,
Quem perde sou eu,
Deve ser bom ser criativo,
Seria um Karma ou Dharma?
Porque ideia não tem hora,
A arte pouco a pouco te toma,
Né transformo em versos,
Inversos,
Universos,
Sonho interrompido,
Semente plantada no ouvido,
Para outros florescerem.
" Quando as noites são vazias
A mente transborda
O corpo faz uma prece
Querendo carícias
E as vezes se perde, e pede
Um gole de brisa
Daqueles de se arrepiar a pele
Para ver se ameniza
As questões mal resolvidas
Das quais o coração padece..."
Dormir as vezes não é fácil quanto parece
A noite vai chegando, o vazio tomando conta e a mente ficando agitada. Quando olho o relógio percebo que me perdi em meio aos meus pensamentos, olho pela janela e o sol está nascendo.
Mais uma noite sem dormir e tendo que sorrir e transparecer ao mundo que estou bem. Mas na verdade estou quebrado. E o pior é que eu não sei como colar os pedaços, fechar as trincas. Minha essência se esvaiu, minha alegria se foi.
Nada mais importa, eu apenas sobrevivo.
Pus minha cabeça no travesseiro,
Esperando o sono que teimosamente demorava,
Entre uma piscadela e outra comecei a ouvir um melodioso companheiro,
Era o rouxinol que cantava,
Ele é tipo café, achei que não era pra mim, até experimentar, agora é meu primeiro pensamento quando acordo e não consigo passar um dia sem...
Virou minha rotina, viciante, me tira o sono.
A combinação perfeita, nós dois juntos somos pura adrenalina, aquele amor com cheiro de café quentinho, beijo com sabor forte de cafeína!
Madrugada de Junho
Chamam-me Zé, da terra do rei. Apesar disso, um humilde plebeu.
Cidadão orgulhoso, hébrio eventual e desafortunado, estudante bem sucedido e intelectual fracassado.
Há dias não durmo. Não muito. Não.
Soluções das mais diversas foram-me apresentadas. Como meu caráter, contudo, são falhas.
Como ciência, deixam a desejar. Como técnica, ineficazes. Como crença, continuam no plano imaginativo. Um fracasso.
Ontem testei um remédio. Dormi junto ao despertar do sol.
Hoje foi diferente. Álcool. A alvorada se foi há horas e ainda escrevo estes versos.
A agonia já deixou de ser amante. Casei com ela e a traí. Raiva, minha nova paixão.
Desespero será o meu futuro. Desesperança, após ele.
Quero chorar. Também desejo vomitar. Tristemente, não tenho mais controle sobre o próprio corpo.
Minhas mãos tatilografam amontoados de rabiscos estranhos, os quais a autoria negarei pela manhã.
A falta de memória será a prova.
O sono não vêm. A angustia bate frenética a porta de meu coração. Descobriu a traição e agora cobra seu preço.
Suspiraria de alívio se ela apenas pegasse as malas, preferisse meia-duzia de ofensas, desse meia-volta e só voltasse meia quinzena depois, com um oficial de justiça e uma intimação. A dor de cabeça séria menor.
Decadência.
Ao menos não estou sozinho. A tristeza é companhia fiel. Durmo com ela às vezes, mas durmo.
Mal posso esperar pela próxima visita.
Niilista? Não, não tenho tanta sorte e nem tanta esperança assim.
Ó, Tristeza, quando voltarás? Desejo-te, fiel amiga. Se quiser-tes, caso-me contigo. Aceitarei teus egoísmos, desejos e tuas traições.
Sono, eis o que quero em troca. Apenas isto. Aceitas a proposta?
Fico feliz...
23:13 e ele não vem , o espero ansioso pois já quero dormir , onde estarás esta noite? oh meu sono.
Quatro horas da manhã aqui no centro do Brasil
Do infinito da minha cama, parece que o mundo inteiro dorme
Sinto-me absolutamente solitária no meu planeta insônia
Nem sequer consigo imaginar o burburinho
Que acontece agora em um centro urbano nervoso do outro lado do mundo
Aonde já são quatro horas da tarde.
Aqui, no meu cárcere com olhos vendados
Eu e eu travamos uma luta tão grande
Para conquistar o único troféu que de fato ora me importa:
Os braços de Morfeu!
E ele parece tão distante...
A luta cresce. Vejo-me em uma arena romana
Enfrentando bestas de três cabeças
Atenta aos perigos da noite
Sem nenhum ser vivo nas galerias a torcer pelo gladiador que incorporei
Porque o mundo dorme.
Dormem os cães de guarda.
Dormem os meninos levados.
Dormem os vigias noturnos em suas Japonas azuis
Dormem as ruas serenadas
E até as folhas caídas no chão.
Só não durmo eu:
Farol aceso em meio a este oceano escuro e gigante
O qual se torna mais e mais revolto
Só me resta torcer para que, como náufraga extenuada,
Minha mente escute uma canção de ninar
Antes do sol raiar...
Tita Lyra
Ó NOITE...
Ó noite, ampla noite, de insonolência
Noite umbrosa, de fado aos sofredores
Suspiros, preocupações e tantas dores
Nessa apertura tediosa e sem paciência
Socorre a alma ó repouso, com essência
De paz, suste a tortura e seus langores
Ó quimera venha a mim para dispores
Sonhos calmosos, e me tire da dolência
E o silêncio, que estronda a harmonia
Numa solidão que no breu se mistura
Insistente, e tão tomado de teimosia
Inquieto sinto o negror da amargura
Sobras frias, sinto áspera melancolia
Na rude poesia, canto! Ó noite dura!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 de abril de 2021, 03’23” – Araguari, MG
Enquanto todos dormem
Eu saio na sacada
Vejo o céu mudar de cor
E o vento mudar de tom.
São cinco da manhã,
A luz do dia bate na selva
De pedras que fica ao redor,
A lâmpada do quarto perde a
Utilidade e eu sinto a brisa
Passear vagarosamente em meus
Cabelos e rosto.
Fecho os olhos,
Respiro fundo,
Prendo a respiração
Por alguns segundos,
Mas o que me deixa sem ar
São os meus pensamentos
Que correm para te visitar...
Engraçado é que,
Eu sonho com você
Toda hora, mas a
Verdade é que
Eu tenho insônia...
- Sônia comigo...
.
Carla Ramires
Março de 2022
Me sinto só,me sinto só
apenas vc e eu aqui
Sem ter onde ir
E quando penso em dormir
Vc chega e me atormenta a noite toda,faz meus pensamentos transbordarem,
Não consigo me concentrar
Por favor peço que pare!
Me deixe ficar quieta
Estou tentando ficar bem
Mas vc não ajuda,quer me vê sofrer,se alimenta da minha tristeza,isso te faz crescer ...
Preciso sair dessa insanidade
Como pedir ajuda,
se é frescura,
Estou morrendo e a culpa é sua
Já não tenho forças,
Vc levou todo meu sentimento
Agora estou sofrendo,
Tento ser forte todos os dias
Finjo ser o que não sou no momento,
A noite vc vem e me tira a paz
Parece que vou sufocar,
Por favor peço que pare!
Preciso melhorar,já não consigo levantar,
Meus olhos inchados de tanto chorar,
Preciso descansar,não sei como continuar...
Vc está maior agora e não tenho controle sobre mim
Estou morrendo aos poucos
Já não sou mais o que era antes,
E vc se alimenta disso
Cada lágrima é uma dose de sanidade que vc me tira,
Por favor peço que pare!
Não quero mais chorar,
Preciso sentir o quão é bom viver
Me liberte desse cativeiro
Não preciso de você comigo,
Me deixe aqui tentando sobreviver...
1,2,3,4 respira
4,3,2,1 inspira...
Vc tá tentando me levar
Mas deixa eu te falar
Tá doendo mas vai passar...
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