Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

O que me interessa no amor, nĂŁo Ă© apenas o que ele me dĂĄ, mas principalmente, o que ele tira de mim: a carĂȘncia, a ilusĂŁo de autossuficiĂȘncia, a solidĂŁo maciça, a boemia exacerbada para suprir vazios. Ele me tira essa disponibilidade eterna para qualquer um, para qualquer coisa, a qualquer hora. Ele apazigua o meu peito com uma lista breve de prĂłs e contras. Mas me dĂĄ escolhas. Eu me percebo transformada pelo que o amor tirou de mim por precisar de espaço amplo e bem cuidado para se instalar. O amor tira de mim a armadura, pois nĂŁo consigo controlar a vulnerabilidade que vem com ele; tira tambĂ©m a intransigĂȘncia. O amor me ensina a negociar os prazos, a superar etapas, a confiar nos fatos. O amor tira de mim a vontade de desistir com facilidade, de ir embora antes de sentir vontade, de abandonar sem saber por quĂȘ. E Ă© por isso que o amor me assombra tanto quanto delicia. Porque nĂŁo posso virar as costas pra uma mania quando ela vem de uma pessoa inteira. Porque eu nĂŁo posso fingir que quero estar sozinha quando o meu ser transborda companhia. O amor me tira coisas que eu nĂŁo gosto, coisas que eu talvez gostasse, mas me dĂĄ em dobro o que nunca tive: um namoramento por ele mesmo. O amor me tira aquilo que nĂŁo serve mais e que me compunha antes. O amor tirou de mim tudo que era falta.

Paz Ă© o amor humanizado,
Amor Ă© a paz dos namorados,
sinta num aperto de um abraço!
ame! e terĂĄs a paz ao teu lado.

Para viver um grande amor

Para viver um grande amor, preciso Ă© muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister Ă© ser um homem de uma sĂł mulher; pois ser de muitas, poxa! Ă© de colher... — nĂŁo tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro Ă© preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lĂĄ como for. HĂĄ que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, Ă© preciso atenção como o "velho amigo", que porque Ă© sĂł vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitĂ­ssimo cuidado com quem quer que nĂŁo esteja apaixonado, pois quem nĂŁo estĂĄ, estĂĄ sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, hĂĄ que compenetrar-se da verdade de que nĂŁo existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade Ă© um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizĂ­vel liberdade que traz um sĂł amor.

Para viver um grande amor, il faut alĂ©m de fiel, ser bem conhecedor de arte culinĂĄria e de judĂŽ — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, nĂŁo basta ser apenas bom sujeito; Ă© preciso tambĂ©m ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viĂșva tambĂ©m, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessĂĄrio ter em vista um crĂ©dito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, Ă© de amor, Ă© de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarĂ”es, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que hĂĄ de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor Ă© muito, muito importante viver sempre junto e atĂ© ser, se possĂ­vel, um sĂł defunto — pra nĂŁo morrer de dor. É preciso um cuidado permanente nĂŁo sĂł com o corpo mas tambĂ©m com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. HĂĄ que ser bem cortĂȘs sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Resolvi guardar meu amor para mim, não por questão de egoísmo, mas de cuidado. Não quero que ninguém o toque, ou o machuque, só isso.

Se entre duas pedras pode nascer uma flor. Por que se entre dois amigos nĂŁo pode nascer um amor?

Espalhe que o amor nĂŁo Ă© banal. E que, embora estejam distorcendo o sentido verdadeiro dele nos tempos modernos de hoje, ele existe.

Desconhecido

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuĂ­da a Mario Quintana.

O tipo de amor que pode incinerar o mundo ou erguĂȘ-lo em glĂłria

Pobre aquele amor que se Ă© descrito e
que pode se medir.

Existem amores... e existe um amor especial, apenas uma vez em nossas vidas... este tipo de amor pertence ao Céu, é incondicional e ele serå para sempre... como uma marca cósmica, uma infinita lågrima de alegria e um abraço sem fim! O difícil é descobri-lo, discerní-lo, em meio às tempestades do nosso coração.

No auge do sentimento de amor, a fronteira entre ego e objeto ameaça desaparecer.

Amor se ganha... Confiança se ganha... Respeito se ganha... Mas carĂĄter... Bem, carĂĄter nĂŁo! Isso vocĂȘ tem ou nĂŁo tem!

Tu Tens um Medo
Acabar.
NĂŁo vĂȘs que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dĂșvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dĂșvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerĂĄs por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E entĂŁo serĂĄs eterno.
NĂŁo ames como os homens amam.
NĂŁo ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
TĂŁo separado do que ama, em ti,
Que nĂŁo te inquiete
Se o amor leva Ă  felicidade,
Se leva Ă  morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
SĂȘ apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarĂŁo por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
SĂȘ o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renĂșncia!
Sem orgulho da tua renĂșncia!
Abre as tuas mĂŁos sobre o infinito.
E nĂŁo deixes ficar de ti
Nem esse Ășltimo gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
DifĂ­cil,
O que tu viste inĂștil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos...
Enganados...
No momento da tua renĂșncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verĂĄs o que vias:
Mas tu verĂĄs melhor...
... E tudo que era efĂȘmero
se desfez.
E ficaste sĂł tu, que Ă© eterno.

A T

No amor basta uma noite para fazer de um homem um Deus.
(PROPÉRCIO)

Amoroso palor meu rosto inunda,
MĂłrbida languidez me banha os olhos,
Ardem sem sono as pĂĄlpebras doridas,
Convulsivo tremor meu corpo vibra...
Quanto sofro por ti! Nas longas noites
Adoeço de amor e de desejos...
E nos meus sonhos desmaiando passa
A imagem voluptuosa da ventura:
Eu sinto-a de paixĂŁo encher a brisa,
Embalsamar a noite e o céu sem nuvens;
E ela mesma suave descorando
Os alvacentos véus soltar do colo,
Cheirosas flores desparzir sorrindo
Da mĂĄgica cintura.
Sinto na fronte pétalas de flores,
Sinto-as nos lĂĄbios e de amor suspiro...
Mas flores e perfumes embriagam...
E no fogo da febre, e em meu delĂ­rio
Embebem na minh’alma enamorada
Delicioso veneno.

Estrela de mistério! em tua fronte
Os céus revela e mostra-me na terra,
Como um anjo que dorme, a tua imagem
E teus encantos, onde amor estende
Nessa morena tez a cor de rosa.
Meu amor, minha vida, eu sofro tanto!
O fogo de teus olhos me fascina,
O langor de teus olhos me enlanguece,
Cada suspiro que te abala o seio
Vem no meu peito enlouquecer minh’alma!

Ah! vem, pĂĄlida virgem, se tens pena
De quem morre por ti, e morre amando,
DĂĄ vida em teu alento Ă  minha vida,
Une nos lábios meus minh’alma à tua!
Eu quero ao pé de ti sentir o mundo
Na tu’alma infantil; na tua fronte
Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros
Sentir as viraçÔes do paraíso...
E a teus pés, de joelhos, crer ainda
Que nĂŁo mente o amor que um anjo inspira,
Que eu posso na tu’alma ser ditoso,
Beijar-te nos cabelos soluçando
E no teu seio ser feliz morrendo!

Dezembro, 1851

Summer - Eu nĂŁo acredito em amor.
Tom - Porque nĂŁo?
Summer - Porque ele nĂŁo existe.
Tom - Como sabe que ele nĂŁo existe?
Summer - Como sabe se ele existe?
Tom - Vai saber quando sentir.

Uma lição de amor

1Âș ano de colegial
Estava sentado na aula de inglĂȘs, admirando a garota ao meu lado. Ela era a minha tĂŁo chamada de “melhor amiga”. Eu admirava seu lindo cabelo sedoso, e desejava que ela fosse minha. Mas ela nĂŁo me via com esses olhos, e eu sabia disso. Depois da aula ela veio em minha direção e me pediu as minhas anotaçÔes, pois tinha perdido a aula passada, e eu as entreguei a ela. Ela disse “obrigada” e deu-me um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela... eu quero que ela saiba que eu nĂŁo quero que sejamos apenas bons amigos, eu a amo mais sou muito tĂ­mido.
2Âș ano de colegial
O telefone tocou do outro lado da linha, era ela. Ela estava em prantos, murmurando sobre o seu coração que fora partido por seu amor. Ela disse que fosse vĂȘ-la por que ela nĂŁo queria ficar sĂł, entĂŁo fui. Assim que me sentei ao seu lado no sofĂĄ, eu me fixei em seu suave olhar, desejando que ela fosse minha. ApĂłs duas horas um filme de Drew Borrymore e trĂȘs sacos de salgadinho, ela decidiu ir dormir. Ela olhou pra mim e disse “obrigado” e deu-me um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela.
3Âș ano de colegial
Na vĂ©spera do baile ela foi atĂ© o meu armĂĄrio, “meu par esta doente – ela disse – e nĂŁo vai melhorar”. Ela nĂŁo tinha companhia, fizemos um pacto se nenhum de nĂłs tivĂ©ssemos companhia para o baile, irĂ­amos junto como “melhores amigos” entĂŁo fomos.
Noite do Baile
ApĂłs tudo ter terminado, eu estava em pĂ©, parado, na porta da casa dela! Eu a fitei enquanto ela sorria pra mim e me fitava com seus olhos de cristal. Eu quero que ela seja minha, mas ela nĂŁo pensava em mim dessa forma, eu sabia disso. EntĂŁo ela disse “Foi o melhor momento da minha vida” e deu-me um beijo na bochecha eu quero dizer a ela, nĂŁo quero que sejamos apenas bons amigos.
Dia da Formatura
Um dia se passou, depois uma semana, depois um mĂȘs. Antes que eu pudesse piscar, era o dia da formatura. Eu olhei enquanto seu corpo perfeito flutuava como um anjo ate a plataforma para pegar o seu diploma. Eu queria que ela fosse minha, mas ela nĂŁo me via dessa forma e eu sabia disso. Antes que todos dirigissem aos seus lares ela veio atĂ© mim com seu traje de formatura e chorou enquanto eu a abraçava.
EntĂŁo ela levantou sua cabeça do meu ombro e disse: “vocĂȘ Ă© o meu melhor amigo, obrigado” e deu - me um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela.
Alguns Anos Depois
Agora estou sentado no banco da igreja Ă quela garota estĂĄ se casando, eu a vejo dizer “sim” e seguir em frente rumo a sua nova vida, casada com outro homem, eu queria que ela fosse minha, mas ela nĂŁo me via desta forma e eu sabia disso. Mas antes que ela partisse ela veio atĂ© mim e disse: “ vocĂȘ veio!!!!” Ela disse “obrigado” e beijo-me a bochecha. Eu quero dizer a ela, eu quero que ela saiba que nĂŁo quero que sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tĂ­mido, e nĂŁo sei porque.
Funeral
Anos se passaram, eu olho para o caixĂŁo de uma garota que costumava ser minha “melhor amiga”. Na cerimĂŽnia leram a entrada do diĂĄrio dela, escrito na Ă©poca do colegial. Isto foi o que leram:

“Eu o admiro desejando que ele seja meu, mas ele nĂŁo me vĂȘ desta forma, eu quero dizer a ele, eu quero que ele saiba que nĂŁo quero que sejamos apenas amigos eu o amo, mas sou muito tĂ­mida, e nĂŁo sei porque. Queria que ele dissesse que me ama!!!”
Eu queria também... Eu pensei muito e chorei...
Depois de ler isso reflita:

NĂŁo demore a dizer isso a pessoa que vocĂȘ o ama e quanto ela Ă© importante e especial na sua vida... um dia pode ser tarde...
MUITO TARDE!!!

AMOR COM FIM

Sim, o amor acabou,
mas obrigado por ter começado.
Fui feliz porque te amei
honrado por ter estado ao seu lado,
mas ainda que tua boca diga que me ama
o silĂȘncio dos teus olhos aflige meu coração.

Houve um tempo que sorrĂ­amos muito
em que nossas mĂŁos caminhavam unidas
como uma oração ao Deus da felicidade
e hoje, ainda que haja lĂĄgrimas
essa lembrança alivia a dor na despedida.

Peço perdão
se por acaso nĂŁo cumpri a promessa da eternidade
porém fui eterno todas as vezes que,
entre um sussurro e outro,
ajoelhei diante do milagre dos teu beijos.
E crucificado
na cruz dos dias que nĂŁo davam certo
me sentia um deus
todas as noites
que ressuscitava em seu braços
o amor nosso de cada dia.

NĂŁo sei se posso ser seu amigo
depois ter sido seu amante,
mas depois de ter sido teu amante,
que graça tem ser seu amigo?

NĂŁo quero de volta as estrelas
que te dei
em troca de
todas as vezes que vocĂȘ me levou ao cĂ©u.
O amor Ă© um presente
que poucos podem ter, ou dar.
Amar Ă© um ato de coragem
jĂĄ desamar requer humildade.

Quando se dĂĄ o Ășltimo abraço
é porque jå faltava braços hå muito tempo.

NĂŁo quero entender o amor
de minha parte, sĂł queria dizer obrigado.

sergio vaz

Eu decidi ficar com o amor. O Ăłdio Ă© um fardo muito grande para se carregar.

Professor Ă© aquele que dĂĄ capacidade ao aluno usando um veĂ­culo chamado amor.

Fama

Nosso caso de amor pode gerar rumores
mudar o tom do nosso humor
como o som do liquidificador
interferindo em nosso som
e nós que vivemos em contradição
um pouco de culpa, um muito de tesĂŁo
talvez temamos essa interferĂȘncia
talvez isso desate o nosso laço
os dois em xeque e talvez mate
ou torne escasso...
o que nos parecia excesso
talvez vire o nosso amor do avesso
e essa intimidade acabe
please please
nĂŁo conte para ninguĂ©m o que vocĂȘ sabe.

O amor platĂłnico Ă© uma chave falsa ou uma gazua para poder penetrar na casa alheia sem ser visto.