Inquieta
O conhecimento liberta, mas também inquieta. Quem deseja apenas conforto escolhe a ilusão, pois a verdade nunca foi um lugar para repouso.
INQUIETA SAUDADE
Afogo o meu amargor em um nada
O peito em recordação é cortante lei
É fato este sentimento que não sei
Que invade a alma com uma espada
Parte alguma é o vão do meu sentir
Sussurros bradam da emoção rude
Onde deixo o agudo chorar amiúde
E choro sem que possa, assim, sorrir
E, então, o poema quem, comigo
Soluça no vazio da noite, lastimoso
Danoso o ter numa vil quantidade
Teimoso, delicada sensação persigo
Maldigo e renego este limo viscoso
Tão amargo, duma inquieta saudade!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
25 outubro, 2022, 21’19” – Araguari, MG
Há uma preocupação que me inquieta profundamente, especialmente quando se trata de cientistas em si: a falta de dúvida em suas certezas.
Alma Inquieta
Quem és, alma inquieta, que se revela em versos?
Aquele que vagueia por entre os mundos dispersos,
Com rebeldia e submissão, traços d'alma dual,
Timidez que se quebra, em palavras, um ritual.
És a voz oculta, que se expressa com tinta,
Transbordando em silêncio, tua alma não se extingue.
Nas letras que traças, encontramos tua dor,
Mas também esperança, que o amor traga o fulgor.
Um ser errante, em busca da sua metade,
Alma sedenta, em viagens de eterna saudade.
Com olhos atentos, lendo as almas alheias,
Encontras inspiração, nas poesias e nas veias.
És especial, alma que encontra o seu lugar,
No tumulto da vida, tua essência a se revelar.
Um suspiro ao vento, um beijo na imensidão,
Amar, rir, chorar, em cada pulsar do coração.
Não és apenas palavras, mas um universo a florescer,
Desabafos e sonhos, que te fazem renascer.
Ainda que desconhecidos, percebemos tua luz,
Alma livre, poetisa sem o saber, és tu.
Assim, te convido a trilhar teu caminho sem fim,
Em cada poema escrito, encontras quem és enfim.
Siga adiante, alma solitária e brilhante,
Teu verso ecoa pelo tempo, eternamente constante.
Se eu tirasse de uma estrela sua luz de chama inquieta e em mim pudesse contê-la, diria, então, sou poeta...
No meu silêncio há uma mente inquieta, ruídos encaixotados e ali se encontra todas as verdades, poucos conseguem
enxergar além das minhas bagunças.
Toda dor é única. E sua. E somente você tem dimensão do quanto ela significa, mobiliza, inquieta, entristece... Não é possível medir a dor de alguém. Nem mesmo quem sente, por vezes, é capaz. É que as réguas passadas não necessariamente são competentes para medir o que vivemos hoje. Pequena ou grande, acolha a sua dor. Abrace com respeito o que você sente. Perdoe-se, quando sentir que precisa. Chore, sempre que necessário. Fale, toda vez que sentir vontade - para quem tem a capacidade de ouvir você com cuidado, responsabilidade e empatia. Sinta. Viva o que a experiência tiver de proporcionar a você. Veja em si e nos apoios que encontrar as respostas/razões para o que tem atravessado. E por falar em atravessar, permita-se trocar de faixa, cruzar o rio, chegar do outro lado. Permita a si mesmo/a ressignificar, tentar outra vez, desistir do que não faz mais sentido. Seja feliz. Por você!
No silêncio dos meus pensamentos, ouço a voz inquieta que me diz: "não se preocupe... se é o bem que praticas, este é o melhor presente que concedes ao mundo, e é o que quero de ti". Quem me fala? Importa? Para mim, talvez, somente. Eu posso chamar de Deus, de consciência, de Espírito de luz, de universo, de forças superiores, de energia que transcende a nossa compreensão. A verdade é que, enquanto algumas pessoas estão pelo mundo discutindo quem é o/a remetente, outras pensam em seguir a mensagem. Talvez seja o que falta à Humanidade: parar para ouvir e praticar a mensagem.
Seja amor.
Espalhe amor.
Multiplique.
Sábio é quem pratica.
Fé naquilo/naquEle/naquEla que te inspira a ser melhor. A cada dia. Todos os dias. Dentro e fora dos templos e dos cultos. Das regras. Das câmeras. Das redes. Mas, sobretudo, no silêncio da sua consciência.
Entre bocejos e café,
Aqui sozinha inquieta
Raciocinando e escrevendo
Enquanto o dia vai nascendo
E o corpo todo doendo.
A dor de não ter dormido
Porque, não me pergunte
Queria também saber
Porque ao invés de dormir
Me pego escrevendo aqui
Para zero pessoas ler.
Alma inquieta, noite fria
e uma mente turbinada, louca, amante
sem se quer parar.
Faz os versos pra essa moça linda
que domingo de manhã vem me namorar.
Cospe do peito o amor guardado.
Rasga o verso ao soletrar,
que esse amor é verdadeiro
vindo ao pé do ouvido sussurrar.
Menina da rua
que vive na lua
pisando este chão
Menina poeta
vive inquieta
ouvindo o coração
Menina faceira
a vida inteira
nunca diz não
Menina da rua
poeta faceira
são versos pra lua
a canção primeira
Menina faceira
tombou na ladeira
na madrugada fria
Não viu mais a lua
sua companheira
sua alegria
Silenciou para sempre
o canto fremente
da menina levada
Que viveu como um canto
no encanto da lua
no canto darua
da rua, o encanto
da madrugada!
"Somos tudo num só e nada num todo
O bem e mau que inquieta e acalma
Sacudindo o agitado silêncio da alma."
Uma mente inquieta em busca de respostas. Um corpo que almeja carinho. Um coração ávido de amor. Um espírito que aspira encontrar sentido. Uma alma que não admite morrer sem que tenha vivido.
Canta inquieta e solitária uma ave,
talvez em busca de companhia,
aprecio com calma a voz dela,
temendo que cesse a melodia
Ela só quer sozinha ficar
num jardim de flores perfumadas,
esperando que chegue o anoitecer,
para partir, voando sobre a invernada
Ave que sabe bem seu rumo,
como ela deveríamos ser,
ter um bom momento especial,
depois seguir, simplesmente viver !
