Ingênua
Envelhecemos, perdemos a inocência,
A ingenuidade da lugar as aparências.
Apanhados por exemplos que ditam as normas,
Arrastados num cortejo que impõe formas.
Eles mataram o mundo, enquanto
Dormíamos tranquilamente,
Sonhando com um futuro,
Em nossa ingenuidade permanente,
Esquecemos, que para fazer planos
É necessário um presente.
Genialidade é relativa,
Ingenuidade é uma benção,
Jovialidade depreciativa,
Intensidade só quando há intenção.
um olhar apaixonado trás o brilho de um encantamento ingênuo que desperta uma necessidade comprometida pelo desejo avassalador de uma alma pela outra de se devorar até que não exista mais nada além do amor
Porque será que só os ingênuos
carregam o fardo da ideologia?
Enquanto os idealizadores
banqueteiam-se com mordomia?
Dizer que não temos talentos é dizer em outras palavras que Deus não foi Fiel a nós! É ingenuamente tentar limitar o poder infinito de Deus!
Há uma luta pela palavra perfeita
Pela fruta da macieira que se entregará pura
- Ingênua, macia, cheirosa, saborida
e cairá no corpo faminto e desejoso
e será contemplada como o mais puro ouro
- O melhor dos prazeres!
Passarei a vida em busca desta maçã
tão doce, sutil e verdadeira.
Quando ela adentrar os meus lábios
não me entregarei a mais ninguém…
Prefiro-me assim…
Sinto-me ridiculamente ingênua
- isso é bom!
Um pouco inebriante, talvez
e reconforta-me saber que estou num berço esplêndido
numa pureza de sentidos
preparada para acolher o novo e a novidade
ao mesmo tempo que tenho algo de mim.
Não sou pura nem mesmo pureza
mas reconheço-me como abençoada
pelo dom da ingenuidade!
Uma ingenuidade pulsante e bela
que sempre faz-me crer de novo
e de novo
e de novo
em algo e em alguém que mostra-se disponível para encantar-me.
Ser ingênua também torna-me confiante.
Não apenas nos outros, mas principalmente em mim…
Os que enganam (e os que querem enganar)
são os verdadeiros e ridículos tolos
Eu? Eu sou ingênua
Apenas ingênua e confiante demais
para temer os que me querem mal…
#Ingenuidade
Vivo tranquilo...
A liberdade é quem me faz carinho...
A brisa, como tem tempo não tem pressa...
Flores, música, poesia...
O luar e o sol...
São minhas companhias...
Bastam minhas asas...
Escolho a ousadia...
Ilusão de cada dia...
Vivendo em maestria...
Não é da minha natureza esperar que me deem liberdade...
Não sinto medo...
Até quando não percebo...
Eu mesmo me concedo...
Serei eu ingênuo?
Sandro Paschoal Nogueira
Libidinosas noites tive...
Ingênuo tal qual escorpião...
No abraço do meu inimigo encontrei...
Mais afeto que a um irmão
E andei por todo um mundo...
E pelo menos pensei...
As imagens que as vi...
Por tantas encontrei ou tantas outras que perdi...
Não sei se ainda estou...
No que fiquei a sonhar...
Em névoas que adormeci...
Será que despertei alguma verdade ou com mentiras me cobri?
Ando já sem descansar...
Na vida sem dormir...
Anseio que rasga o meu peito do que já vivi...
Daquilo que eu quero...
De tudo que já não sinto...
De tudo que já senti...
Tudo quanto eu pedira...
Tudo quanto ambicionara...
Tudo quanto pouco ou muito eu amara..
Com que ergue-se o destino...
Entre o tudo e o nada...
Da sorte desejada...
Ou da que está por vir...
Tanto andei...
Em estradas que julguei sem fim...
Lugares deserdados...
Sempre sonhando, tendo fé...
Pouco desisti...
Nada sei...
Nada valho...
Entre tantos embaraços...
Será que muito ou nada faço?
De tanto que me arrependi...
E que faria ou não novamente...
Tudo amo...
Pouco compreendo...
Assim como tu...
Apenas sigo...
Um pouco...
Aprendendo...
Sandro Paschoal Nogueira
''O Claudicar Ingênuo''
Eu não quero ser o príncipe,
sem sentimentos, sem personalidade, sem cor,
prefiro ser um plebeu,
com desejos e sonhos somente meu,
e mesmo que o mundo venha e me bata,
nunca ansiarei ser um príncipe,
preferirei ser um saco de batata.
"" Na calmaria, segue adiante
brisa leve, cantando pássaros
desafios, curvas ingênuas
turbilhão para refazer a harmonia
calmaria, turbilhão
calmaria
resta o sal como presente
depois de tanta doçura
turbilhão, calmaria
até a chegada do luar...
Vítimas ingênuas, inseguras, tomadas por um medo imaginário, não se unem a ninguém que queira entrar em confronto com o opressor, mas se unem contra quem tentar libertá-las do opróbrio que o próprio opressor, alienador, incutiu ser uma condição normal, uma justificativa pra elas se manterem vivas...
É que no fundo, a gente sempre mantem a ingenuidade de não esperar da amizade verdadeira sequer a dúvida entre magoar ou não!
