Insônia
Noite á fora
Oh! Insônia...
Noites pesadas desabitadas apenas repletas de dissabor
Oh! Perca de tempo
Visões de olhares distantes e doentes da alma
Enfastiadas faces solitárias
Oh! Solidão
Fonte de sentimentos que jorram
Inutilmente para fora e para dentro
Cálices que ressoam para o nada
Oh! Infindável tristeza que habita em mim
Em noites de vigília
Lucubração que desmorona com meus sonhos
Sonhos?
Oh! Sonho que apenas atravessa minhas noites
Ilude os meus dias marcando-os com pequenos passos
Pequeninas pegadas deixadas no vão do nada
Oh! Fardo de longínquas e penosas horas,
Voltadas ao silêncio com tropeços em pensamentos
Embutidos em palavras que agora rolam, rasgam-se para fora
Aqui fora onde existe o que vivo dentro de mim.
Insonia...
quem dorme sonha...
Insonia...
por que você me acompanha...
Insonia...
minha mente parece Babilônia...
Insonia...
não há nada que funciona...
nem carneirinhos, nem beijinhos ,
somente meus remedinhos...
Texto feito na hora da insônia
Para pegar no sono, escreva!
Mesmo que seja bobagem!
Escreva tudo aquilo que você tenha vontade
Porém não que tem coragem!
Não tem coragem de fazer!
Não tem coragem de tentar!
Não tem coragem de enfrentar!
Ou que não tem coragem de lutar!
Mas escreva!
Escrevendo podemos fingir
Que finalmente temos tudo aquilo
Que sonhamos!
Podemos ser quem quisermos
Idealizar pessoas
Ter o impossível
Fantasiar a realidade
E principalmente
Fugir da realidade
Pois quando escrevemos
Somos nós que fazemos a nossa verdade!
RABISCO
Achei um versinho marginal
perdido no meu caderno de insônia
Encaixei nele todo o sentido
que eu havia guardado
para os versos de emergência
...e a madrugada, fiel cúmplice, estende-se ainda mais, na ânsia e na insonia entorpecida de uma vontade que não tem medidas. Ou saídas.
A insônia como inspiração.
Para muitos a insônia pode parecer uma coisa ruim, que aparece sem que a gente procure. Para mim é tudo de bom como se diz modernamente.
Acordo, tomo um gole d´água, olho para o relógio e sempre é cedo para quem foi dormir tarde e sempre tarde para quem como eu dorme cedo.
O que importa de verdade é que as três, quatro ou cinco horas da madrugada não há absolutamente nada para fazer, restando a providencial oportunidade de ler e escrever, coisa que tem gente que já esqueceu quanto é bom, se é que um dia soube.
O computador sempre ligado, basta um toque e a tela acende, mostrando o mundo todo bem na frente do nosso nariz.
Antigamente para saber o que é uma coisa a gente tinha que ter uma enciclopédia atualizada com trocentos volumes. Nos dias de hoje ela estaria sempre desatualizada, porque a informação que sempre foi dinâmica hoje em dia tem velocidade astronômica.
Na internet a gente escolhe o assunto, compara as opiniões, manifesta a própria, esteja ela certa ou errada, ouve a opinião dos outros tenha ou não pedido, corrige, completa e deleta com alguns toques que parecem mágicas.
Não é preciso ser escritor para escrever de madrugada, nem é preciso ser acadêmico para contar para os outros o que se pensa.
Depois de algum tempo, o tempo certo, o texto aparece, o sono vem, a gente deseja boa noite a todos e nem desliga o computador, fica torcendo para dormir logo, acordar de novo e poder escrever alguma coisa que vai chegar aos outros, se perpetuando na internet ainda que a gente durma para sempre.
Salve insônia! Viva o Google! Fora Jorge!
Boa noite!
Insônia Poética...
É a perda de sono, causado na maioria das vezes por um verso ou poema em formação numa cabeça poética...
É um poema indeciso... Não sabe se nasce ou se fica maturando...
Então eu pergunto:
Por que não me deixa dormir...
As mulheres não deveriam sofrer de insónia,porque elas conhecem sempre quais são os amigos delas cujas conversas dão sono
Noites de insonia , pensando em você . Pulando minha janela , com tua blusa amarela . Me chamando pra sair .
Insónia,
Que coisa é esta,
Que não deixa dormir?
Procuro uma explicação,
Mas nada parece surgir.
Ideias,
Nenhuma me resta,
Talvez seja este cansaço,
Ou apenas a aflição,
Das saudades dum abraço.
Escrevo,
Para ver se adormeço,
Não parece resultar,
Pois continuo a escrever,
Este texto de embalar.
Penso,
E fingo que esqueço,
O motivo desta escrita,
Mas só queria resolver,
Esta insónia maldita.
Chega a noite o sono passa e a insônia me embaça,
Tic tac passam as horas e já vai amanhecer,
mais uma noite que se passa mais um dia que começa
e eu me conhecendo e aprendendo a esquecer...
de tudo que vivemos, de todos os detalhes todos os sonhos
e de você.
A insónia é uma amante cruel, tenho medo desse sono que não me deixa embriagado, meus olhos continuam sóbrios, tenho medo dessa ressonância mórbida! Mas não sei quem é mais cruel, ela ou o silencio que sinto, o vazio procura definir-se, apertando o coração, procuro compreender o motivo do silencio expressar-se sem razão, tornando-me distante e colocar-me nessa dúvida nocturna! É mortífera essa combinação (insónia + silêncio), tudo doí, porque o momento não se justifica, apenas cada um invade a sua maneira, deixando o corpo e a mente fraca, baralhada, continuo sem entender, porque dos dois surgirem assim tão de repente, se calhar até entendo, mas tinha que ser diferente, pelo menos...!
