Infinito
Ao alcance da vista
O Infinito
Mas somente de relance
Em zonas periféricas
Isso acontece somente
Nas horas sinceras
Que precedem os sonos
E ambos os hemisférios da cabeça
Me enganam, mas não mentem
e simplesmente permitem
Que a gente enxergue
as coisas como elas são
Ou que ao menos
deveriam ser vistas
É uma lista que não se acaba
e talvez jamais se incie
Quando a gente nem sequer
Consegue imaginar a Cara de Deus
Sem que Nela haja uma barba
Porquanto a imaginação
Apesar de poder alcançar
distâncias infinitamente superiores
Àquelas que alcançam as vistas
durante a maior parte do tempo
Limitam-se
A permitir que nossos sonhos
Venham à esmo
Pois a vida
Tornou a vista entrevada
e de tanto buscar horizontes
Vivemos num mundo quadrado
Infinitamente distantes
Uns dos outros e de nós mesmos
Ao alcance de mim
Uma chance e somente uma
de viver uma vida de verdade
Mas ela também se apresenta
de relance e em zonas periféricas
Se ao menos a alma
permitisse eu aceitar a vida
Como algo além de sonhos
E que podem ser vistos
bem de perto
Eles estão ali
atrás daqueles horizontes esféricos
Que as vistas não podem alcançar
Nem ao menos de relance
Mas o coração acena
e me diz que ainda existe essa chance
de ir até lá
E finalmente confirmar
Que sonhos reais existem
Infinito.
"A diferença
É que quando amanhece
Cá da Terra vemos
O lugar onde nascem os dias
Mas as estrelas, quando acordam
Podem olhar para o infinito
Um lugar
Infinitamente mais bonito"
Edson Ricardo Paiva.
Senhor, Deus do infinito
Que se faça hoje em minha vida
Tudo aquilo que disseste
Caia sobre mim, Tua Luz Celeste
e tudo mais que Está Escrito
Aquilo que me foi revelado
e tudo mais, que porventura
Ainda me for oculto
Tudo que acho e sempre achei
Muito bonito
Mostra a mim, Meu Pai
Teu Rosto, Tua Verdade, Teu Vulto
Revela a mim Tua Bondade e Teu Amor
Retira a dor do meu caminho
Retira a mim mesmo do caminho dos homens
Me mostra, Meu Pai, como é doce a Tua Companhia
Se, porventura, houver chegado ao fim minha missão
Senão, esclarece-me uma vez mais
Por teu amor e compaixão
Só não me deixe aqui no chão
Vivendo à esmo
Faz então, um cisma em minha vida
Eu sei que o Senhor pode dividí-la
Como bem lhE aprouver
Me mostra o que o Senhor quer
e pretende de mim
Pois muita coisa aqui, chegou ao fim
Portanto
Não me abandona, Senhor
Vivendo de um modo qualquer
Tem horas em que o infinito
responde com um monte de "nadas"
devido à natureza de perguntas
querendo ouvir respostas sobre coisas
que apesar de nunca terem estado juntas
estão e estarão eternamente
intrinsecamente relacionadas
apesar de parecer que perguntei em vão
estes "nada" de repente
elucidam-me a questão
talvez você entenda
talvez não
talvez você esteja distraído
pode ser que esteja atento
não faz mal
não é todo mundo que me entende
quando transcrevo
As palavras que ouvi do vento.
Siga eu um dia, finalmente
Para o infinito
Para muito além das Estrelas
Para muito além do pensamento
Siga eu um dia, alegremente
Para algum lugar
Que Deus tenha me destinado
Longe deste confinamento
Onde me encontro
Há muito, qual desarvorado aprendiz
Que não leve recordação
De nenhum bem
Ou qualquer mal
Que fiz ou tenha feito
Siga eu numa noite chuvosa
Ou alguma manhã tardia
E aos que permanecerem
Que eu deixe a alegria
De saber que eu vou em paz
Mas que não permita Deus
Que eu vá
Sem antes ter certeza
De que as sementes por mim espalhadas
Farão deste Mundo
Em lugar melhor
Que aquele que um dia encontrei
Senão
Que eu não deixe nada.
Vejo a estrela cadente
Na viagem que o universo abrange
Pelo tempo que o infinito, se o souber
Há de apenas te dizer que é longe
O lado mais bonito disso tudo
É que a passagem pela minha vida
Só perdura um breve instante
Me convida ao pensamento
Às vezes conclusivo, embora conflitante
Tão confuso quanto o amor baldio e mudo
É dor pra qual não tem remédio
O nada inexistente, ao arrepio do sentido
Se tudo que vejo é o momento presente
A chuva aumenta, lenta e tristemente
Deus alegra a vida, evoca a arte
Parte a luz à esguelha
A cor da rosa em sustenido; vermelha
Espelha o céu no chão
Põe pássaros à telha
Saudade, que morreu de velha
Dizem que foi desde ontem
Não há como o saber nem alcançar
Calou, deixou passar, consente
Estrela, leve em ti
O nosso breve olhar veloz, sem voz
Leve mormente
Nem que morra em alguma neve
Se tens mesmo que partir
Leve esse olhar
Guarda pra ti.
Edson Ricardo Paiva.
"O Infinito mundo particular"
De: Tatyane Nicklas
Eis o melhor e o pior de mim
( Não para todos)
O meu termômetro, o meu quilate
(Sou quente ou extremamente fria)
Vem, cara, me retrate
(Suplique se for o caso)
Não é impossível
(Nada é impossível comigo)
Eu não sou difícil de ler
(Apenas Ilegível)
Faça sua parte
(Não me deixe em partes)
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
(Na verdade, ando sem casa. Não pertenço a Lugar algum)
Vem, cara, me repara
(Ou troque os óculos)
Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim
(Eu decido minha vida)
Só não se perca ao entrar
(Eu tenho apenas uma entrada, e varias portas de saída)
No meu infinito particular
(Muitos querem, poucos podem, ninguém consegue)
Em alguns instantes
(O relógio pode parar)
Sou pequenina e também gigante
(Sou do tamanho necessário)
Vem, cara, se declara
(Continue aumentando o grau)
O mundo é portátil
(E muitas pessoas são espaçosas)
Pra quem não tem nada a esconder
(Eu apenas escondo o que não quero mostrar)
Olha a minha cara
(Totalmente indesvendável)
É só mistério, não tem segredo
(Um pouco de charme)
Vem cá, não tenha medo
(Viver com medo é viver pela metade)
A água é potável
(Depende do copo em que se bebe)
Daqui você pode beber
(Se eu oferecer, beba sem medo)
Só não se perca ao entrar
(Por favor, não erre a porta)
No meu infinito particular
(No meu infinito ato em ser...Tatyane Nicklas)
Tatyane Nicklas
( Eu amo tanto a inteligência dessa cantora, respeito-a em todos os sentidos e eu sempre tentei decifrar essa letra, as palavras se misturam em torno de tanta "sentimentalidade", enigmático ato em não deixar totalmente claro, e por este ato em comum, eu decidi responder a letra, mera apologia sentimental)
Marisa Monte
Narrativa Inspirada no Conto Sufi.
Fragmentos do Infinito.
Conta um antigo conto da tradição sufi, atribuído a diversas escolas do Oriente Médio, que a Verdade em sua pureza integral desceu à Terra e os homens não puderam contemplá-la em sua totalidade. Para que não se perdesse por completo, Deus partiu a Verdade como se fosse um espelho, e lançou seus estilhaços ao mundo.
Desde então, cada ser humano carrega em si um pequeno fragmento desse espelho divino, refletindo uma porção da Verdade, mas jamais o seu todo. Aqueles que tentam impor seu pedaço como sendo a totalidade do espelho, sem reconhecer os fragmentos que os outros portam, caem na ilusão do orgulho e da cegueira espiritual.
“Entre o corpo e o infinito não há serenidade sem responsabilidade, nem harmonia sem esforço moral.
Agir com calma, compreender o outro, e converter as experiências em degraus de crescimento é o caminho seguro para a verdadeira paz. Essa serenidade não é passividade, mas sabedoria em ação: é a força de quem aprendeu a reagir com luz diante das sombras do mundo.
Entre o corpo e o infinito, o Espírito humano constrói sua eternidade. Cada gesto de cuidado, cada palavra de amor e cada pensamento de fé convertem-se em sementes que florescem no jardim da alma.
A educação moral, a comunicação consciente e a oração sincera são os três pilares de uma nova civilização mais fraterna, mais justa e espiritualmente desperta.
Que saibamos, pois, reencontrar o equilíbrio entre a matéria e o espírito, transformando o cotidiano em um hino silencioso de amor e progresso.
“A verdadeira paz nasce quando a alma aprende a conversar com Deus dentro de si.””
O ÚLTIMO SONHO E O CÂNTICO DO INFINITO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Foste tu quem me ensinou a coragem das estrelas antes da partida. Mostraste-me que a luz não se extingue com a ausência e que ela prossegue silenciosa mesmo quando a matéria silencia. Assim compreendi que a morte não interrompe o sentido. Apenas desloca o olhar para regiões mais profundas da consciência."
"No último sonho essa lição retorna com solenidade. A respiração torna-se curta não por medo mas pela vastidão do que se revela. O infinito não se impõe como mistério opressor mas como verdade acessível à alma desperta. Existir revela-se raro. Existir revela-se belo. Existir torna-se um privilégio ético e metafísico."
"Tentei pedir que tudo fosse dito novamente. Não por esquecimento mas porque certas verdades exigem repetição para serem inscritas no espírito. Quis escrevê-las mas não encontrei instrumento que comportasse tal grandeza. Há ensinamentos que não cabem na linguagem. Apenas na interioridade."
"O último sonho então se amplia. Ele une memória e cosmos. O universo deixa de ser vastidão impessoal e assume finalidade íntima. Tudo parece ter sido tecido para ser contemplado por um olhar consciente. Não por vaidade humana mas por correspondência tão íntima entre o ser e o todo."
"Nesse estado a psicologia encontra repouso. O eu já não se fragmenta em expectativas. Ele aceita sua raridade e sua responsabilidade. Filosoficamente o sentido não está em durar indefinidamente mas em ter sido capaz de perceber. Perceber a beleza. Perceber o outro. Perceber o infinito no instante."
"E se ainda fosse possível ouvir uma última vez essa verdade ela diria com voz serena que o existir é improvável e por isso mesmo sagrado. Que a consciência não é acaso mas chamado. Que o último sonho não encerra a jornada mas a coroa com lucidez reverente."
"Assim o espírito compreende que viver foi aprender a ver. E que ter visto com coragem ternura e verdade já constitui um feito épico diante do silêncio eterno do universo."
O ÚLTIMO SONHO E O CÂNTICO DO INFINITO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Foste tu quem me ensinou a coragem das estrelas antes da partida. Mostraste-me que a luz não se extingue com a ausência e que ela prossegue silenciosa mesmo quando a matéria silencia. Assim compreendi que a morte não interrompe o sentido. Apenas desloca o olhar para regiões mais profundas da consciência."
"No último sonho essa lição retorna com solenidade. A respiração torna-se curta não por medo mas pela vastidão do que se revela. O infinito não se impõe como mistério opressor mas como verdade acessível à alma desperta. Existir revela-se raro. Existir revela-se belo. Existir torna-se um privilégio ético e metafísico."
"Tentei pedir que tudo fosse dito novamente. Não por esquecimento mas porque certas verdades exigem repetição para serem inscritas no espírito. Quis escrevê-las mas não encontrei instrumento que comportasse tal grandeza. Há ensinamentos que não cabem na linguagem. Apenas na interioridade."
"O último sonho então se amplia. Ele une memória e cosmos. O universo deixa de ser vastidão impessoal e assume finalidade íntima. Tudo parece ter sido tecido para ser contemplado por um olhar consciente. Não por vaidade humana mas por correspondência tão íntima entre o ser e o todo."
"Nesse estado a psicologia encontra repouso. O eu já não se fragmenta em expectativas. Ele aceita sua raridade e sua responsabilidade. Filosoficamente o sentido não está em durar indefinidamente mas em ter sido capaz de perceber. Perceber a beleza. Perceber o outro. Perceber o infinito no instante."
"E se ainda fosse possível ouvir uma última vez essa verdade ela diria com voz serena que o existir é improvável e por isso mesmo sagrado. Que a consciência não é acaso mas chamado. Que o último sonho não encerra a jornada mas a coroa com lucidez reverente."
"Assim o espírito compreende que viver foi aprender a ver. E que ter visto com coragem ternura e verdade já constitui um feito épico diante do silêncio eterno do universo."
Amar você é como tocar o infinito com as pontas dos dedos, um universo que se abre apenas para quem ousa se perder. O mundo ao redor desaparece, e só resta a nossa existência suspensa, onde tudo parece fazer sentido. Mas amar é também expor a alma, deixar o coração nas suas mãos, vulnerável como vidro fino.
Quando você sorri, é como se o meu mundo inteiro se aquecesse ao brilho do sol. Quando estamos juntos, o tempo se curva, obediente, e nos dá o presente de uma eternidade em cada instante. Mas, ao mesmo tempo, existe uma fragilidade. O poder que você tem de me tocar tão profundamente também pode me quebrar de forma irreparável.
E, se um dia você for embora, levará consigo a parte mais preciosa de mim. O mundo, antes repleto de cores, será um borrão desbotado, e o silêncio da sua ausência será ensurdecedor. No entanto, escolho te amar mesmo assim, porque a intensidade desse sentimento vale cada risco. Amar você é viver à beira de um abismo, com a alma nas alturas e o coração à mercê do vento.
Se o amor é uma prisão, então que seja nos seus braços, pois só neles a liberdade existe.
Força não é silêncio infinito. Entre a armadura e o pranto contido, Deus sorri ao meu desabar em segredo.
JOSEFINA
Matriarca, raiz que o tempo não arrancou,
hoje repousa no infinito.
Nas mãos do vento, espalha-se em nós,
semente eterna de força e memória.
O ciclo não cessa, transforma.
Ela é agora o sussurro das árvores,
o abraço do sol, o silêncio que acalma.
Uma partida que não é fim,
mas caminho que floresce em outros.
(Minha vó te amarei nas palavras e nas memórias 🤍 Saudades eternas!)
