Inquieta
Sou a sombra na aurora, o eco no abismo. Sou a busca incessante, a alma inquieta. Sou o sonhador incansável, mergulhado em mistérios. Sou a chama ardente, a inquietude dos versos. Sou o eu que se desvenda, nas entrelinhas do ser, em constante renovação, buscando se compreender.
me abrace !
me abrace
quando eu estiver
inquieta
mas não deixe de
suspeitar de meu silêncio
quando meus
olhos marejarem
e eu não possuir mais o
controle de minhas águas
quando meus olhos
estiverem cansados de
não se sabe o quê
e ainda quando você
sentir que meu nariz ardeu
quando eu não puder me
sustentar devido à certas
avalanches ;
quando eu reclamar
de dor externa , pra não
falar daquela que
corrói nos ossos
quando eu não souber
sorrir
quando não aguentar
falar
e a respiração passar a
ser controlada
na verdade
não meça esforços
nem deixe que
surjam razões
apenas me abrace
me abrace por abraçar
por estar feliz
me abrace por nada
apenas me abrace ,
eu suplico !
nem que tu cries o
motivo mais sem nexo
na face da terra
a ponto de que
minha estranheza
se assimile à tua
e eu não tenha medo
de te pedir um abraço
mesmo que seja porque
tu sorriste pra mim
ou porque gostei
de tuas falas
de tua alma
mas …
me abrace
te suplico !
A mente que lê é uma mente inquieta, que busca soluções e que não se contenta com o status quo. Cada livro lido é uma semente plantada, que germina em forma de ideias e ações concretas. A transformação planetária começa, portanto, na transformação de cada indivíduo, e a leitura é o catalisador desse processo. Ao abrir os portais do conhecimento, somos capazes de imaginar novos futuros e trabalhar para realizá-los.
Inquieta, eu, poeta, paro e penso.
Às vezes, preciso beber um gole
denso de silêncio.
Tomar um porre fluido de nevoeiro,
Um cálice poético evidente.
Poder inspirar pela tangente,
Preciso me embrenhar,
Gritar, silêncio...
Silêncio...
Sou afável, desagradável, perceptiva, desapercebida, lisa, rugosa, pequena, grande, inquieta por dentro, sonolenta por fora, minto para mim mesma.
Incógnita
Loira, morena
Quieta, inquieta
Linda, descabelada
Mansa, brava
Calmaria, tempestade
Doce, azeda
Previsível, imprevisível
Resposta, pergunta...
Prazer... somos mulheres, pura incógnita.
Liziane Botti Ferri.
A inovação nasce da mente inquieta que não aceita fronteiras e transforma desafios em oportunidades.
Sem paz sou incapaz...!!!
(Nilo Ribeiro)
Quando a mente está inquieta,
quando o espírito está agitado,
faça a coisa certa,
coloque Jesus ao seu lado
vá para um cantinho,
faça uma bela oração,
se livre de todo espinho
que perfura o seu coração
silenciosamente fale com Jesus,
diga o que perturba sua mente,
Ele vai lhe enviar a luz,
Ele se fará presente
a paz é o princípio, o encanto,
por ela Jesus foi crucificado,
a paz não se encontra no pranto,
ela é um bem mais sagrado...!!!
“Busque a paz em Jesus,
Ele aliviará a sua cruz”...!!!
Amém...
No silêncio da sala, o tic tac da caneta,
Ecoa pelos corredores, como uma sonata inquieta.
Na carteira vazia, a mente se aventura,
Explorando mundos, numa busca tão pura.
Tic tac, tic tac, o tempo não espera,
Enquanto os alunos aprendem, a mente se esmera.
Cada linha traçada, um novo aprendizado,
Na escola, o conhecimento é sempre renovado.
O tic tac da caneta, um sinal de progresso,
Registrando ideias, num eterno processo.
Na sala de aula, onde o saber floresce,
O tic tac da caneta é a sinfonia que aquece.
Assim segue o ritmo, na dança do saber,
Na escola, onde o futuro começa a nascer.
Com o tic tac da caneta como guia,
Cada estudante escreve sua própria poesia.
Amor de Poeta
No peito do poeta, amor é chama,
Fagulha que acende a alma inquieta,
É rio que corre, sem ter quem o trama,
É canto que nasce de forma completa.
Seu amor não vive em moldes terrenos,
Transcende o toque, o olhar, o lugar.
É feito de versos, de sonhos serenos,
De tudo o que o mundo não pode tocar.
Ama a dor, a saudade, o impossível,
Ama o instante, o futuro, o jamais.
No poeta, o amor é tão indivisível,
Que abraça os mortais e os imortais.
É arte, é entrega, é pura loucura,
É querer transformar o banal em magia.
No coração do poeta, a alma é tão pura,
Que o amor é poesia... e a poesia, utopia.
Paixão Entre o Amor e a Falsidade
Entre o amor e a falsidade,
nasceu uma paixão inquieta,
um fogo que ardia sem dono,
mas que a alma inteira afeta.
Teus olhos, faróis enganadores,
prometiam mundos sem fim,
mas teu coração, tão vazio,
não era refúgio para mim.
Tuas palavras, doces venenos,
me prendiam num jogo cruel.
Amar-te era voar entre flores
e cair em espinhos de fel.
Eu quis acreditar na mentira,
vestida de amor verdadeiro,
mas a paixão, tão traiçoeira,
fez-me prisioneiro e estrangeiro.
Agora, vejo com clareza:
o amor é força que liberta,
mas a falsidade que o cerca
é prisão de porta aberta.
Paixão entre o amor e o engano
é chama que queima e destrói.
Um desejo que fere o peito
e no fim, a alma corrói.
Que fique o aprendizado amargo,
e o eco de tudo que foi.
Pois paixão sem verdade é sombra,
um sentimento que se desfaz depois.
Nesta noite inquieta, minha mente se movimenta entre pensamentos, por vezes tão incongruentes. É curioso estar aqui no presente e, ao mesmo tempo, reviver o passado, repleto de boas lembranças. As memórias, embora belas, podem se tornar insuportáveis; causam perturbação, um silêncio ensurdecedor, mesmo quando as vozes em meu pensamento parecem gritar como um megafone. Pergunto-me se essa sensação é ansiedade pelo que ainda não vivi ou saudade do que me foi impedido de realizar. Acredito que seja um pouco das duas. Suportar o insuportável; gosto de pensar que, ao mergulhar em mim mesmo, posso compreender o que é eterno.
Sonatina (soneto II)
Não pode ser sempre inquieta poesia
Está morna poética, cheio de torpeza
Os versos tão enevoados de lerdeza
Há de isentar-se desta sensação fria
Num vendaval de solidão e de agonia
O choro apodera da rima em tristeza
Quando a inspiração só quer alegria
E numa sonata vê-se sons da utopia
Hei de subir ao tope da imaginação
Vencer procelas e alaridos, emoção
Ali, triunfante, cheio de doce louvor
Em poema, aclamante, e com intento
O sol da glória há de ornar o momento
E eu, hei de toar: - em versos de amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
16 janeiro, 2024, 20’38” – Araguari, MG
O silêncio lhe assusta?
Vazio explosivo que inquieta a mente narcisica.
Afago contínuo de quem dele se inspira.
