Individualidade de Vida
Individualidade e Individualismo.
Há uma grande diferença entre o individualismo e a individualidade. O individualismo é uma característica doentia da personalidade, ancorada na incapacidade de aprender com os outros, na carência de solidariedade, no desejo de atender em primeiro, segundo e terceiro lugar aos próprios interesses. Em último lugar ficam as necessidades dos outros.
A individualidade, por sua vez, é ancorada na segurança, na determinação, na capacidade de escolha. É, portanto, uma característica muito saudável da personalidade. Infelizmente, desenvolvemos frequentemente o individualismo, e não a individualidade.
nota pra mim mesmo:
lembre-se de nunca esquecer sua individualidade,
não importa o quanto ame alguém.
Numa relação deve existir, antes de mais nada, individualidade, respeito, alegria e prazer em estar junto.
Se a perda da individualidade é de certa maneira imposta ao homem moderno, o artista lhe oferece uma revanche e a ocasião de encontrar-se.
Ser diferente é ser único e assumir quem é, nossa individualidade, ser igual é querer ser a cópia de outro alguém e negar a sí mesmo.
"Não sou obrigado a ser apenas a criação de outros, moldado por suas expectativas, modelado por suas exigências. Não sou obrigado a ser uma vítima de forças desconhecidas em mim mesmo. Sou cada vez menos uma criatura das influências em mim, que funcionam além do meu alcance, no domínio do inconsciente. Sou cada vez mais o arquiteto de mim mesmo. Sou livre para querer escolher, com a aceitação de minha individualidade, "minha maneira de ser", posso ter mais de minha singularidade e potencialidade."
(Carl Roger)
Sobre estar sozinho…
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco romântica por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Eu acho que o grande desafio é não permitir que as pressões coletivas nos afastem de nossa individualidade, de nossas verdades e de nossa forma particular de ser feliz, o mundo está um caos, tanto lá fora quanto dentro de nós .
-Leex
"Sal de tus límites, cesa de fingir que eres igual a todos, muéstrale al mundo ese tesoro que es tu diferencia.""
"Saia de teus limites. Cessa de fingir que és igual a todos e mostra ao mundo esse tesouro que é tua diferença."
Quantas ações genuinamente individuais são omitidas porque, antes de fazê-las, percebemos ou suspeitamos que serão mal compreendidas!
Hoje em dia, as pessoas têm medo de si próprias.
Esquecemos nossos direitos garantidos pela Constituição, que a individualidade e a privacidade devem ser respeitadas. Nada de fuçar celular do amado, nada de querer relatório completo, nada de querer a informação de cada minuto respirado. Você nem ele precisam disso, isso não é amor, isso no mínimo é posse, carência e insegurança.
Em tempos de globalização e de sociedades homogeneizadas, a individualidade é cada vez mais valorizada: as pessoas desejam traduzir o que são, contando com ferramentas para revelar sua personalidade em cada mínimo detalhe de suas vidas. Essa grande tendência, valorizar a singularidade de cada um, é desdobrada em dois conceitos: customização e personalização.
A arte de tornar seu mundo um reflexo de você!
Garantimos que os espaços sejam desenvolvidos com a identidade do cliente sempre em mente, aplicando-a nos mínimos detalhes. Por quê? Por acreditarmos que customização e personalização são belas formas de se viver com mais liberdade.
